Trabalho escravo: Lula, Caiado e Cury assinam carta; Flávio Bolsonaro fica de fora
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilLula, Caiado e Augusto Cury assinam carta contra trabalho escravo (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Folha de S.PauloLula, Caiado e Augusto Cury assinam carta contra trabalho escravoComissão diz que parte dos convidados não respondeu até o prazo final(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O TempoLula, Cury e Caiado assinam compromisso contra o trabalho escravo, demais candidatos não aderemSaiba mais sobre o compromisso assinado por Lula, Cury e Caiado na luta contra o trabalho escravo e a ausência de adesão de outros candidatos nas eleições 2026.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Signatários prometem apoiar a lista suja de empregadores e garantir recursos à fiscalização.
- A carta prevê exigir de empresas contratadas pelo poder público declaração de que não usam trabalho escravo.
- Mais de 70 mil pessoas foram resgatadas no país desde 1995.
Onde os lados concordam
- Lula, Caiado e Cury assinaram; Flávio Bolsonaro, Zema e Renan Santos não aderiram até 28 de setembro.
- A carta prioriza o combate ao trabalho escravo e veta apoio a empresas que usaram mão de obra escrava ou infantil.
O que ainda está incerto
- Os candidatos que não assinaram não explicaram a decisão.
- Não há detalhamento de como os signatários cumprirão os compromissos se eleitos.
Apenas três dos treze candidatos à Presidência assinaram a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo: Lula, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos não aderiram até 28 de setembro, e nenhum deles explicou a decisão.
Três dos treze candidatos à Presidência da República assinaram a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, documento da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, a Conatrae. Aderiram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, e o escritor Augusto Cury, do Avante. Flávio Bolsonaro, do PL, Renan Santos, do Missão, Romeu Zema, do Novo, e os demais foram convidados, mas recusaram ou não responderam até o prazo final, na segunda-feira, 28 de setembro.
A Conatrae foi criada em 2003, é vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e reúne órgãos do Estado e organizações da sociedade civil. Desde 2006, a comissão apresenta a carta a candidatos ao Poder Executivo. Ao assinar, o candidato promete tornar o combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas prioridade do mandato. Também se compromete a não promover empresas que usaram mão de obra escrava ou infantil, a apoiar o cadastro de empregadores conhecido como lista suja e a garantir recursos para a fiscalização. Outro ponto prevê exonerar quem ocupe cargo de confiança e se beneficie desse tipo de exploração.
Candidatos a governador de seis estados com muitos resgates foram convidados: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Goiás. Em Minas, cinco de onze aspirantes assinaram. Segundo a comissão, mais de 70 mil pessoas foram resgatadas de trabalho análogo à escravidão no Brasil desde 1995. Um caso recente foi o de duas idosas, de 90 e 65 anos, resgatadas em Belo Horizonte após décadas de trabalho doméstico sem salário nem direitos.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma descritiva. Esses veículos listaram signatários e ausentes, explicaram os quatro elementos que definem o crime no artigo 149 do Código Penal e registraram que os não signatários, procurados, não comentaram. Parte dessa cobertura lembrou que, em 2022, Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet assinaram a carta, e Jair Bolsonaro não.
Veículos de esquerda destacaram um componente geopolítico. Para essa cobertura, a adesão reforça o compromisso do país num momento em que o governo de Donald Trump aplicou, em julho, tarifa de 12,5% a produtos de dezenas de países, entre eles o Brasil, sob a alegação de trabalho forçado nas cadeias produtivas. Esses veículos apresentaram o modelo brasileiro de combate à escravidão, com a lista suja, como mais eficiente que o americano.
Não foi identificada cobertura de veículos de direita sobre a carta até o momento. O ângulo que esse campo costuma enfatizar, o da adesão voluntária a um documento de uma comissão do governo federal, não aparece em nenhuma fonte do caso.
O que ainda não se sabe é por que Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos não aderiram. Nenhum deles explicou a decisão. Também não está claro se os signatários vão detalhar, em seus programas, como cumprirão os compromissos assumidos.
Fontes


Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os demais candidatos foram convidados, mas declinaram ou não responderam

Comissão diz que parte dos convidados não respondeu até o prazo final

Saiba mais sobre o compromisso assinado por Lula, Cury e Caiado na luta contra o trabalho escravo e a ausência de adesão de outros candidatos nas eleições 2026.