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Uma nova rodada de pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026 mostra o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em todos os cenários nacionais. O Datafolha divulgado em 20 de junho aponta 47% a 43% no segundo turno, repetindo o resultado de maio, e 41% a 31% no primeiro turno. Outros institutos (Nexus/BTG, CNT/MDA, AtlasIntel) também registram liderança de Lula, com margens que variam de quatro a mais de dez pontos.
A pouco mais de três meses do primeiro turno, uma nova rodada de pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026 confirma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em todos os cenários nacionais. O retrato mais comentado da semana veio do Datafolha, divulgado no sábado, 20 de junho: no segundo turno, Lula aparece com 47% contra 43% de Flávio, os mesmos percentuais registrados em maio. No primeiro turno, o presidente tem 41% e o senador, 31%, com a chamada terceira via, nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Joaquim Barbosa, presa a patamares de um dígito.
Outros institutos reforçaram a dianteira do petista. O Nexus/BTG apontou 49% a 43% no segundo turno, com margem de dois pontos. O CNT/MDA registrou uma diferença maior, de 49,3% a 36,8%. No recorte estadual, a AtlasIntel no Piauí mostrou um cenário ainda mais favorável a Lula, com 63,9% contra 15% de Flávio no primeiro turno, refletindo a força histórica do presidente no Nordeste. As pesquisas coincidiram com a deflagração de uma operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no âmbito de uma investigação ligada ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Todos os lados convergem em alguns pontos. Lula lidera, a rejeição dos dois principais candidatos é alta (46% para o presidente e 48% para o senador, segundo o Datafolha) e a terceira via não consegue tração. A cobertura de centro relatou os números de forma direta, com metodologia, datas de coleta e registros no Tribunal Superior Eleitoral, sem atribuir vencedores antecipados, e destacou que parte das entrevistas foi feita antes que os eleitores soubessem da operação contra Wagner, o que limita medir seus efeitos.
É na interpretação que as coberturas se afastam. Veículos de esquerda destacaram que a repetição do cenário consolida a liderança de Lula e expõe um teto duro da direita: o bolsonarismo herdado por Flávio patina ao redor de 43% e teria perdido elasticidade em relação a 2022, quando Jair Bolsonaro chegava aos 49% no segundo turno. Para essa leitura, a fragmentação dos demais nomes conservadores apenas reforça a hegemonia do presidente, e a oscilação de um ponto após a operação contra Wagner mostraria que a base petista não se deixou contaminar. Já veículos de direita enfatizaram que o mesmo Datafolha representa um alerta para o PT, porque a vantagem deixou de crescer e estabilizou em quatro pontos no segundo turno. Nessa chave, Flávio resiste ao desgaste do caso Banco Master, mantém um piso sólido e segue como o único adversário capaz de disputar diretamente a liderança, numa eleição que permanece competitiva e polarizada.
O que ainda não se sabe é o tamanho real do impacto eleitoral do caso Banco Master e da operação contra Jaques Wagner, já que parte da coleta ocorreu antes da repercussão. Também segue em aberto se a estabilidade captada pelo Datafolha é uma pausa momentânea ou o início de uma nova fase da disputa, e se Flávio conseguirá ampliar sua base além do eleitorado mais fiel ao sobrenome. As próximas rodadas dos institutos nacionais devem indicar se o quadro se mantém ou se novos fatos políticos podem mexer no tabuleiro.
Esquerda, centro e direita reconhecem que Lula lidera todos os cenários presidenciais de 2026, que a rejeição dos dois principais candidatos é alta e que a terceira via segue sem força, presa a patamares de um dígito.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nota de bastidor factual: a campanha de Flávio contratou o Instituto Ibespe para trackings internos. Reporta com fonte sob reserva, sem enquadramento ideológico. Conteúdo de coluna de política, predominantemente factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Os números são reportados com rigor, mas o enquadramento editorial (título 'um alerta na disputa', ênfase na estabilização da vantagem de Lula e na resiliência de Flávio) favorece o campo oposicionista/direita, contrastando com a leitura de 'teto' adotada pela esquerda. Veículo RIGHT editorializando à direita.
Perspectivas omitidas

O que dizem os números a pouco mais de três meses do primeiro turno da eleição presidencial

Primeiro tracking, como são chamadas essas pesquisas internas, foi entregue pela empresa à campanha de Flávio Bolsonaro no fim de semana
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