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O ex-chefe de gabinete da Presidência, o sociólogo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe de campanha da reeleição de Lula na manhã de 5 de agosto de 2026, em conversa direta com o presidente. A saída ocorre após virem a público movimentações financeiras entre ele e a empresária Roberta Luchsinger, alvo da Polícia Federal. Ele afirma ter tomado um empréstimo pessoal, quitado com transferência de R$ 249 mil, e colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça.
O sociólogo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu na manhã de quarta-feira, 5 de agosto de 2026, para deixar a equipe de campanha da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi feito em conversa direta com o presidente, segundo integrantes do comando da campanha. Marcola era chefe de gabinete de Lula e havia deixado o governo para atuar no esforço eleitoral cerca de duas semanas antes. A saída ocorre depois que vieram a público movimentações financeiras entre ele e a empresária Roberta Luchsinger, alvo da Polícia Federal.
O ex-assessor confirma ter recebido dinheiro da empresária e sustenta que se tratou de empréstimo pessoal, quitado com uma transferência de R$ 249 mil. Em nota, colocou os sigilos bancário e fiscal integralmente à disposição da Justiça, informou já ter constituído advogado e classificou a operação como de natureza estritamente privada. Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Os dois são investigados pela Polícia Federal por suas relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como um dos operadores centrais do esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024. As defesas negam irregularidades.
Há convergência entre todas as reportagens sobre o essencial. Marcola integra o círculo íntimo do presidente desde 2017, cuidava da agenda presidencial e é um dos poucos intermediários telefônicos de Lula, que não usa telefone celular. O caso começou a ser divulgado na segunda-feira, 3 de agosto. Aliados relatam que ele contou ao presidente e a integrantes da campanha sobre as operações com a empresária mais ou menos na época em que deixou a chefia de gabinete, e que a ideia era mantê-lo em papel discreto na equipe eleitoral. Também é consenso que o assessor nega qualquer irregularidade e afirma ter devolvido o valor.
A cobertura de centro concentrou-se no bastidor e nos limites factuais do caso. Relatou que a empresária pagou boletos do assessor ao longo de quatro a seis meses de 2024, que não houve depósito em dinheiro em nome dele, que ele teria sido alertado por um advogado de que a situação era problemática e então buscado devolver o dinheiro, e que até a noite de terça-feira aliados ainda avaliavam que ele permaneceria na equipe. Registrou ainda que Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de tráfico de influência e que a defesa do assessor não se manifestou quando procurada.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo da responsabilização. Destacaram que o ex-assessor não explica por que recorreu a uma amiga do filho do presidente em vez do sistema bancário para obter crédito pessoal, e ampliaram o foco para a suposta atuação de Lulinha em favor do lobista junto ao Ministério da Saúde, na venda de cannabis medicinal à rede pública. Também sublinharam o peso do cargo que Marcola ocupava, com acesso direto e diário ao presidente. Até o fechamento desta reportagem, veículos de esquerda não haviam produzido cobertura própria do episódio, o que deixa sem contraponto público a leitura de que o afastamento imediato e a abertura voluntária dos sigilos indicam reação rápida do entorno presidencial e de que não há, até agora, indício divulgado de uso de dinheiro público.
Ainda não se sabe qual foi a finalidade declarada do empréstimo, quando exatamente ele foi tomado e se houve qualquer contrapartida. Também não está esclarecido se o ex-assessor passará a ser formalmente investigado, se a devolução do valor foi concluída antes ou depois de o caso vir a público, e qual o montante total dos boletos pagos pela empresária. Não houve comunicado oficial da campanha sobre a saída, a defesa do assessor não se pronunciou além da nota e a empresária não comentou publicamente os pagamentos. Tampouco se sabe quem assumirá as funções que ele exercia na estrutura eleitoral.
Toda a cobertura converge em três pontos: o ex-chefe de gabinete pediu para deixar a campanha de reeleição depois que o caso veio a público; ele admite ter recebido recursos da empresária Roberta Luchsinger e sustenta que foi empréstimo pessoal quitado com R$ 249 mil; e a empresária é investigada pela Polícia Federal por suas relações com o lobista apontado como operador central do esquema de descontos do INSS. Todos os envolvidos negam irregularidade.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto factual e atribuído: cada afirmação sensível é ancorada em fonte ("aliados de Lula relatam", "pessoas com conhecimento das investigações", nota do assessor, declaração da empresária à PF). Registra a negativa da defesa de Lulinha, delimita o que ainda não foi confirmado (ausência de comunicado oficial) e não usa vocabulário valorativo. Enquadramento de centro, com apuração de bastidor sem juízo ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O relato factual é sólido, mas o enquadramento é de responsabilização institucional típico de direita: a matéria insere uma ressalva do próprio redator ao dizer que o assessor "não explica por que não recorreu ao sistema bancário para obter o crédito pessoal", amplia o caso para a suposta atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde na venda de cannabis medicinal e dedica parágrafos à proximidade do assessor com o núcleo íntimo do presidente. O texto também carrega um bloco final sobre trânsito em São Paulo, resíduo de extração sem relação com o assunto.

Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, disse ter devolvido R$ 249 mil a Roberta Luchsinger

Marco Aurélio Santana Ribeiro teve contas pagas por Roberta Luchsinger e diz que se tratou de empréstimo
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Perspectivas omitidas



