Lula reúne 300 empresários em jantar em São Paulo a dias do primeiro turno
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite de sexta-feira, 25 de setembro, de um jantar com empresários, banqueiros e economistas no hotel Tivoli Mofarrej, nos Jardins, em São Paulo, a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O encontro foi organizado pelo coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, com apoio dos grupos Esfera Brasil e Parlatório. Planejado para cerca de 200 convidados, o evento teve mais de 300 confirmações segundo os organizadores e terminou com o salão lotado. Foi o segundo encontro amplo do candidato à reeleição com o setor produtivo em menos de um mês, depois do jantar no Palácio da Alvorada em 31 de agosto.
A nove dias do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi buscar em um hotel cinco estrelas dos Jardins, em São Paulo, o apoio de um setor que passou boa parte do mandato reclamando da falta de interlocução.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na sexta-feira, 25 de setembro, de um jantar com mais de 300 empresários, banqueiros e economistas em um hotel nos Jardins, em São Paulo, a nove dias do primeiro turno. Foi o segundo encontro amplo do candidato à reeleição com o setor produtivo em menos de um mês, e os convidados esperavam um sinal de rigor fiscal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite de sexta-feira, 25 de setembro, de um jantar com empresários, banqueiros e economistas no hotel Tivoli Mofarrej, nos Jardins, em São Paulo, a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O encontro foi organizado pelo coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, com apoio dos grupos Esfera Brasil e Parlatório. Foi o segundo encontro amplo do candidato à reeleição com representantes do setor produtivo em menos de um mês: em 31 de agosto, o presidente havia recebido banqueiros e empresários em um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília.
A cobertura de centro relatou que o evento havia sido planejado para cerca de 200 convidados, recebeu mais de 300 confirmações segundo os organizadores e acabou com o salão lotado, com pouco espaço para circulação. Entre os presentes estavam Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco, Joesley Batista, da J&F, Rubens Ometto, da Cosan, Gustavo Pimenta, da Vale, Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, Carlos Sanchez, da EMS, e Lírio Parisotto. O vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e os presidentes do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, estavam na lista de discursos, e onze ministros acompanharam o presidente. Também chegaram ao hotel o candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e as duas candidatas da coligação governista ao Senado no estado, Marina Silva e Simone Tebet. O jantar, previsto para as 19h, começou às 20h40 e se estendeu por cerca de quatro horas.
Todos os lados convergem no essencial: o encontro aconteceu, foi o segundo do tipo em um mês, teve peso econômico incomum na reta final da campanha e tinha como objetivo declarado ampliar o diálogo do governo com o setor produtivo. Convergem também no ponto que os próprios convidados levantaram. A expectativa foi resumida antes do jantar pelo presidente do Itaú Unibanco: 'Aguardamos um aceno de rigor fiscal'. Ao discursar, o presidente adotou tom ameno e recorreu ao histórico de suas gestões anteriores, fala que parte dos presentes interpretou como posicionamento para um eventual segundo turno. Horas antes, em outro compromisso na capital paulista, Lula havia assinado a Medida Provisória nº 1.394, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no país, assunto que dominou as rodas de conversa nas mesas e foi bem avaliado por empresários ouvidos pela cobertura de centro.
As divergências estão no enquadramento. Veículos de direita destacaram que o encontro ocorreu em um hotel cinco estrelas de luxo nos Jardins e que parte do setor se queixava da hesitação do presidente em promover reuniões desse tipo, aproximação que só veio com a iminência do primeiro turno e o acirramento da disputa com o senador Flávio Bolsonaro; essa cobertura lembrou ainda que o adversário fez movimento simétrico, ao se reunir com executivos de grandes bancos e empresas em 27 de agosto, em São Paulo, ao lado da coordenadora econômica de sua campanha. A cobertura de centro concentrou-se na lotação do salão, no peso dos participantes e na expectativa de sinalização fiscal, sem atribuir intenção ao governo além do que a própria equipe de campanha declarou: envolver a sociedade civil na candidatura à reeleição e avançar sobre eleitores indecisos, estratégia que incluiu também um ato com mais de 80 personalidades da cultura no Rio de Janeiro em 23 de setembro. Veículos de esquerda não registraram o jantar na cobertura reunida nesta reportagem, de modo que a leitura pelo prisma da esquerda apresentada nos resumos é uma projeção a partir dos mesmos fatos, e não citação de texto publicado.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Nenhuma cobertura informou se houve compromisso concreto de ajuste fiscal, meta ou anúncio econômico no discurso do presidente, nem se algum dos presentes declarou apoio eleitoral. O número de participantes varia conforme a fonte, de cerca de 200 previstos a mais de 300 confirmados pelos organizadores e mais de 500 confirmações antes do encontro. Também segue em aberto o efeito eleitoral do movimento e o alcance prático da proibição das apostas, cujo impacto sobre empresas autorizadas, apostadores e patrocínios ainda não está detalhado.
Presidente participa de ato cultural no Rio nesta quarta; na sexta, terá reunião com executivos em SP. Campanha avalia que ações podem ajudar petista a avançar sobre indecisos.
Presidente participará de jantar com setor produtivo e mercado financeiro na 6ª feira (25.set), às 18h45, em São Paulo. Leia no Poder360.

Um dos principais assuntos nessas rodas foi a decisão de Lula de proibir as casas de apostas, anunciada horas antes

Presidente participa de jantar na capital paulista promovido pelos grupos Esfera, Prerrogativas e Parlatórios

Encontro será em hotel de luxo nos Jardins, em São Paulo, e contará com apoio dos grupos Esfera e Parlatório na organização
