
Quaest aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em São Paulo, Minas e Rio
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Pesquisas do instituto Quaest realizadas entre 21 e 24 de agosto de 2026 mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, em empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 30% e Lula, 29%; em Minas Gerais, 31% contra 30%; no Rio de Janeiro, 31% contra 29%. Todas as diferenças estão dentro da margem de erro. Os levantamentos foram divulgados às vésperas do início da propaganda eleitoral em rádio e televisão, que começou em 28 de agosto, com os primeiros programas presidenciais no dia 29. Dados do mesmo instituto, organizados pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília, apontam ainda que a avaliação negativa do governo Lula nesses estados é superior à registrada por Jair Bolsonaro no mesmo momento de 2022.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Pesquisas do instituto Quaest realizadas entre 21 e 24 de agosto de 2026 mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, em empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país.
Direita
A leitura à direita destaca que um presidente em exercício, com máquina federal, quatro anos de governo e reconhecimento nacional, chega ao início da propaganda eleitoral apenas empatado com o senador Flávio Bolsonaro nos três estados que concentram cerca de 63 milhões de eleitores.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto apresenta os percentuais de avaliação de governo em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e a comparação com Jair Bolsonaro em agosto de 2022 sem vocabulário valorativo, atribuindo os dados ao instituto e ao cientista político que os organizou. O enquadramento escolhido, comparar o presidente atual com o antecessor no pior recorte disponível, é desfavorável ao governo, mas a redação se mantém descritiva e não emite juízo, o que sustenta a leitura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo ter perfil editorial à direita, o texto é descritivo: informa os percentuais dos dois candidatos, explicita que as diferenças estão dentro da margem de erro e usa a expressão empate técnico já no primeiro parágrafo, inclusive no título. A ordem de apresentação começa sempre pelo senador do PL, um sinal leve de preferência de enquadramento, mas a transparência metodológica e a ausência de vocabulário valorativo mantêm o artigo no campo factual.
Levantamentos do instituto Quaest realizados entre 21 e 24 de agosto colocam o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país, com diferenças de um a dois pontos percentuais dentro da margem de erro, às vésperas da estreia da propaganda eleitoral em rádio e televisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, chegaram ao início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão em empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país. Levantamentos do instituto Quaest, realizados entre a sexta-feira, 21, e a segunda-feira, 24 de agosto de 2026, apontam diferenças de até dois pontos percentuais entre os dois candidatos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estados que reúnem cerca de 63 milhões de eleitores.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro aparece com 30% das intenções de voto e Lula, com 29%. A pesquisa ouviu 1.800 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Em Minas Gerais, o senador registra 31% e o presidente, 30%, em levantamento com 1.506 entrevistados e margem de três pontos. No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro marca 31% e Lula, 29%, com 1.302 eleitores ouvidos e a mesma margem de três pontos. Em todos os casos a diferença está contida na margem de erro, o que caracteriza empate técnico. A propaganda eleitoral em rádio e televisão começou na sexta-feira, 28 de agosto, e os primeiros programas presidenciais foram exibidos no sábado, 29.
A cobertura de centro acrescentou ao quadro um segundo conjunto de dados do mesmo instituto, organizado pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília, que compara a situação atual do presidente com a de Jair Bolsonaro no mesmo momento da disputa de 2022. Segundo esses números, Lula tem 48% de avaliação negativa em São Paulo, contra 43% do antecessor em agosto de 2022; em Minas Gerais, são 45% contra 39%; e no Rio de Janeiro, 45% contra 42%. A avaliação positiva do presidente também é menor nos três estados: 26% em São Paulo, ante 29%; 29% no Rio de Janeiro, ante 33%; e 30% em Minas Gerais, ante 34%.
Os dois recortes de cobertura convergem no essencial. Ninguém contesta os percentuais, a autoria dos levantamentos ou o fato de que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, somados, respondem por cerca de 40% do eleitorado brasileiro e tendem a definir o resultado nacional. A divergência está no que cada enquadramento escolhe pôr em primeiro plano. Veículos de direita enfatizaram a leitura de que empate técnico com um presidente em exercício é resultado desfavorável ao incumbente, já que ele dispõe de máquina federal, quatro anos de governo e reconhecimento nacional, e apresentaram o senador numericamente à frente nos três estados. A cobertura de centro deu peso à comparação temporal com 2022, ciclo que terminou com a derrota do então presidente, e tratou a reprovação mais alta como o dado central da conjuntura.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o levantamento no material analisado, e a ausência importa porque retira do debate a leitura que esse campo costuma fazer desses números: a de que diferença de um a dois pontos dentro da margem de erro descreve uma disputa aberta, não uma desvantagem, e a de que misturar avaliação de governo com intenção de voto trata dois indicadores distintos como se fossem o mesmo.
O que ainda não se sabe é o principal. As pesquisas foram a campo antes de o horário eleitoral estrear, de modo que nenhuma delas mede o efeito dos programas de rádio e televisão, historicamente o instrumento que mais movimenta intenção de voto na reta final. Também não há, no material disponível, a série histórica que permitiria dizer se o quadro nos três estados é estável ou se houve movimento nas últimas semanas, nem os índices dos demais candidatos, nem simulações de segundo turno. As campanhas não se manifestaram sobre os resultados, e não há dado divulgado sobre como o eleitorado indeciso desses estados se distribui.
As duas coberturas aceitam os percentuais do instituto Quaest sem contestação e tratam São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro como decisivos, por concentrarem cerca de 63 milhões de eleitores e algo em torno de 40% do eleitorado nacional. Também convergem em situar o levantamento no marco temporal do início da propaganda em rádio e televisão.

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