Lula vai a Montes Claros em meio a empate técnico com Flávio Bolsonaro na Quaest
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Quaest em Minas: Flávio Bolsonaro 40%, Lula 37%, empate técnico no segundo turno
- Quaest nacional de 14 de setembro: Flávio 42%, Lula 40%
- Em 2022 Lula venceu Minas por 50,2% a 49,8%, e quem vence no estado costuma vencer no país
Onde os lados concordam
As duas coberturas relatam a agenda de Lula em Montes Claros em 17 de setembro, com caminhada ao lado de Patrus Ananias, Marília Campos e Áurea Carolina, e ligam a viagem à piora do presidente nas pesquisas.
O que ainda está incerto
- Não há dado que comprove a ligação entre o caso Banco Master e a queda de Lula, atribuída a analistas não identificados
- As fontes não informam o público nem o efeito eleitoral do ato em Montes Claros
O presidente Lula programou a terceira passagem por Minas Gerais na campanha, com agenda em Montes Claros, no Norte do estado. A viagem ocorre depois de a Quaest registrar Flávio Bolsonaro com 40% contra 37% em Minas e 42% contra 40% no país, empates técnicos que acenderam o alerta na campanha petista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), tinha agenda marcada em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, na quinta-feira, 17 de setembro. A viagem é a terceira dele ao estado durante a campanha pela reeleição e acontece depois de pesquisas que mostram o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), em empate técnico com o presidente num eventual segundo turno.
A programação previa, às 16h, uma visita ao complexo industrial da Eurofarma, empresa do setor farmacêutico, e, às 17h, uma caminhada com apoiadores no bairro Maracanã. Ao lado de Lula estariam o candidato do PT ao governo de Minas, Patrus Ananias, e as candidatas ao Senado Marília Campos, do PT, e Áurea Carolina, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Uma passagem por Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, chegou a ser divulgada, mas foi cancelada porque o aeroporto da cidade não comporta a aeronave que transporta o presidente.
Os números ajudam a explicar o roteiro. Segundo a pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro, Flávio Bolsonaro tem 40% das intenções de voto em Minas num segundo turno, contra 37% de Lula, diferença dentro da margem de erro. Nos quatro levantamentos do instituto no estado desde agosto, Lula caiu de 42% para 37%, enquanto o senador subiu de 33% para 40%. No cenário nacional, a Quaest divulgada em 14 de setembro mostrou Flávio à frente pela primeira vez desde abril, com 42% contra 40%, também em empate técnico.
Minas Gerais é tratada como termômetro do país: nas últimas disputas presidenciais, quem venceu no estado venceu no Brasil. Em 2022, Lula ganhou em Minas por menos de 50 mil votos, com 50,2% contra 49,8%. No Norte mineiro, que reúne 89 municípios, ele obteve 62,46% dos votos, embora Jair Bolsonaro tenha vencido em Montes Claros em 2018 e em 2022. Flávio Bolsonaro já havia feito ato em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em 9 de setembro.
A cobertura de centro foi a mais detalhada. Ela relatou que analistas associam a queda do presidente à revelação do envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o escândalo do Banco Master, à investigação da Polícia Federal sobre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente, por suposto tráfico de influência, e à saída do chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro em meio a acusações ligadas à lobista Roberta Luchsinger. O mesmo relato ressalvou que as investigações não apontaram relação de Lula com o esquema do Master.
Um veículo de direita enquadrou a viagem como reação à queda nas pesquisas já na manchete, mas o texto se limitou à agenda, com destaque para a visita à indústria farmacêutica, sem apresentar os números dos levantamentos. Veículos de esquerda não haviam repercutido a viagem até a publicação dessas matérias.
Fontes
Quaest aponta empate técnico no segundo turno, com Flávio Bolsonaro numericamente na frente

