
Quaest mostra Lula com 36% e Flávio Bolsonaro com 31% a três semanas do 1º turno
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O instituto Quaest divulgou em 14 de setembro de 2026 nova rodada sobre a eleição presidencial. No cenário de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva tem 36% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 31%, diferença de cinco pontos percentuais, acima da margem de erro de dois pontos. No mesmo levantamento, 50% dos eleitores desaprovam o governo federal e 43% aprovam, índices idênticos aos da rodada anterior, de 7 de setembro. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro, tem nível de confiança de 95% e registro BR-03607/2026 na Justiça Eleitoral.
Esquerda
Mesmo com avaliação de governo desfavorável, Luiz Inácio Lula da Silva chega à reta final do primeiro turno na liderança, com 36% contra 31% de Flávio Bolsonaro, vantagem que supera a margem de erro. Os índices de aprovação e desaprovação não se moveram em uma semana, o que enfraquece a tese de desgaste acelerado do governo federal.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
A vantagem do presidente encolheu na comparação com a eleição anterior: a três semanas do primeiro turno de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva tinha oito pontos de frente sobre Jair Bolsonaro, com 42% contra 34%; agora são cinco pontos, com 36% contra 31% de Flávio Bolsonaro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O texto abre com o saldo negativo do governo, expõe 50% de desaprovação contra 43% de aprovação e sublinha que os índices são idênticos aos de 7 de setembro. A escolha de enquadrar a estabilidade dos números e de tratar as variações como oscilação dentro da margem suaviza o quadro adverso, mas não há vocabulário valorativo nem defesa explícita do governo: o corpo é descritivo, cita o período de campo, a margem de erro e o registro BR-03607/2026. O veículo tem perfil à esquerda, e ainda assim a matéria em si fica no registro factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O eixo do texto é a redução da vantagem do presidente, de oito pontos em 2022 para cinco agora, e a queda do patamar absoluto, de 42% para 36%. A seleção de fatos organiza a leitura em torno da fragilidade do governo e do avanço da oposição, enquadramento típico de cobertura à direita, embora o autor registre no fim que a comparação tem limites e que as listas de candidatos são diferentes. Os números apresentados são corretos e a ficha técnica está completa, o que impede classificar como partidarismo aberto.
Perspectivas omitidas
A três semanas do primeiro turno, o instituto Quaest mediu 36% para Luiz Inácio Lula da Silva e 31% para Flávio Bolsonaro, diferença acima da margem de erro. Na mesma rodada, 50% dos eleitores desaprovam o governo federal e 43% aprovam. Esta página reúne como as coberturas de esquerda, de centro e de direita leram exatamente os mesmos números.
A menos de três semanas do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, o instituto Quaest divulgou em 14 de setembro uma rodada que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 36% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 31%. A diferença de cinco pontos percentuais supera a margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos. Atrás dos dois primeiros colocados, o escritor Augusto Cury registra 7%, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada e Romeu Zema soma 1%. Os demais nomes testados não pontuaram. Os indecisos somam 10% e outros 7% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam.
A mesma rodada mede a avaliação da gestão federal. Entre os entrevistados, 50% desaprovam o governo e 43% aprovam, índices idênticos aos registrados na rodada anterior, publicada em 7 de setembro. Na avaliação qualitativa, 38% classificam o governo como negativo, 32% como positivo e 27% como regular. O instituto ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro, com nível de confiança de 95%, e registrou a pesquisa na Justiça Eleitoral sob o número BR-03607/2026.
Os lados da cobertura partem dos mesmos números e chegam a ênfases distintas. Veículos de direita destacaram a comparação com 2022: no mesmo ponto do calendário daquele ano, Lula marcava 42% contra 34% de Jair Bolsonaro, uma vantagem de oito pontos, ante os cinco pontos de agora. Nessa leitura, o presidente chega à reta final com percentual menor do que o de quatro anos atrás e enfrenta disputa mais apertada, enquanto o candidato do PL aparece três pontos abaixo do patamar que Jair Bolsonaro tinha naquele estágio. Veículos de esquerda concentraram a cobertura no bloco de avaliação do governo e sublinharam a estabilidade dos números: os 43% de aprovação e os 50% de desaprovação não se moveram de uma semana para outra, e as variações na avaliação positiva e na regular ficaram dentro da margem de erro. A cobertura de centro, mais descritiva, trata o levantamento como fotografia de um momento, registra que a liderança está acima da margem de erro e observa que a parcela de indecisos subiu de 6%, em 2022, para 10% agora.
Há um ponto de convergência entre as leituras. A comparação entre 2022 e 2026 tem limites explicitados no próprio material divulgado, porque as listas de candidatos são diferentes e o contexto de cada eleição não se repete. O paralelo permite observar a posição relativa dos dois primeiros colocados em momentos equivalentes do calendário, não projetar resultado.
O que ainda não se sabe é justamente aquilo que decide a eleição. A rodada divulgada nesta cobertura não detalha cenários de segundo turno nem o comportamento do eleitorado por região, renda ou escolaridade. Também não há informação sobre para onde tende a fatia de 10% de indecisos, somada aos 7% que dizem votar em branco, anular ou não comparecer. Nenhuma das coberturas responde se a redução da vantagem em relação a 2022 é tendência consolidada ou oscilação de um recorte semanal, e não há dado publicado que relacione diretamente esses números a episódios específicos da campanha.
Os dois lados trabalham com os mesmos números do levantamento: Luiz Inácio Lula da Silva em 36%, Flávio Bolsonaro em 31%, diferença de cinco pontos acima da margem de erro, aprovação do governo em 43% e desaprovação em 50%. Também há concordância de que a vantagem do presidente no primeiro turno é menor do que a registrada no mesmo ponto do calendário de 2022.

Os percentuais são idênticos aos registrados pelo mesmo instituto em levantamento realizado uma semana antes

Levantamentos ajudam a medir como mudou o cenário presidencial entre as duas eleições
Falácias identificadas



