A ex-prefeita de Contagem e pre-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marilia Campos (PT), descartou disputar o governo do estado nas eleicoes de 2026. Em vez de uma candidatura propria, ela defende a formacao de uma frente ampla que reuna PT, MDB, PSB e, possivelmente, o PDT para enfrentar o pleito estadual. A posicao foi reafirmada neste sabado, 27 de junho, durante um encontro de liderancas em Montes Claros, no Norte de Minas, ao lado dos pre-candidatos ao governo Jarbas Soares Junior, do PSB, e Gabriel Azevedo, do MDB.
O movimento ganhou forca depois que o senador Rodrigo Pacheco recusou liderar a chapa governista, papel para o qual era cotado. Com a desistencia, o presidente Lula e setores do PT passaram a pressionar Marilia, vista como o nome mais competitivo da legenda, a assumir a disputa pelo Palacio Tiradentes. Ela resiste e classifica a ideia de candidatura propria do partido como um equivoco estrategico, reforcando que sua prioridade exclusiva e a vaga ao Senado.
Veiculos de centro, como o Estado de Minas, O Globo e o Metropoles, relataram os fatos de forma factual: o encontro em Montes Claros, a reuniao com Jarbas Soares e Gabriel Azevedo, a nota em que o PT chegou a anunciar candidatura propria e a reacao de Marilia, que considerou o anuncio precipitado. A presidente estadual do PT, deputada Leninha, afirmou que o partido ainda nao tem nada definido e segue em conversas com as demais legendas. A cobertura de centro registrou ainda que a disputa permanece em aberto porque nem o campo lulista nem o bolsonarista fecharam seus nomes, com o PL aguardando o senador Cleitinho e avaliando o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.
Veiculos de esquerda, como a Revista Forum e o Brasil 247, enfatizaram a logica de unidade do campo aliado de Lula. Nesse enquadramento, a frente ampla aparece como a estrategia mais acertada para vencer em Minas, descrita como estado-pendulo que historicamente aponta o rumo do eleitorado nacional. Esses veiculos destacaram a trajetoria municipalista de Marilia, sua defesa das cidades e o objetivo de eleger uma bancada forte de deputados para sustentar a governabilidade do projeto nacional. A escolha por consenso, e nao por imposicao de um nome, foi valorizada como gesto de conciliacao entre as forcas de centro-esquerda.
Embora o cluster nao traga veiculos abertamente de direita, a leitura mais critica que emerge da cobertura, sobretudo das colunas de bastidor, enfatiza o racha interno do PT mineiro e a fragilidade do palanque governista. Por esse angulo, a recusa de Marilia e a desistencia de Pacheco expoem a falta de nomes proprios competitivos e a dependencia de alianças com MDB e PSB para que o partido nao fique de fora da disputa estadual. Colunistas registraram que, sem Marilia, o nome mais provavel do PT seria o deputado federal Reginaldo Lopes, e que a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart tambem se colocou a disposicao.
O que ainda nao se sabe e qual nome encabecara a frente ampla, se PSB ou MDB, e se Lula aceitara abrir mao de uma candidatura propria do PT. Tambem permanece indefinido se Marilia conseguira costurar o consenso que prega entre Jarbas Soares e Gabriel Azevedo, e como o campo de direita organizara sua chapa. A reuniao decisiva com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a conversa pretendida com Lula devem orientar os proximos passos.