PT busca acelerar solução sobre Jaques Wagner para preservar palanque de Lula na Bahia
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O PT trabalha para preservar o senador Jaques Wagner no principal palanque do partido na Bahia, maior reduto eleitoral de Lula, em meio a uma crise provocada por uma investigação. A direção da campanha avalia que prolongar a indefinição apenas amplia o desgaste e cria ruído num estado estratégico para a reeleição, articulando uma saída ordenada que separe o caso da atuação do Planalto.
Após operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master atingir o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, o PT discute sua permanência no cargo. A coordenação da campanha de Lula busca uma definição rápida, antes das comemorações do 2 de Julho na Bahia, estado decisivo para a reeleição. Lula e Wagner devem se reunir para tratar do assunto.
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2 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
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Os lados concordam que Wagner foi alvo de operação da PF ligada ao caso Banco Master, que a Bahia é estado decisivo para Lula (72% dos votos válidos em 2022) e que uma reunião entre Lula e o senador deve definir o futuro da liderança do governo no Senado.
A situação do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, virou o centro das atenções na cúpula petista após ele se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master. O episódio dominou a reunião da coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula, realizada em Brasília, e colocou em xeque a estratégia do partido na Bahia, estado considerado o maior reduto eleitoral do presidente.
A cobertura de centro relatou que, um dia após a operação, Wagner disse a aliados que não pretende renunciar à liderança, a não ser que o próprio Lula peça. Os dois são amigos de longa data. Segundo essa apuração, prevalece entre os aliados do senador o argumento de que sua fragilização política abala o palanque de Lula na Bahia, estado que deu ao presidente 72% dos votos válidos no segundo turno de 2022. Ao mesmo tempo, uma ala governista teme que os estilhaços do caso atinjam a imagem do presidente. O ministro José Guimarães resumiu essa preocupação ao defender que o governo deixe claro que não tem relação com o esquema: "Não podemos misturar as estações", afirmou.
Veículos de esquerda enfatizaram o esforço do PT para preservar Wagner na principal vitrine do partido na Bahia. Nessa leitura, o senador integra o núcleo que sustenta a hegemonia petista no estado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, ambos também candidatos. A direção da campanha avalia que prolongar a indefinição apenas amplia o desgaste e cria ruído num palanque estratégico, e busca uma definição antes das comemorações do 2 de Julho, data que se tornou um dos principais atos políticos de Lula fora de Brasília. Essa cobertura também ressalta que o escândalo do Banco Master foi desmantelado no próprio governo Lula.
Veículos de direita, por sua vez, enquadraram a crise como oportunidade eleitoral para a oposição. Segundo essa cobertura, o PL prepara uma pesquisa na Bahia para medir o impacto da operação contra Wagner sobre as intenções de voto de Lula, vendo no estado um termômetro nacional. A leitura no partido é que o desempenho do presidente ali será decisivo para avaliar os efeitos do caso sobre o eleitorado. Essa cobertura lembra ainda que o escândalo envolvendo o empresário Daniel Vorcaro já havia atingido Flávio Bolsonaro, e que a oposição tenta reorganizar a campanha, inclusive trabalhando para que Michelle Bolsonaro atue ao lado do enteado.
Há pontos de convergência entre os lados. Todas as coberturas reconhecem que Wagner foi alvo da PF, que a Bahia é estratégica para Lula e que uma reunião entre o presidente e o senador deve definir o futuro da liderança nos próximos dias. A divergência está no enquadramento: a esquerda foca na preservação do palanque e na origem do combate ao esquema dentro do próprio governo, enquanto a direita foca no potencial desgaste eleitoral de Lula e na instrumentalização do caso.
O que ainda não se sabe é o desfecho da reunião entre Lula e Wagner, se o senador permanecerá ou deixará a liderança do governo no Senado, e quais serão os resultados da pesquisa encomendada pelo PL na Bahia. Também permanecem em aberto os desdobramentos da própria investigação do caso Banco Master sobre o senador.
Às vésperas das comemorações do 2 de Julho, a direção da campanha discute a saída do líder do governo no Senado e busca conservar a principal vitrine do partido

Aliados de Wagner argumentam que senador fragilizado prejudica palanque de Lula na Bahia Folha de S.Paulo