Marcola anuncia que deixará campanha de Lula após investigação, dizem fontes
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A leitura à direita enxerga um problema de integridade no núcleo do poder: um servidor que despachava no Palácio do Planalto desde janeiro de 2023 recebeu R$ 249 mil de uma empresária apontada como lobista, ligada ao filho do presidente e investigada em um esquema de fraudes contra aposentados. O fato de o presidente já saber que o nome do assessor apareceria nas apurações e ainda assim tê-lo levado para a coordenação da campanha é tratado como falha de controle interno. A saída, nesse enquadramento, chega tarde e sob pressão, e o acúmulo de três inquéritos sobre Fábio Luís Lula da Silva por suspeita de tráfico de influência indica um padrão de porta giratória entre interesses privados e o aparelho de Estado.
O ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, anunciou que deixará a campanha de reeleição do presidente Lula depois de vir a público uma transferência de R$ 249 mil feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
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As coberturas concordam nos fatos centrais: houve transferência de dinheiro de uma empresária investigada no esquema de fraudes do INSS a um ex-ocupante de cargo de confiança no Palácio do Planalto; o ex-assessor deixou a campanha; e o filho do presidente é alvo de três inquéritos por suspeita de tráfico de influência. Todos registram que não há denúncia formal nem condenação até agora e que os envolvidos negam irregularidades.
O ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, anunciou que deixará a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi comunicada depois de vir a público uma transferência financeira feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Segundo fontes ouvidas pela imprensa, o afastamento partiu do próprio ex-assessor, com o objetivo de evitar tensão interna e reduzir o desgaste da campanha.
A cobertura de centro relatou a cronologia com precisão. Cientista político, Marco Aurélio Santana Ribeiro ocupava o cargo no Palácio do Planalto desde janeiro de 2023 e deixou a função em 21 de julho para integrar a coordenação da campanha, ao lado de Gilberto Carvalho, na organização da agenda presidencial, tarefa que ambos já haviam exercido na disputa de 2022. Em 3 de agosto, uma reportagem revelou as transferências feitas pela empresária ao ex-assessor. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um terceiro inquérito envolvendo o filho do presidente. Os detalhes do procedimento ainda não são públicos, mas, de acordo com pessoas a par do caso, os alvos principais são o ex-chefe de gabinete e a empresária. A defesa confirma o recebimento de R$ 249 mil, sustenta que se tratou de empréstimo pessoal já integralmente quitado e nega qualquer irregularidade. "Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função", afirmou o ex-assessor, representado pelo advogado Georges Abboud.
Há pontos em que as diferentes coberturas convergem. Todas registram que a empresária é investigada em apurações sobre o esquema de fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, e que ela teria prestado serviços a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Também há consenso de que o filho do presidente é alvo de três inquéritos que apuram suspeita de tráfico de influência, dois sob relatoria do ministro André Mendonça e um autorizado pelo ministro Flávio Dino, e de que, até o momento, não existe denúncia formal nem condenação relacionada aos fatos apurados.
As ênfases divergem. Veículos de direita destacaram o problema de integridade no núcleo do poder: um ocupante de cargo de confiança no Palácio do Planalto recebeu dinheiro de uma empresária apontada como lobista e investigada por fraude contra aposentados, e o presidente teria sido informado previamente de que o nome do assessor apareceria nas apurações antes de levá-lo para a campanha. Nesse enquadramento, a saída chega tarde e sob pressão, e a preocupação declarada pela cúpula da campanha com o desgaste eleitoral se sobrepõe ao esclarecimento do mérito da transação. A leitura à esquerda, com presença menor nesta cobertura, se apoia na tese apresentada pela defesa do filho do presidente, que sustenta ter havido vazamento seletivo de informações por integrantes da Polícia Federal com o objetivo de prejudicar a campanha. Na segunda-feira, o advogado Marco Aurélio de Carvalho procurou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para pedir a apuração dos supostos vazamentos após a quebra de sigilo que atingiu o filho do presidente. Por esse ângulo, o afastamento voluntário e prévio a qualquer imputação formal é sinal de zelo, e não de reconhecimento de culpa.
Muito ainda não está esclarecido. Não se sabe qual é exatamente o objeto do terceiro inquérito autorizado pelo Supremo, nem se a investigação identificou algum ato de ofício praticado pelo ex-assessor em benefício da empresária. Também não foram divulgados os termos, a data e a forma de quitação do empréstimo, nem se a campanha adotará alguma medida adicional além da saída anunciada. As apurações seguem em andamento e os envolvidos negam irregularidades.
Ex-chefe de gabinete do presidente afirmou que fez empréstimo privado, já quitado com uma transferência de R$ 249 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como

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