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O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou com um agravo regimental no STF para reverter a decisão do presidente da Corte, Edson Fachin, que designou o ministro André Mendonça como relator da notícia-crime sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Fachin aplicou o critério de prevenção, seguindo parecer da PGR e da área técnica do tribunal, por entender que o caso se conecta a investigações sobre o Banco Master já sob relatoria de Mendonça. Lindbergh sustenta que não há ligação concreta entre os processos e pede reconsideração ou análise pelo colegiado.
O deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, apresentou nesta sexta-feira um agravo regimental no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão que entregou ao ministro André Mendonça a relatoria da notícia-crime sobre o financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A designação havia sido determinada na véspera pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que aplicou o critério de prevenção, mecanismo processual que concentra sob um mesmo relator casos que guardam conexão entre si.
Fachin justificou a escolha afirmando que os episódios citados na comunicação de crime coincidem com o objeto de outras investigações já conduzidas por Mendonça, em especial a apuração de fraudes no Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que estima um esquema de pelo menos doze bilhões de reais. A decisão acolheu parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e manifestação da área técnica do próprio tribunal. A cobertura de centro relatou que, como relator, caberá a Mendonça decidir sobre a abertura da investigação e os pedidos formulados pelo petista.
No recurso, Lindbergh sustenta que não há ligação concreta entre os processos. Para a defesa do deputado, a simples menção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, nos materiais apreendidos, não é suficiente para vincular o caso Dark Horse à apuração sobre o banco. Os advogados argumentam que os objetos das investigações são distintos: enquanto um trata da defesa de Vorcaro e da custódia de dados, a notícia-crime mira o suposto financiamento da produção com recursos públicos e privados, emendas parlamentares e eventual lavagem de dinheiro. O petista pede que Fachin reconsidere a decisão ou que o agravo seja submetido ao colegiado.
A notícia-crime pede que o STF investigue Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Segundo o material, o projeto previa investimento total de vinte e quatro milhões de dólares, cerca de cento e trinta e quatro milhões de reais na cotação da época, e entre fevereiro e maio de 2025 teriam sido repassados sessenta e um milhões de reais após negociações atribuídas a Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Veículos de esquerda destacaram que Eduardo Bolsonaro mudou de versão sobre o tema, primeiro negando ter colocado dinheiro na produção e depois admitindo um aporte de trezentos e cinquenta mil reais, e enquadraram a designação de Mendonça, ministro indicado por Bolsonaro, como risco de blindagem dos investigados. Um dos veículos chegou a inserir boxe editorial militante sobre o futuro democrático em jogo.
Veículos de direita, em leitura oposta, tendem a enxergar o recurso como tentativa de instrumentalizar o Judiciário e de escolher o relator mais conveniente para atingir adversários políticos, ressaltando que a prevenção é instrumento legítimo e que Fachin apenas seguiu o parecer técnico e da PGR. A cobertura de centro, por sua vez, ateve-se à mecânica processual: explicou a tese de prevenção, reproduziu a decisão de Fachin e o pedido de Lindbergh para que, caso Mendonça seja mantido, haja compartilhamento de informações com os ministros Flávio Dino, relator da ação sobre emendas, e Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre Eduardo Bolsonaro.
O que ainda não se sabe é como Fachin ou o colegiado decidirão sobre o agravo, se Mendonça permanecerá como relator e qual será o desfecho da investigação sobre a origem dos recursos do filme. Também permanece em aberto o detalhamento completo dos repasses e a versão da defesa dos investigados e do próprio ministro sobre a redistribuição.
Todos os lados reconhecem os fatos processuais centrais: Fachin designou Mendonça como relator por prevenção, com base em parecer da PGR, e Lindbergh recorreu com agravo regimental pedindo a reversão ou análise pelo colegiado.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo da notícia é técnico, mas o veículo insere boxe editorial explicitamente militante ('futuro democrático em jogo', 'ameaça bolsonarista'), marcando enquadramento à esquerda; o recorte favorece a tese do petista.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Reporta com trechos longos do recurso do petista e detalha as supostas irregularidades dos Bolsonaro; o enquadramento favorece a tese de Lindbergh, coerente com publisher à esquerda, embora o texto seja descritivo.
Perspectivas omitidas
Texto factual, mas o enquadramento centra na tese do petista e na narrativa de financiamento irregular do filme pró-Bolsonaro; o subtítulo 'Nova blindagem?' em material relacionado e a seleção de fatos reforçam ângulo crítico à direita, típico de veículo à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual e neutro: explica o mecanismo de prevenção, cita o entendimento da PGR e da área técnica do STF, descreve o agravo de Lindbergh sem vocabulário valorativo. Cobertura de agência.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

O deputado sustenta não haver demonstração de conexão entre processos e pede que a distribuição seja revista ou submetida ao colegiado
Petista pede que presidente do STF, Edson Fachin, reveja redistribuição da notícia-crime sobre o filme em homenagem a Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que reveja a decisão que enviou ao ministro André

Deputado petista apresentou recurso ao STF contra a decisão que distribuiu o pedido investigação ao ministro André Mendonça

PGR defendeu que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, permaneça como relator do pedido de investigação do caso.
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Post de bastidores factual: reproduz a decisão de Fachin e o parecer do PGR Paulo Gonet sem juízo de valor. Tom de agência/coluna informativa, sem vocabulário ideológico.
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