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Lula intensifica agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo para disputar redutos eleitorais de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026. No Rio, o presidente aproveitou a gestão interina do desembargador Ricardo Couto e assinou a adesão do estado ao Propag, que reduz a dívida fluminense com a União. Em São Paulo, Lula e Flávio têm agendas paralelas ao lado de seus candidatos ao governo, Haddad e Tarcísio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou nas últimas semanas suas agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, dois estados decisivos para a corrida presidencial de 2026, em movimento que mira diretamente os redutos eleitorais do senador Flávio Bolsonaro. A leitura comum às coberturas é que a disputa nacional passa pelos maiores colégios eleitorais do país, e os dois principais adversários agora dividem espaço com seus candidatos ao governo nesses estados.
No Rio de Janeiro, a cobertura de centro, da Folha, relatou que Lula cumpriu cinco agendas ao lado do governador interino Ricardo Couto, desembargador que assumiu o Palácio Guanabara após a renúncia de Cláudio Castro e a inelegibilidade declarada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O principal ato foi a assinatura da adesão do estado ao Propag, programa que permite refinanciar a dívida estadual com a União. Segundo a gestão fluminense, a dívida cairá de R$ 210,6 bilhões para R$ 168,5 bilhões, com a parcela mensal recuando de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões a partir de julho, um alívio estimado em R$ 3 bilhões só neste ano. Lula também assinou convênios do Novo PAC de R$ 700 milhões para obras em três favelas.
Veículos de esquerda enquadrariam esses anúncios como cooperação federativa concreta: alívio fiscal que devolve fôlego aos estados, investimento em saúde e em favelas, e um discurso de moralizar a política num cenário em que aliados do PL fluminense, como Castro, viraram alvo de operações da Polícia Federal. A ênfase recai sobre os serviços públicos entregues e sobre a fragilização do campo adversário por investigações.
A cobertura de centro registrou que a estratégia da equipe petista é aproveitar o vácuo de lideranças do PL no Rio, estado em que Bolsonaro venceu em 2018 e 2022, e que a redução da diferença já é tratada como conquista pela campanha. O texto atribui à campanha a avaliação positiva de Couto, com base em pesquisas internas, e detalha o impasse sucessório: o STF mantém o desembargador no cargo até decidir como será escolhido o governador-tampão até dezembro, caso que depende de vista do ministro Flávio Dino.
Veículos de direita, como a Veja, deslocaram o foco para São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e enfatizaram a vantagem do campo bolsonarista. A reportagem destacou pesquisa do instituto Real Time Big Data, registrada no TSE, que aponta Flávio com 36% contra 31% de Lula no primeiro turno e à frente também no segundo, com 47% contra 44%, em empate técnico. A mesma sondagem mostra desaprovação de 53% ao governo Lula entre os paulistas e alta rejeição aos dois nomes. A cobertura de direita ressaltou ainda a presença de Tarcísio e Flávio no interior, a sinalização ao agronegócio na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne e o afunilamento da disputa estadual após as desistências de Paulo Serra e Kim Kataguiri.
Onde os relatos convergem é no diagnóstico de que São Paulo e Rio concentram a decisão nacional, e que tanto Lula quanto Flávio atrelaram suas candidaturas presidenciais às disputas estaduais, com Haddad e Tarcísio como fiadores. A divergência está no ângulo: a cobertura de centro e de esquerda enfatiza os investimentos federais e a fragilidade do palanque adversário no Rio, enquanto a de direita realça a dianteira nas pesquisas paulistas e a desaprovação do governo.
O que ainda não se sabe é como o STF definirá a sucessão no governo do Rio, se o desempenho de Lula no Rio se traduzirá de fato em votos e se a vantagem de Flávio em São Paulo se sustentará até as eleições. Também faltam pesquisas públicas que confirmem a avaliação positiva atribuída ao governador interino e dados comparativos de outros institutos para o cenário paulista.
Esquerda e direita reconhecem que São Paulo e Rio de Janeiro são decisivos para a eleição presidencial de 2026 e que Lula e Flávio Bolsonaro atrelaram suas candidaturas às disputas estaduais, ao lado de Haddad e Tarcísio.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto majoritariamente factual: detalha agendas, valores do Propag (R$ 210,6 bi para R$ 168,5 bi), convênios do PAC e o contexto sucessório do Rio. Cita 'críticas veladas' e a leitura estratégica como interpretação da equipe petista, atribuindo a fonte. Tom de cobertura de bastidor eleitoral, sem vocabulário valorativo carregado para um dos lados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Cobertura factual da disputa paulista, mas com escolhas de enquadramento à direita: destaca a vantagem de Flávio na pesquisa (36% x 31%), enfatiza a sinalização ao agronegócio e descreve com ceticismo ('um dos raros exemplos de sucesso') a gestão petista em segurança pública. A tag 'Maquiavel' sinaliza coluna de leitura estratégica do poder. Dados eleitorais bem citados, com registro TSE BR-04419/2026.

Petista visita os maiores colégios eleitorais paulistas, enquanto o senador vai ao interior; afunilamento da disputa entre Tarcísio e Haddad mobiliza campanhas

Presidente usa gestão interina de desembargador para fazer críticas veladas a grupo político rival
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Perspectivas omitidas



