Marcos Rogério lidera disputa pelo governo de Rondônia, indica Real Time Big Data
4 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

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A rodada de pesquisas mostra que a extrema direita mantém força regional, mas encontra teto claro. Em Rondônia, o senador bolsonarista Marcos Rogério lidera o primeiro turno e, ao mesmo tempo, é o pré-candidato mais rejeitado do estado, com 43% de eleitores que dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Na disputa nacional, Lula segue à frente em quase todos os cenários e amplia a vantagem entre as mulheres, faixa em que o candidato do PL despenca. No Ceará, um governo petista disputa voto a voto com um adversário histórico. O quadro reforça que a polarização de 2026 se decide na capacidade de conversão do voto feminino e das camadas populares.
Entre 15 e 21 de julho de 2026, o instituto Real Time Big Data divulgou uma sequência de pesquisas de intenção de voto para governos estaduais e para a Presidência, todas registradas na Justiça Eleitoral.
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7 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Todos os veículos reproduzem os mesmos percentuais, períodos de campo, tamanho de amostra e protocolos de registro no Tribunal Superior Eleitoral. Há convergência de que Marcos Rogério lidera em Rondônia, que Ceará está em empate técnico dentro da margem de erro e que Lula aparece à frente na maioria dos cenários presidenciais, com vantagem apertada sobre Flávio Bolsonaro no confronto direto.
O instituto Real Time Big Data divulgou, entre 15 e 21 de julho de 2026, uma sequência de pesquisas de intenção de voto que desenha o tabuleiro eleitoral do ano em disputas estaduais e na corrida presidencial. Em Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL) aparece na liderança do primeiro turno com 36%, à frente de Adaílton Fúria (PSD), com 28%, de Hildon Chaves (União Brasil), com 13%, e de Expedito Netto (PT), com 10%. Nos seis cenários de segundo turno testados, o senador vence todos os adversários contra quem foi confrontado, embora empate tecnicamente com Adaílton Fúria no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais.
No Ceará, o levantamento aponta empate técnico entre o governador Elmano de Freitas (PT), com 44%, e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 40%, no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, a diferença cai para 47% a 45%. Na disputa nacional, a pesquisa divulgada em 21 de julho mostra Lula (PT) com 40% no primeiro turno, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL); no confronto direto, o placar é de 45% a 42%. O único cenário em que o presidente aparece atrás numericamente é diante de Ronaldo Caiado (PSD), por 44% a 43%. Em paralelo, o Paraná Pesquisas apontou ampla vantagem do ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD) no Amapá, com 65,5% contra 26,3% do governador Clécio Luís (União Brasil).
Todos os levantamentos citados foram registrados na Justiça Eleitoral, ouviram entre 1.100 e 2.000 eleitores e trabalham com índice de confiança de 95%. Esse é o ponto de convergência da cobertura: números, datas de campo e protocolos de registro são reproduzidos de forma idêntica pelos diferentes veículos.
As diferenças aparecem no recorte. Veículos de esquerda deram destaque ao índice de rejeição do líder em Rondônia, de 43%, o maior entre os pré-candidatos, classificaram o senador como bolsonarista já na abertura do texto e enfatizaram a vantagem do presidente nos cenários presidenciais, sobretudo entre as mulheres, com 44% contra 29%. A cobertura de centro concentrou-se na apresentação direta dos percentuais e da metodologia, e foi a que trouxe o escrutínio mais duro sobre as próprias pesquisas: um veículo de centro apontou que o levantamento do Amapá testou dois nomes do mesmo partido em um único cenário, o que a legislação eleitoral não permite, e informou que o estudo custou 45 mil reais e foi pago por uma empresa privada de marketing digital. Até o momento, veículos de direita não cobriram este conjunto de pesquisas, de modo que a leitura conservadora dos números, que tende a sublinhar o desempenho da oposição nos estados e o aperto do placar presidencial, não tem representação no material disponível.
Há ainda um pano de fundo institucional relevante no Rio de Janeiro, onde o governo é exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça estadual após a renúncia de Cláudio Castro (PL) e a vacância também do cargo de vice. O Supremo Tribunal Federal não concluiu o julgamento sobre a forma de escolha para o mandato-tampão: quatro ministros defenderam eleição indireta pela Assembleia Legislativa e um votou por voto direto da população, com o processo suspenso por pedido de vista. Um novo levantamento estadual está previsto para 23 de julho.
O que ainda não se sabe é decisivo. As convenções partidárias não ocorreram, e todos os nomes testados seguem como pré-candidatos, o que torna os cenários provisórios. Não há informação pública sobre quem financiou parte dos levantamentos divulgados, o Supremo não definiu a regra da sucessão fluminense e nenhuma das matérias traz reação dos partidos ou dos próprios pré-candidatos aos resultados apurados.
O levantamento testou quatro cenários, com Lula enfrentando Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão)

O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 18 a 20 de julho de 2026

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que ex-prefeito de Macapá teria 65,5% dos votos no 1º turno. Leia no Poder360.

Até aqui, levantamentos indicam o favoritismo do ex-prefeito da capital Eduardo Paes

Pré-candidatos estão tecnicamente empatados pela margem de erro de 2 pontos percentuais; pesquisa ouviu 1.600 eleitores cearenses entre 13 e 14 de julho.

Pré-candidatos estão tecnicamente empatados pela margem de erro de 2 pontos percentuais; pesquisa ouviu 1.600 eleitores cearenses entre 13 e 14 de julho

O senador, porém, também é o pré-candidato com maior potencial de rejeição

Nesta matéria: perspectiva omitida.