André Mendonça abre sigilo de 38 processos do caso Master e do Dark Horse
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O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, levantou na noite de 11 de setembro de 2026 o sigilo de mais 38 processos ligados à Operação Compliance Zero, entre eles o inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e apurações que alcançam o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A decisão veio depois de pedido da Procuradoria-Geral da República e de prazo de 24 horas fixado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e em meio a uma troca pública de acusações entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.
A cobertura à esquerda lê a sequência de decisões de André Mendonça como uso político do Judiciário em plena campanha eleitoral. Para juristas ouvidos nessa cobertura, o relator escolheu o momento e o conteúdo de cada divulgação, expondo primeiro as mensagens que atingem Alexandre de Moraes e só abrindo o inquérito sobre o filme Dark Horse, que alcança o candidato Flávio Bolsonaro, depois de ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal e de pressão da Procuradoria-Geral da República.
A cobertura à direita trata a abertura dos autos como avanço de transparência que alcança todos os lados, inclusive aliados do governo. O senador Flávio Bolsonaro nega irregularidades no financiamento do filme Dark Horse e diz defender a divulgação integral dos documentos, enquanto as mesmas decisões escancaram apurações sobre o senador Jaques Wagner, ex-líder do governo Lula no Senado, e sobre o uso de recursos públicos estaduais em ativos do Banco Master.
12 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram que André Mendonça só ampliou a abertura dos autos depois do pedido da Procuradoria-Geral da República e do prazo de 24 horas fixado por Edson Fachin, e que as investigações liberadas alcançam políticos de campos opostos: Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira, Cláudio Castro e Jaques Wagner, todos negando irregularidades.
Depois de pedido da Procuradoria-Geral da República e de prazo fixado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça abriu mais 38 processos do caso Banco Master, incluindo apurações sobre Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Cláudio Castro. A decisão ocorre em meio a acusações públicas de seletividade feitas por Alexandre de Moraes e às vésperas de uma sessão extraordinária da Corte.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou na noite de sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o levantamento do sigilo de mais 38 processos ligados ao caso do Banco Master. Entre eles está o inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e apurações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner. Somada à abertura feita na véspera, a medida levou a 53 o número de procedimentos com a restrição de acesso retirada em dois dias.
A cobertura de centro relatou que a decisão não partiu de iniciativa isolada do relator. Ela veio depois de um pedido da Procuradoria-Geral da República, que afirmou que a lista enviada anteriormente não continha grande parte dos procedimentos ligados à Operação Compliance Zero e poderia induzir a uma ideia equivocada de transparência. O presidente da Corte, Edson Fachin, fixou prazo de 24 horas para que todo o material fosse liberado. No próprio despacho, Mendonça registrou que os novos processos não guardam relação com a pauta da sessão extraordinária marcada para terça-feira, mas afirmou não ver impedimento para abri-los.
Os três campos de cobertura convergem em alguns pontos. Todos registram que os investigados negam irregularidades: Flávio Bolsonaro nega participação ilícita na obtenção de recursos para o filme, Jaques Wagner afirma que provará sua inocência, Ciro Nogueira rejeita a suspeita de atuação parlamentar em favor do banco e Cláudio Castro nega irregularidade no aporte do fundo previdenciário estadual. Também há convergência sobre o conteúdo das apurações abertas, que incluem a relação do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, com parlamentares, com servidores do Banco Central e com a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que a abertura do inquérito sobre o filme Dark Horse só ocorreu depois da ordem do presidente do Supremo e da cobrança da Procuradoria, e ouviram juristas que descrevem a conduta do relator como cálculo político em plena campanha eleitoral, com divulgação escalonada conforme o alvo. Nessa leitura, o problema não é a publicidade dos autos, e sim quem decide o que se torna público e em que momento, num ano de eleição majoritária.
Veículos de direita enfatizaram o outro lado da mesma decisão: o lote de processos abertos alcança tanto o candidato do campo conservador quanto o ex-líder do governo Lula no Senado, e escancara suspeitas sobre o uso de R$ 3,6 bilhões do fundo previdenciário do Rio de Janeiro e sobre uma emenda que elevaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o teto do Fundo Garantidor de Créditos. Nessa cobertura, o eixo segue sendo o relatório da Polícia Federal com mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes às vésperas da prisão do empresário, e a resposta institucional que o tribunal dará a ele.
A cobertura de centro registrou ainda a troca pública de ofícios entre os ministros. Moraes acusou o relator de levantamento seletivo e direcionado, afirmou que 180 documentos continuaram fora do conjunto entregue aos julgadores e pediu que duas petições fossem julgadas em conjunto para evitar decisões contraditórias. Mendonça respondeu que havia liberado tudo o que podia sem comprometer diligências em andamento. O ministro Cristiano Zanin pediu acesso integral aos dados do celular de Vorcaro; o relator informou que a cópia entregue ao seu gabinete permanece lacrada e que o aparelho original está sob custódia da Polícia Federal. Na segunda-feira, 14 de setembro, Mendonça abriu também uma petição com relatório de inteligência financeira que aponta transferências da rede de pagamentos do empresário, entre elas mais de R$ 57 milhões a uma igreja ligada a um parente dele.
O que ainda não se sabe é o desfecho. Até a publicação das reportagens, os documentos liberados não estavam integralmente disponíveis no sistema do tribunal, e as movimentações financeiras que envolvem pessoas com foro privilegiado continuavam sob sigilo. Não está definido se as duas petições serão julgadas em conjunto, se o relatório policial será considerado válido pelo plenário, nem qual será a consequência para o relator das acusações que pesam contra sua condução do caso.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, derrubou o sigilo das investigações sobre o Banco Master, mas o que ainda falta vir à tona? Em meio a relatórios da Polícia Federal que detalham como o ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro, sabia de sua prisão com antecedência, a atuação do ministro Dias Toffoli volta ao centro do debate. Documentos mostram que Toffoli levou o caso ao STF contrariando recomendação da PF e chegou a mandar o Banco Central ignorar decisões de outras instâncias. Ainda estão sob sigilo investigações que envolvem o filme Dark Horse e também a relação entre o […]
As movimentações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nestas duas últimas semanas foram feitas a partir de um “cálculo político”, passando por cima de regras processuais do…

Decisão, tomada a pedido de Fachin e parecer favorável da PGR, expõe parte das movimentações de Vorcaro às vésperas de reunião decisiva no STF

Novos documentos sobre o caso Master vieram a público após o presidente do STF dar 24h para o ministro André Mendonça levantar o sigilo de 'todas as peças' relativas à investigação.

Ministro amplia abertura de processos após pedido da Vice-PGR e libera investigações que haviam permanecido sob reserva.


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o levantamento do sigilo de investigações relacionadas ao caso do

Ministro do STF determina abertura de 38 procedimentos relacionados ao caso Master

Mendonça atendeu ao pedido da PGR e liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Além disso, tirou o sigilo de mais 20 processos.

Novos documentos sobre o caso Master vieram a público após o presidente do STF dar 24h para o ministro André Mendonça levantar o sigilo de 'todas as peças' relativas à investigação.

Ministro do STF liberou informações sobre inquéritos após ser instado pela PGR e pelos pares

Ministro atendeu a pedidos da PGR no início da noite desta sexta-feira

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.