Andrei Rodrigues tem 48 horas para informar o STF sobre permanência na PF
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 48 horas para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestar informações antes de decidir se ele permanece no cargo. Na quarta-feira, Fachin suspendeu em liminar o afastamento determinado pelo ministro André Mendonça, a pedido da Advocacia-Geral da União, e também a ordem de reintegração dada por Flávio Dino, apontando conflito entre decisões de ministros da Corte.
O governo Lula trabalha para garantir a permanência definitiva de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal, depois que decisões conflitantes de ministros do Supremo Tribunal Federal colocaram o cargo em disputa. Com a liminar de Edson Fachin, o delegado voltou ao posto até nova ordem, e o Planalto aposta que as explicações dele encerrem a crise e preservem a nomeação feita pelo presidente.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Todas as coberturas relatam que Edson Fachin suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino, deu 48 horas para Andrei Rodrigues se manifestar e chamou de grave a sobreposição de decisões entre ministros do Supremo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspendeu o afastamento de Andrei Rodrigues determinado por André Mendonça e a reintegração ordenada por Flávio Dino. Agora o diretor-geral da Polícia Federal tem 48 horas para prestar informações antes da decisão sobre sua permanência.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 48 horas para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, preste informações à Corte. Só depois disso Fachin vai decidir se o delegado continua no comando da corporação. A decisão foi tomada na quarta-feira, dia 9, em meio a uma disputa entre ministros do próprio tribunal sobre o cargo.
O caso começou quando o ministro André Mendonça afastou preventivamente Andrei e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e determinou que a Corregedoria da PF investigasse a produção de relatórios de inteligência que entraram na crise entre integrantes do Supremo e a Polícia Federal. A Advocacia-Geral da União, a AGU, recorreu. Horas antes da decisão de Fachin, o ministro Flávio Dino mandou, em outro processo, reintegrar os dois delegados. Fachin suspendeu as duas ordens em caráter liminar e, na prática, permitiu que Andrei voltasse ao cargo até nova decisão.
Os relatos convergem nos pontos centrais. Fachin classificou como grave a sobreposição horizontal de decisões e falou em um conflito inconciliável de posições judiciais. Afirmou ainda que as decisões sobre o diretor da PF cabem à Presidência da Corte. Além de ouvir Andrei, ele manteve o prazo de 72 horas para que Mendonça explique o afastamento. No recurso, a AGU argumentou que a Constituição reserva ao presidente da República a nomeação e a exoneração dos cargos de direção da Polícia Federal. O plenário do Supremo foi convocado por Fachin para uma sessão extraordinária na terça-feira, dia 15, para discutir o processo relatado por Mendonça, que envolve relatórios da PF com registros de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
A cobertura de centro relatou a sequência de decisões de forma descritiva e também registrou o bastidor do governo. Segundo essa apuração, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperam uma solução definitiva para manter Andrei e dizem estar convictos de que ele dará as explicações necessárias. O ministro Jorge Messias colocou a AGU para acompanhar o caso de perto.
Veículos de esquerda destacaram o esforço do governo para consolidar a permanência do delegado. Enquadraram a atuação da AGU como defesa da nomeação feita pelo presidente da República e ligaram a disputa aos desdobramentos da Operação Dark Horse. Essa cobertura encerrou com a expectativa, atribuída ao governo, de que a manifestação de Andrei ponha fim à crise.
Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre este episódio, e por isso não há enquadramento desse lado a registrar.
Ainda não se sabe o que Andrei vai dizer ao Supremo, nem quais justificativas Mendonça apresentará para o afastamento. Também não está claro se a investigação da Corregedoria sobre os relatórios de inteligência seguirá adiante, nem qual será a posição do plenário quando o conjunto dos ministros analisar a crise.
Presidente do STF deu 48 horas para chefe da PF prestar informações após suspender decisão de Mendonça que determinou seu afastamento

Auxiliares de Lula afirmam estarem convictos de que diretor-geral prestará esclarecimentos

Fachin deu 48 horas para o diretor-geral se manifestar antes de decidir sobre sua permanência no comando da corporação
