AtlasIntel: 85,1% veem ministros do STF envolvidos no caso Banco Master
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 2 veículos de direita

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Para veículos de esquerda, o número de 85,1% mede desconfiança difusa produzida pela exposição seletiva de documentos, e não culpa provada de qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal. O enquadramento desse campo enfatiza que a crise vem sendo convertida em arma eleitoral e que outra rodada do mesmo instituto, com 5.015 eleitores, mostra 43,8% atribuindo o esquema do Banco Master a aliados de Flávio Bolsonaro, contra 43,4% que apontam aliados de Luiz Inácio Lula da Silva. A leitura é de que o custo institucional recai sobre a instância que julgou a extrema direita, e de que apuração deve correr com garantias, sem vazamento fatiado nem tribunal de opinião pública.
Levantamento da AtlasIntel divulgado em 22 de setembro de 2026 aponta que 85,1% dos brasileiros acreditam em envolvimento direto de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Banco Master, banco do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Veículos de direita leem os 85,1% como o retrato de um colapso de credibilidade do Supremo Tribunal Federal provocado por conduta dos próprios ministros, não por percepção mal informada. O enquadramento desse campo lista o que os relatórios da Polícia Federal mostram: 51 mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes em 21 dias, contratos de R$ 131 milhões e R$ 50 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, cartões com limite de R$ 300 mil para filhos do ministro, pagamento de R$ 500 mil ao escritório do filho de Kassio Nunes Marques e reuniões do banqueiro com André Mendonça e Gilmar Mendes.
5 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Todos os lados aceitam os números e a metodologia: 85,1% de percepção de envolvimento direto de ministros do Supremo Tribunal Federal, contra 66,1% em março, com 1.852 entrevistados e margem de erro de dois pontos. Há convergência também em que a divulgação dos relatórios da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro e a crise interna do tribunal antecederam essa alta.
A percepção de que ministros do Supremo Tribunal Federal estão diretamente envolvidos no escândalo do Banco Master saltou de 66,1% em março para 85,1% em setembro, segundo levantamento da AtlasIntel com 1.852 entrevistados. O resultado veio depois da divulgação de relatórios da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro e em meio ao julgamento suspenso dentro da própria Corte.
Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em 22 de setembro de 2026 apontou que 85,1% dos brasileiros acreditam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm envolvimento direto no escândalo do Banco Master, instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Outros 4,4% afirmam que não há envolvimento direto e 10,5% dizem não saber responder. O levantamento ouviu 1.852 adultos em todo o país, entre 17 e 21 de setembro, por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O dado principal da pesquisa é a velocidade da mudança. Em março, quando a mesma pergunta foi feita, 66,1% enxergavam envolvimento direto de integrantes da Corte, 14,9% negavam e 18,9% não sabiam. Em seis meses, a fatia que nega caiu para menos de um terço do que era. Os maiores percentuais de percepção de envolvimento aparecem entre pessoas de 16 a 24 anos, com 99,3%, moradores da Região Norte, com 99,2%, eleitores que não votaram no segundo turno de 2022, com 98,7%, e evangélicos, com 95,8%. Os menores percentuais de negação estão entre agnósticos e ateus, com 14,8%, e entre famílias com renda de R$ 5 mil a R$ 10 mil, com 10,5%. Moradores do Nordeste acreditam menos no envolvimento dos ministros do que os das demais regiões.
A cobertura de centro relatou o resultado colado à cronologia da crise dentro do tribunal. A pesquisa foi a campo depois de o ministro André Mendonça derrubar o sigilo de relatórios da Polícia Federal que mostram troca intensa de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Na sessão plenária de 15 de setembro, em que estava prevista a deliberação sobre a abertura de inquérito contra Moraes, houve bate-boca entre magistrados, o ministro Flávio Dino pediu vista e o julgamento foi suspenso com placar parcial de 4 a 3 para manter separada a análise dos casos de Moraes e de Mendonça. Em 17 de setembro, o presidente do STF, Edson Fachin, adiou para data não marcada a análise da conduta de Mendonça, prevista para 23 de setembro.
Os dois lados convergem nos números e no contexto, e divergem no que eles significam. Veículos de direita enfatizaram o conteúdo dos documentos como explicação suficiente para o salto na percepção: um relatório que lista 51 mensagens de Vorcaro para Moraes em 21 dias, contratos de R$ 131 milhões e de R$ 50 milhões envolvendo o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, cartões de crédito com limite de R$ 300 mil emitidos para filhos do ministro, pagamento de R$ 500 mil ao escritório do filho do ministro Kassio Nunes Marques e registros de reuniões do banqueiro com os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, ambas confirmadas por eles. Nesse enquadramento, a conclusão é institucional e endereçada ao Congresso: código de conduta para magistrados, controle externo e reforma do sistema de Justiça. Nunes Marques declarou-se impedido na sessão de 15 de setembro e afirmou que nem ele nem o filho receberam recursos do banco.
Veículos de esquerda destacaram outro recorte do mesmo instituto, uma rodada com 5.015 eleitores divulgada em 23 de setembro, em que 43,8% apontam aliados de Flávio Bolsonaro como os mais envolvidos no esquema do Banco Master e 43,4% apontam aliados de Luiz Inácio Lula da Silva, diferença dentro da margem de erro. Nessa leitura, o escândalo não é patrimônio de um só campo e a desconfiança medida expressa percepção, não culpa apurada. O mesmo levantamento registra que 52,3% avaliam que a crise no Supremo prejudica mais a candidatura de Lula, contra 20,8% que veem prejuízo maior para Flávio Bolsonaro, o que sustenta o argumento de uso eleitoral do desgaste do tribunal. Esse campo cobra ainda que a apuração alcance os agentes privados beneficiados, e não apenas a imagem da Corte.
O que ainda não se sabe é quando o Supremo retomará as duas análises suspensas: o despacho de Fachin remarca o julgamento sobre a conduta de Mendonça apenas para momento oportuno, sem data. Também não há, nas matérias, manifestação de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Luiz Fux sobre os pontos que os documentos lhes atribuem, nem esclarecimento sobre quais desses registros viraram imputação formal na Operação Compliance Zero. Nenhuma das coberturas mede se a percepção de 85,1% se converte em mudança de voto ou em apoio a uma reforma concreta do Judiciário.
Integrantes da Corte avaliam que caso da 'Turma do KN' complicou eventual retorno do ministro

A percepção mudou desde junho, quando 37,6% atrelava o esquema ao presidente e 36% ao senador.

Uma pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) aponta que 85,1% dos entrevistados consideram que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Resultado mostra piora na avaliação dos brasileiros sobre o possível envolvimento dos magistrados no escândalo

Levantamento ouviu 1.852 pessoas entre os dias 17 e 21 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais e nível de confiança é de 95%
