Lula rejeita comício em igrejas ao receber pastores no Palácio do Planalto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pastores brasileiros, norte-americanos e cubanos no Palácio do Planalto, na quarta-feira, 16 de setembro, e disse que não fará comício em igrejas, católicas ou evangélicas, por respeito à fé. A menos de três semanas do primeiro turno, o encontro faz parte do esforço da campanha para se aproximar do eleitorado evangélico. Lula disse que vai precisar das igrejas no próximo ano para uma política de cuidados a idosos, voltou a pedir que Donald Trump não interfira na eleição e criticou o Conselho de Segurança da ONU.
Lula recebeu no Palácio do Planalto pastores reunidos pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e defendeu que os templos fiquem fora da disputa eleitoral, por respeito à fé individual. Ao mesmo tempo, pediu a participação das igrejas em políticas públicas, como uma política de cuidados para tirar idosos do isolamento, e ouviu a proposta de ampliar a presença de denominações religiosas em ações nas periferias, onde elas já mantêm redes de atendimento.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pastores brasileiros, norte-americanos e cubanos no Palácio do Planalto e disse que não fará comício em igrejas. O encontro, organizado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, faz parte do esforço da campanha para se aproximar do eleitorado evangélico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou na quarta-feira, 16 de setembro, que não fará campanha dentro de igrejas. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, em Brasília, durante encontro com pastores brasileiros, norte-americanos e cubanos, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições. "Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua. Mas na igreja eu não faço", disse o presidente, que pediu para não ser convidado a assembleias religiosas, sejam católicas ou evangélicas.
A reunião foi organizada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, em articulação com a primeira-dama Janja Lula da Silva. Participaram também o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico, a senadora Eliziane Gama, do PT do Maranhão, e o cantor e pastor Kleber Lucas. As coberturas convergem em que Lula associou a recusa ao respeito pela fé individual. Em mais de um relato, ele disse que vai "precisar muito das igrejas no ano que vem" para uma política de cuidados voltada a idosos que vivem isolados, caso seja reeleito. O presidente também elogiou o espaço das mulheres nas igrejas evangélicas, repetiu que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não interfira na eleição brasileira nem duvide das urnas, e antecipou críticas aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, tema que pretende levar à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
A cobertura de centro relatou o encontro como parte do esforço da campanha para se aproximar do eleitorado evangélico, descrito como um dos pilares do bolsonarismo. Segundo essa cobertura, o PT articula um possível ato no Rio de Janeiro com o presidente, ideia que enfrenta resistência dentro do próprio partido, e prefere reforçar a divulgação de ações do governo para que a aproximação ocorra de forma quase espontânea. Messias, cujo nome foi rejeitado pelo Congresso para o Supremo Tribunal Federal, é apontado como uma das principais pontes com lideranças neopentecostais. Ainda no centro, houve registro de que Lula afirmou, sem citar nomes, que quem contestou as urnas estava no poder e acabou preso por tentar um golpe de Estado.
Veículos de esquerda destacaram o papel da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e a proposta de ampliar a participação de denominações religiosas em ações nos territórios, com o argumento de que essas organizações já mantêm redes de atendimento nas periferias. Essa cobertura situou a fala diante de pesquisa Datafolha, segundo a qual Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, tinha 50% das intenções de voto entre evangélicos, contra 22% de Lula. Também registrou o lançamento, pela campanha, de material dirigido a esse público com o título "Por que votamos em Lula?". Veículos de direita não publicaram, até o momento, cobertura própria do encontro reunida nesta história.
Ainda não se sabe se o ato com evangélicos no Rio de Janeiro vai sair do papel, nem como seria desenhada a política de cuidados que o presidente disse querer criar no próximo ano. As matérias também não trazem reação de lideranças da oposição ou de pastores alinhados a Flávio Bolsonaro à promessa de manter os templos fora da campanha.
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