
Janja reage a provocações de deputado do PL em comício de Lula em Curitiba
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um comício em Curitiba no sábado, 12 de setembro de 2026, dentro de uma sequência de atos de campanha no Sul do país. Durante a concentração na Boca Maldita, no centro da capital paranaense, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, respondeu a gritos vindos da janela de um prédio, de onde o deputado estadual Tito Barichello e a vereadora Delegada Tathiana Guzella, ambos do Partido Liberal, acompanhavam o evento. No palco, o presidente riu ao ver uma pessoa fantasiada de onça dançar ao lado da primeira-dama e de Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado.
Esquerda
A cena em Curitiba é lida como retrato do clima de hostilidade que cerca a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De uma janela, dois parlamentares eleitos pelo Partido Liberal gritaram ofensas contra apoiadores reunidos na rua, e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva respondeu pedindo contenção, associando as provocações a desinformação e a ataques dirigidos a mulheres.
Centro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um comício em Curitiba no sábado, 12 de setembro de 2026, dentro de uma sequência de atos de campanha no Sul do país. Durante a concentração na Boca Maldita, no centro da capital paranaense, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, respondeu a gritos vindos da janela de um prédio, de onde o deputado estadual Tito Barichello e a vereadora Delegada Tathiana Guzella, ambos do Partido Liberal, acompanhavam o evento.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O texto adota o enquadramento da primeira-dama como eixo narrativo e reproduz, sem distanciamento, uma postagem de rede social que ridiculariza a parlamentar ('tomou bonito da primeira-dama'). O vocabulário de ódio, desinformação e misoginia é incorporado à voz do relato, e os alvos das acusações não têm espaço de resposta, o que caracteriza enquadramento à esquerda apesar da base factual verificável.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
O relato principal é descritivo e datado, sem vocabulário valorativo: informa o comício, a presença de Janja e de Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado, e a mascote de campanha. O bloco sobre os 580 dias de prisão em Curitiba, a condenação na Lava Jato e a posterior anulação pelo Supremo Tribunal Federal é apresentado com datas e desfecho completo, o que preserva o equilíbrio; a escolha de retomá-lo puxa levemente o enquadramento, mas não chega a configurar viés editorial.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
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No comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, no sábado, 12 de setembro de 2026, dois candidatos do Partido Liberal gritaram contra o petista da janela de um prédio na Boca Maldita. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva respondeu do palanque e pediu que os apoiadores não revidassem. As coberturas divergem sobre o peso do episódio no ato.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, respondeu a provocações partidas da janela de um edifício na Boca Maldita, no centro de Curitiba, durante a concentração que antecedeu a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um comício de campanha no sábado, 12 de setembro de 2026. De acordo com os registros feitos no local, o deputado estadual Tito Barichello e a vereadora Delegada Tathiana Guzella, ambos do Partido Liberal, acompanhavam a movimentação do alto do prédio, e Barichello foi visto gritando contra o presidente na direção de quem estava na rua.
A primeira-dama procurou identificar de onde vinham os gritos e, em seguida, pediu que os apoiadores não revidassem. Disse que era melhor seguir o ato e que a disputa se resolve no voto, e associou as manifestações a desinformação e a ataques dirigidos a mulheres. Os dois parlamentares permaneceram na janela durante parte da movimentação e foram filmados por participantes do evento. Ambos são candidatos nas eleições deste ano: o deputado estadual disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, e a vereadora concorre à Assembleia Legislativa do Paraná.
Os dois lados da cobertura convergem sobre o quadro básico. O comício aconteceu na Rua XV de Novembro, com palco montado e discursos de candidatos antes da chegada do presidente, que subiu ao local acompanhado de aliados, entre eles a primeira-dama, Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado, e Roberto Requião. O ato integra uma viagem pela região Sul: na sexta-feira, 11 de setembro, o presidente havia participado de agenda em Porto Alegre. No palco de Curitiba, uma pessoa fantasiada de onça, mascote da campanha de Gleisi Hoffmann ao Senado, dançou ao lado dela e da primeira-dama, e o presidente riu da cena.
A divergência está no que cada cobertura escolheu contar. Veículos de esquerda centraram o relato no confronto com os parlamentares na janela, reproduziram na íntegra a fala da primeira-dama sobre ódio, mentira e misoginia e trataram o episódio como agressão de detentores de mandato a cidadãos reunidos em ato político. A cobertura de centro não registrou as provocações e descreveu o comício pelo ângulo do clima descontraído no palco, acrescentando um bloco histórico sobre a cidade: os 580 dias em que o presidente ficou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019, as condenações na Operação Lava Jato e a posterior anulação dessas condenações pelo Supremo Tribunal Federal. Entre os veículos de direita não houve, até o momento, cobertura própria do episódio no conjunto de fontes reunido; a leitura provável a partir dos mesmos fatos colocaria em primeiro plano a liberdade de expressão de candidatos de oposição em espaço público e a atuação de palanque de uma primeira-dama sem mandato eletivo.
Vários pontos seguem em aberto. Nenhuma das coberturas traz manifestação do deputado estadual ou da vereadora sobre os gritos atribuídos a eles, e não há informação sobre registro de ocorrência, representação na Justiça Eleitoral ou qualquer medida administrativa decorrente do episódio. Também não foram divulgados o tamanho do público presente na Boca Maldita nem o teor completo dos discursos feitos no palco antes da chegada do presidente, o que deixa sem resposta qual o peso real do incidente dentro da agenda de campanha no Paraná.
Todas as coberturas confirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de comício na Boca Maldita, em Curitiba, no sábado, 12 de setembro de 2026, acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva e de Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado, dentro de uma viagem de campanha pela região Sul.

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