Lula cobra de Edson Fachin apuração sobre Alexandre de Moraes no caso Banco Master
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Supremo Tribunal Federal investigue todos os suspeitos no caso Banco Master, inclusive o ministro Alexandre de Moraes, depois que a sessão de 15 de setembro foi interrompida por pedido de vista do ministro Flávio Dino. Lula disse que o presidente do STF, Edson Fachin, tem as informações necessárias, propôs uma reforma do Judiciário e, no dia seguinte, afirmou que Moraes prestou grandes serviços à democracia. Nos bastidores, a campanha tenta separar o presidente do ministro.
Pelo prisma da direita, o destaque é a ambiguidade de Lula: ele cobra investigação no caso Banco Master, mas no dia seguinte elogia Alexandre de Moraes, aliado histórico, e usa o caso para atacar o senador Flávio Bolsonaro, seu principal adversário. A leitura enfatiza o cálculo eleitoral e a necessidade de responsabilização institucional do ministro.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Supremo Tribunal Federal investigue todos os suspeitos do caso Banco Master, inclusive o ministro Alexandre de Moraes, depois que um pedido de vista de Flávio Dino interrompeu o julgamento. No dia seguinte, elogiou a atuação de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral e atacou o senador Flávio Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) e candidato à reeleição, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue todos os suspeitos de envolvimento no caso do Banco Master, inclusive o ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi dada na noite de 15 de setembro, em entrevista a uma emissora de televisão, horas depois de o julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Moraes ser interrompido. “O sigilo foi quebrado, Fachin tem a faca e o queijo na mão”, disse Lula, em referência ao presidente do Supremo, Edson Fachin.
Na mesma entrevista, Lula afirmou que parentes de ministros não podem advogar na Corte. O escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado, tinha um contrato de 131 milhões de reais com o Banco Master. O presidente defendeu ainda uma reforma profunda do Poder Judiciário, com debate sobre tempo de mandato e critério de escolha dos ministros, e acusou o ministro André Mendonça de divulgar apenas as informações de seu interesse. Também questionou por que os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques não votaram na sessão.
A crise começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com supostos contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo o relatório, Vorcaro teria pedido favores ao magistrado. A Procuradoria-Geral da República questionou a legalidade do documento, e Moraes acusou Mendonça de interferir nas investigações. Na sessão de 15 de setembro, o Supremo não chegou a analisar a validade do relatório. O ministro Gilmar Mendes propôs reunir os casos de Moraes e de Mendonça, o ministro Flávio Dino pediu vista, e o julgamento parou com placar provisório de 4 a 3 pela manutenção dos casos separados, sem data para ser retomado.
No dia seguinte, em entrevista a um podcast, Lula disse que Moraes prestou grandes serviços à democracia quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições de 2022. Repetiu que defende um julgamento justo, com direito de defesa, e que a regra vale para ele, para Moraes e para Fachin.
A cobertura de centro relatou as falas com ênfase no contexto institucional e na estratégia eleitoral. Um dos relatos mostrou que a equipe de campanha discutiu, na véspera da sessão, como reagir ao julgamento, e que a linha adotada é defender a apuração sem assumir a defesa de Moraes. Parte da equipe, porém, avalia que o presidente não pode romper com um aliado no Supremo. Ainda segundo esse relato, aliados tentam deslocar o foco para os vínculos de Vorcaro com Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, e com o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que agradeceu ao empresário pelo financiamento de um filme e é investigado pela Polícia Federal.
Veículos de direita enfatizaram que Lula dobrou a aposta ao elogiar Moraes e destacaram o ataque do presidente a Flávio Bolsonaro, seu principal adversário na eleição. Lula afirmou que o senador tem obsessão em atingir Moraes e que tem rabo preso com o Banco Master.
Entre os veículos de esquerda, o único texto do conjunto é um ensaio que lê o caso Master pela ótica de gênero, ao tratar o corpo feminino como elemento estético numa cena de poder, dinheiro e masculinidade patriarcal. Esse texto não aborda as declarações do presidente.
Ainda não se sabe quando o Supremo retomará o julgamento, nem se o relatório da Polícia Federal será considerado válido. O teor das respostas atribuídas a Moraes também segue desconhecido, porque as mensagens foram enviadas em visualização única e ficaram fora do alcance da investigação.
Petista afirma que Fachin tem informações necessárias para esclarecer o caso e alerta para risco de perda de credibilidade da Corte

Presidente disse ainda que mulher e filho de ministros não podem advogar na Corte

Equipe avalia posicionamento sobre o STF enquanto campanha busca desvincular presidente do ministro. Leia no Poder360.

Presidente relembra embates de Moraes com Bolsonaro nas eleições de 2022 e defende investigação com ampla defesa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
