Quaest: Lula tem 36% e Flávio Bolsonaro 31%, vantagem menor que a de 2022
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A pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 36% no primeiro turno, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula 40%, empate técnico. A vantagem do petista é menor que a registrada pelo mesmo instituto três semanas antes da eleição de 2022, quando tinha 42% contra 34% de Jair Bolsonaro. A desaprovação do governo segue em 50%.
A rodada da Quaest mantém Lula na liderança do primeiro turno, cinco pontos à frente de Flávio Bolsonaro, e mostra que o presidente ainda tem espaço para crescer: 45% dizem que poderiam votar nele, acima dos 40% que declaram voto no segundo turno. O obstáculo é a avaliação do governo, com 50% de desaprovação estável, e o recuo entre eleitores de baixa renda, justamente a base beneficiada por políticas sociais.
A Quaest indica que a margem de segurança que Lula tinha em 2022 desapareceu: a vantagem no primeiro turno caiu de oito para cinco pontos e, no confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
A pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro mostra Lula à frente no primeiro turno, com 36% contra 31% de Flávio Bolsonaro, e empate técnico no segundo turno. A vantagem do presidente é menor que a de 2022, e a desaprovação do governo segue em 50%. A cobertura diverge sobre o peso dessa perda de vantagem na reta final.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno com 36% das intenções de voto, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 14 de setembro. A diferença de cinco pontos é a menor da série do instituto e fica abaixo dos oito pontos que Lula tinha sobre Jair Bolsonaro na mesma altura da campanha de 2022.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03607/2026. Atrás dos dois primeiros, Augusto Cury (Avante) tem 7%, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 4% cada, e Romeu Zema (Novo) marca 1%. Os indecisos somam 10%, acima dos 6% de 2022.
Na simulação de segundo turno, Flávio registra 42% e Lula 40%, empate técnico. Há quatro anos, Lula vencia Jair Bolsonaro por 48% a 40% nesse cenário. A aprovação do governo ficou em 43% e a desaprovação em 50%, os mesmos índices da rodada divulgada em 7 de setembro. Em recorte publicado dois dias depois, 49% disseram não considerar Lula honesto, e 42% afirmaram o mesmo sobre Flávio.
Os dados regionais e de renda foram destacados em toda a cobertura. Flávio lidera no Sudeste por 47% a 31%, enquanto Lula vence no Nordeste por 60% a 28%. Entre quem ganha até dois salários mínimos, o petista tem 51% no segundo turno. Na faixa de dois a cinco salários, Flávio fica à frente por 46% a 36%.
A cobertura de centro deu espaço à leitura do diretor da Quaest, Felipe Nunes. Ele apontou a consolidação de Flávio entre eleitores independentes, com 36% contra 26%, e o avanço do senador entre as mulheres. Nunes também chamou de inédito um presidente que busca a reeleição e não consegue melhorar a aprovação durante a campanha. Ao mesmo tempo, registrou que Lula tem potencial de voto de 45%, acima da intenção declarada, enquanto Flávio estaria perto do teto de 43%. Os dois têm rejeição de 55%.
Veículos de esquerda concentraram a cobertura na avaliação do governo, relatando que o saldo entre aprovação e desaprovação permaneceu negativo e estável a menos de três semanas do primeiro turno, sem adjetivar os números.
Veículos de direita enfatizaram a comparação com 2022. Uma das análises afirmou que a margem de segurança de Lula deixou de existir e citou o chamado antipetismo de chegada, de eleitores que migram para o adversário mais competitivo do PT. Outra comparação, mais descritiva, ressalvou que as listas de candidatos e o contexto das duas eleições são diferentes. Lembrou ainda que, em 2022, as pesquisas mostravam vantagem maior do que a registrada nas urnas.
O que ainda não se sabe é se o empate técnico no segundo turno vai se manter nas próximas rodadas e se Lula vai conseguir converter o potencial de voto em intenção declarada. Também não está claro para quem migram os 10% de indecisos na reta final da campanha.
Felipe Nunes também avalia que desaprovação ao governo é osbtáculo para Lula:

A pesquisa Quaest avaliou a percepção de honestidade de Lula, Flávio Bolsonaro e outros quatro presidenciáveis.

Quaest de 14 de setembro de 2022 mostrava petista oito pontos à frente de Jair Bolsonaro; quatro anos depois, distância para Flávio caiu para cinco pontos

Os percentuais são idênticos aos registrados pelo mesmo instituto em levantamento realizado uma semana antes

Levantamentos ajudam a medir como mudou o cenário presidencial entre as duas eleições
