Marília Campos diz que candidatura própria do PT ao governo de MG é 'equívoco'
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Um dia depois de o PT mineiro aprovar candidatura própria ao governo de Minas Gerais com aval de Lula, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, favorita do presidente para encabeçar a chapa, classificou a decisão como 'equívoco estratégico' e reafirmou que sua única disponibilidade é disputar o Senado. A resistência amplia o impasse do PT para montar o palanque de Lula em um dos estados mais decisivos da disputa presidencial de 2026.
A divergência expõe um debate de estratégia dentro do campo progressista mineiro às vésperas de 2026. Marília Campos sustenta que apresentar candidatura própria pode fragilizar o campo democrático e popular, e que o caminho para sustentar o projeto liderado por Lula é construir uma frente ampla de partidos da base.
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Todos os lados reconhecem que o PT decidiu lançar candidatura própria ao governo de MG, que Marília Campos rejeitou a missão e mantém a aposta no Senado, e que Minas é estado decisivo para a reeleição de Lula.
A poucos meses das eleições de 2026, o Partido dos Trabalhadores enfrenta um impasse aberto em Minas Gerais, estado considerado decisivo para a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 24 de junho, a cúpula do PT decidiu, em reunião no Palácio da Alvorada, lançar candidatura própria ao governo do estado, com o aval de Lula, que indicou a ex-prefeita de Contagem Marília Campos como a preferida para encabeçar a chapa.
Um dia depois, no entanto, a própria Marília jogou um balde de água fria na estratégia. Em nota à imprensa, ela classificou a decisão de candidatura própria como um 'equívoco estratégico' e reafirmou que sua 'única disponibilidade política' para 2026 é disputar uma vaga no Senado, cargo no qual lidera as intenções de voto em diversos levantamentos.
Há convergência entre os veículos sobre os fatos centrais. A cobertura de centro, como a do g1, da Folha, de O Globo e do Estado de Minas, relatou que Marília reconhece a legitimidade partidária da decisão, mas avalia que ela 'pode fragilizar o campo democrático e popular no estado'. Em vez de uma chapa puro-sangue, ela defende que o PT lidere uma frente ampla reunindo PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL e PDT. Articuladores próximos à pré-candidata afirmaram ao Estado de Minas que ela foi 'pega de surpresa' com a indicação de Lula.
Os veículos de esquerda, como a CartaCapital, destacaram o argumento de que a unidade do campo progressista importa mais que uma candidatura isolada, enfatizando que a eleição de Lula em 2022 demonstrou a força das frentes amplas e que a pré-candidatura de Marília ao Senado representa um avanço da presença feminina em cargos majoritários, além de garantir um senador da base de Lula em Minas.
Veículos de orientação mais à direita e a leitura crítica presente em parte da cobertura de centro enfatizaram outro ângulo: a fragilidade do PT no estado. Mesmo com o aval do presidente, a candidata preferida recusou publicamente a missão, e o partido admite não ter outros nomes tão competitivos. A Folha lembrou que, do outro lado, o PL articula seu próprio palanque, com o senador Cleitinho (Republicanos) como principal aposta e o empresário Flávio Roscoe (PL) como alternativa, em uma disputa polarizada que o PT diz querer evitar.
O impasse se formou depois que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), nome preferido de Lula, desistiu de concorrer ao governo e anunciou que pretende deixar a vida pública. O PT chegou a sondar Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB), sem acordo. Antes de mirar Marília, o partido testou quatro nomes: as deputadas estaduais Sandra Goulart e Beatriz Cerqueira e os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes.
O que ainda não se sabe é quem de fato encabeçará a chapa do PT ao governo mineiro, se Marília será convencida a mudar de posição e como ficará a composição final das alianças. A definição é esperada para os próximos dias, a menos de um mês das convenções partidárias, com o palanque de Lula no estado ainda sem solução.
Partido decidiu lançar uma candidatura própria depois de o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) desistir da disputa. Leia no Poder360.

Favorita de Lula para comandar o palanque petista no estado, ex-prefeita de Contagem reafirmou sua pré-candidatura ao Senado

Marília foi apontada por Lula como cabeça de chapa na candidatura na corrida ao governo de MG, em uma definição de chapa própria do PT
Ex-prefeita de Contagem reafirma intenção de concorrer ao Senado e defende aliança com outros partidos para o Executivo

Ex-prefeita de Contagem afirmou ainda que pré-candidatura ao Senado é sua

Ex-prefeita argumentou que escolha

Marília foi apontada por Lula como cabeça de chapa na candidatura na corrida ao governo de MG, em uma definição de chapa própria do PT

Ex-prefeita de Contagem despistou concorrer ao governo do Estado e disse que sua “única disponibilidade” é para uma vaga no Senado. Leia no Poder360.
