Lula assume culpa por avaliação ruim do governo e apoia reduzir maioridade penal
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Em sabatina na noite de quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a avaliação do governo e o resultado do primeiro turno são responsabilidade dele. Também declarou apoio a reduzir a maioridade penal para crimes hediondos e falou sobre o Bolsa Família, o Supremo e a Polícia Federal.
Sob o prisma da direita, a sabatina expõe um presidente em desvantagem, com governo desaprovado e que admite falhas, enquanto a segurança pública, pauta do adversário, o obriga a mudar de posição.
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Os dois textos convergem nos fatos: Lula assumiu a culpa pela avaliação do governo e pelo resultado do primeiro turno, e o Datafolha mostra desaprovação de 50% e empate técnico no segundo turno.
O presidente Lula afirmou em sabatina na noite de quinta-feira (15) que a responsabilidade pela avaliação do governo e pelo resultado do primeiro turno é dele. Disse também ser a favor de reduzir a maioridade penal para crimes hediondos, tema que costuma encontrar resistência na esquerda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, disse na noite de quinta-feira (15) que a avaliação do governo e o resultado do primeiro turno são responsabilidade dele. Em sabatina na televisão, afirmou que, se não conseguiu ser compreendido pela sociedade, não pode jogar a culpa em ninguém. Segundo ele, quando as coisas dão certo, quem ganha é ele, e quando não dão certo, quem perde também.
Lula terminou o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro, do PL, com 45,16% dos votos válidos, uma diferença de 1,87 ponto percentual. No mesmo dia, o Datafolha divulgou que o governo é desaprovado por 50% da população e aprovado por 48%. A gestão é avaliada como ruim ou péssima por 41%, ótima ou boa por 35% e regular por 23%. A mesma pesquisa mostra Flávio com 51% dos votos válidos no segundo turno, contra 49% de Lula, empate técnico.
A cobertura de centro relatou que o presidente mudou o discurso sobre a maioridade penal. Ele disse ser a favor de reduzir a idade de responsabilização para 16 anos em todo crime hediondo, mas afirmou que o problema da PEC da Segurança era não discutir isso. Em 2004 e em 2007, Lula havia dito que aumentar penas não resolvia o problema. No mesmo dia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou a PEC da pauta do plenário, em meio ao impasse sobre a inclusão do tema.
Lula também disse não saber que o Bolsa Família não tinha sido reajustado antes. O reajuste de 15,04%, anunciado no mês passado, eleva o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família. Sobre o caso Banco Master, ele defendeu discutir a reforma do Poder Judiciário, comparou as suspeitas sobre o ministro Alexandre de Moraes às que atingem ministros nomeados por Jair Bolsonaro e disse que a explicação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre a ida a um evento em Londres bancado pelo banco não o convenceu.
Na divergência de enquadramento, a cobertura de centro e a que aparece em veículos de perfil de direita concordam nos fatos, e o recorte muda no destaque. Um veículo de perfil de direita enfatizou a derrota no primeiro turno, os números de desaprovação e a fala de Lula sobre as dificuldades herdadas do governo anterior. A reportagem de centro deu mais espaço à guinada na maioridade penal, ao histórico de declarações e às respostas sobre o Supremo e a Polícia Federal. Até o momento, não há cobertura de veículos de esquerda sobre a sabatina neste conjunto. Pela leitura provável da esquerda, o foco tenderia a ser a agenda de proteção social e a resistência interna à redução da maioridade penal. Já veículos de direita tenderiam a explorar o desgaste do governo e o tema da segurança pública.
A entrevista ocorre numa semana de esforço concentrado da campanha, com anúncios como a ampliação do Pé-de-Meia Universitário, o envio ao Congresso de proposta que perdoa dívidas de microempreendedores e a proposta de transporte gratuito aos fins de semana. Aliados apostam no debate presidencial e nas mobilizações de rua em ao menos 11 capitais para reverter o cenário.
O que ainda não se sabe é como a mudança de posição sobre a maioridade penal será tratada pela base de esquerda do presidente e se afetará a tramitação da PEC da Segurança. Também não há informação sobre o efeito das declarações na intenção de voto, nem sobre eventuais providências de Lula em relação ao diretor-geral da Polícia Federal.
O chefe do Executivo disse também que enfrentou dificuldades em seu governo em razão da gestão anterior

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