
Desaprovação a Lula chega a 50% e aprovação cai a 43%, diz Quaest
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Pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 mostra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 43%, com 7% que não souberam ou não responderam. Na rodada de 2 de setembro, os índices eram 48% e 45%. As duas variações de dois pontos ficam dentro da margem de erro, mas a distância entre os índices subiu de três para sete pontos, encerrando o empate técnico. O levantamento ouviu 2.004 eleitores, tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01720/2026.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 mostra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 43%, com 7% que não souberam ou não responderam. Na rodada de 2 de setembro, os índices eram 48% e 45%.
Direita
Para a leitura crítica ao governo, a pesquisa Quaest marca o fim do empate técnico e o início de um quadro eleitoral adverso a Luiz Inácio Lula da Silva: 50% desaprovam contra 43% que aprovam, uma distância de sete pontos que era de três em 2 de setembro.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é descritivo e tabular: enumera desaprovação, aprovação, avaliação qualitativa, percepção da economia, renda e endividamento sempre com o número anterior ao lado. Registra explicitamente que as oscilações de dois pontos ficam dentro da margem de erro antes de afirmar o fim do empate técnico, e não atribui causa política aos números. Vocabulário sem carga valorativa.
Perspectivas omitidas
Cobertura de despacho: informa os percentuais de desaprovação, aprovação, indecisos e avaliação qualitativa, mais a metodologia, e para por aí. Não há adjetivação nem enquadramento ideológico, mas também não há contexto de série histórica. O texto registra o campo entre 4 e 7 de setembro, prazo diferente do informado na cobertura de centro mais detalhada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O verbo do título, patinar, e a subseção Bolso mais pesado e endividado imprimem leitura de desgaste. A reportagem organiza os dados em torno do fracasso de uma política pública, o Desenrola 2.0, e destaca a fala do pesquisador Felipe Nunes de que as chances de reeleição caem para menos de 50%. A ênfase em accountability do gasto e da eficácia de programa federal, somada aos links laterais críticos ao governo e ao Supremo Tribunal Federal, caracteriza enquadramento de direita, ainda que os números estejam corretos.
Perspectivas omitidas
A pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 registrou 50% de desaprovação e 43% de aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a distância entre os índices passando de três para sete pontos. O levantamento ouviu 2.004 eleitores e também mediu percepção da economia, renda e endividamento das famílias.
A pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 mostrou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 43%, com 7% que não souberam ou não responderam. Na rodada anterior, de 2 de setembro, os índices eram 48% e 45%. Cada um dos dois indicadores oscilou dois pontos percentuais, o mesmo tamanho da margem de erro declarada, mas a distância entre eles passou de três para sete pontos, o que encerrou a situação de empate técnico entre aprovação e desaprovação.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores em entrevistas presenciais, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01720/2026. A pesquisa foi contratada pelo grupo de comunicação que a divulgou. A cobertura de centro apresentou os números em série, sempre ao lado dos percentuais da rodada anterior, e registrou de forma explícita que as duas variações cabem dentro da margem de erro antes de afirmar o fim do empate técnico.
Há convergência entre todos os veículos sobre o restante dos indicadores. Na avaliação qualitativa, a soma de ruim e péssimo passou de 37% para 38%, enquanto ótimo e bom recuaram de 35% para 34%, com 25% de regular. Na percepção econômica, 49% afirmam que a situação do país piorou nos últimos 12 meses, 29% dizem que ficou igual e 19% que melhorou, percentuais idênticos aos da medição anterior. Sobre a própria renda, 54% relatam que os ganhos da família não aumentaram ou cresceram menos que o custo de vida, resultado da soma de 33% sem qualquer aumento e 21% com aumento insuficiente. O endividamento é o dado que mais se moveu: a parcela que declara ter muitas dívidas subiu de 22%, em levantamento de 5 de agosto, para 28% nesta rodada, enquanto os que dizem não ter dívidas recuaram de 31% para 27%.
A divergência aparece no enquadramento. Os veículos de direita trataram o resultado como virada consolidada na reta final da disputa, usaram o verbo patinar para descrever a aprovação do presidente e deram relevo à declaração do pesquisador Felipe Nunes, CEO do instituto, de que a aprovação tem tendência de piora desde julho e de que, neste nível de desaprovação, as chances de reeleição caem para menos de 50%. Essa cobertura ligou o desgaste ao desempenho de uma política pública específica, o Desenrola 2.0, citando a queda de 50% para 43% na parcela que considera o programa uma boa ideia, e organizou os dados de renda e dívida sob a chave do bolso do eleitor.
A cobertura de centro manteve a leitura estatística, sem atribuir causa política aos números, e uma das reportagens de centro se limitou aos percentuais principais e à metodologia, sem série de comparação. Entre os veículos de esquerda, o levantamento não apareceu no conjunto analisado, e a ausência é em si um dado de cobertura: a leitura que enfatizaria a margem de erro, a estabilidade da percepção econômica em 49% e o custo de vida como origem do descontentamento não foi publicada por nenhum veículo desse campo entre as fontes reunidas aqui.
O que ainda não se sabe é relevante. As versões divergem sobre o período de campo: uma parte da cobertura informa entrevistas entre 3 e 6 de setembro e outra, entre 4 e 7 de setembro, sem que o instituto tenha esclarecido a diferença nos textos disponíveis. Nenhuma das reportagens traz reação do governo federal aos dados de endividamento e à avaliação do Desenrola 2.0, nem apresenta cenários de intenção de voto para a eleição presidencial que permitam medir a conversão da desaprovação em voto. Também não há, nas matérias, indicadores objetivos de emprego, inflação e renda que possam ser contrastados com a percepção medida pelo instituto.
Todos os veículos reproduzem os mesmos números: 50% de desaprovação, 43% de aprovação, 7% sem resposta, avaliação negativa de 38% contra positiva de 34%, e amostra de 2.004 eleitores com margem de erro de dois pontos e registro BR-01720/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. Há convergência também sobre a piora da percepção de endividamento das famílias.

Encomendada pela Globo e jornal O Globo, a pesquisa entrevistou 2.004 eleitores de 03 de setembro a 06 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos.

Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 4 e 7 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa mostra governo desaprovado por 50% dos eleitores, contra 43% de aprovação, ampliando distância para sete pontos. Leia na Gazeta do Povo.
Falácias identificadas



