Lindbergh Farias acusa André Mendonça de parcialidade e pede saída do TSE à PGR
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Para Lindbergh Farias, a sequência de decisões de André Mendonça nas últimas semanas revela uso da atividade jurisdicional para influir na eleição presidencial em favor de Flávio Bolsonaro (PL), o que tornaria insustentável sua permanência no comando da Justiça Eleitoral. A leitura enfatiza a proteção da lisura do pleito e da confiança do eleitor no tribunal que arbitra a disputa.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, na função de procurador-geral eleitoral, uma arguição de suspeição contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A cobertura de direita trata o pedido como mais um ataque de um parlamentar petista a um ministro do STF, feito por meio de mensagem nas redes sociais em plena campanha. O enfoque recai sobre o uso político de instrumentos institucionais contra um magistrado e sobre o fato de o pedido ainda depender de análise da Procuradoria-Geral da República.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram que Lindbergh Farias protocolou na Procuradoria-Geral da República um pedido de suspeição e afastamento cautelar de André Mendonça do Tribunal Superior Eleitoral, e que o pedido ainda depende de análise da Procuradoria.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu à Procuradoria-Geral da República o afastamento cautelar do ministro André Mendonça da vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral, citando o caso Banco Master e críticas de ministros do STF. Esquerda, centro e direita divergem sobre o sentido da ofensiva.
O deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro e vice-líder do governo na Câmara, protocolou na quarta-feira, 16 de setembro, uma arguição de suspeição contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O pedido foi dirigido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, na função de procurador-geral eleitoral, e quer o afastamento cautelar de Mendonça da vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral até a diplomação dos eleitos em 2026.
Como alternativa, a representação pede que o ministro seja declarado suspeito para atuar nos processos ligados à disputa presidencial. O fundamento legal é o artigo 20 do Código Eleitoral, que permite arguir a suspeição de integrante do tribunal por parcialidade partidária.
As coberturas convergem sobre o conteúdo do documento. Ele cita o encontro reservado de Mendonça com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, antes de o ministro assumir a relatoria das investigações sobre o banco. Cita também a divulgação de procedimento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes na semana anterior aos atos de 7 de Setembro, enquanto a apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, permaneceu sob sigilo. Outro ponto é o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O pedido reproduz ainda falas da sessão do Supremo de 15 de setembro, quando Gilmar Mendes afirmou haver um inequívoco viés político-eleitoral na condução do caso. Mendonça contestou as acusações e chamou a crítica de Gilmar de leviana.
A cobertura de centro relatou o pedido com distanciamento, tratando a parcialidade como suposta e situando a iniciativa na crise interna do Supremo, que ganhou efeitos eleitorais às vésperas da votação.
Veículos de esquerda destacaram a gravidade dos episódios e deram espaço ao vídeo em que Lindbergh diz que o ministro tentou proteger Flávio Bolsonaro, candidato do PL, e que trama um golpe contra a democracia. Essa cobertura acrescentou que o deputado Cezinha de Madureira, aliado de Mendonça, foi alvo em 14 de setembro de uma nova fase de operação da Polícia Federal e teria articulado o encontro com Vorcaro. Mencionou ainda um vídeo gravado por Mendonça e divulgado pela deputada Bia Kicis antes do 7 de Setembro.
Veículos de direita enfatizaram o caráter político da ofensiva, descrevendo o pedido como ataques de um parlamentar petista feitos em mensagem nas redes sociais, e lembraram que a representação ainda precisa ser analisada pela Procuradoria. Essa cobertura não abordou a sessão do Supremo nem o encontro com Vorcaro.
Ainda não se sabe se a Procuradoria-Geral da República vai dar andamento ao pedido, em que prazo, nem se o Tribunal Superior Eleitoral chegará a examinar a suspeição antes do fim do processo eleitoral.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quarta-feira (16), um

Deputado petista protocola na PGR pedido de afastamento de ministro do STF

Lindbergh Farias pediu à PGR a suspeição e o afastamento cautelar de André Mendonça do TSE durante as eleições de 2026.

Em representação à PGR, deputado do PT cita atuação do ministro no caso Master para fundamentar pedido
