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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou as pré-candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) por disputarem uma vaga pelo estado apesar de terem nascido em Mato Grosso do Sul e no Acre, respectivamente. As duas rebateram citando a própria trajetória de Tarcísio, que também não nasceu em São Paulo e só transferiu seu domicílio eleitoral para o estado em 2022. Pesquisa Datafolha mostra as duas na liderança da corrida ao Senado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou durante evento do Republicanos no estádio do MorumBIS, na terça-feira (7), que as pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), levaram cartão vermelho em seus estados de origem, Mato Grosso do Sul e Acre, respectivamente, e por isso não teriam sido eleitas por lá. Segundo ele, ambas não construíram suas trajetórias políticas em São Paulo e não deveriam disputar uma vaga no Senado pelo estado.
Tebet rebateu a crítica em entrevista à CNN Brasil na quarta-feira (8): Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto em São Paulo há dez anos, não precisei dar endereço alheio para me candidatar. A fala fez referência direta ao próprio Tarcísio, nascido no Rio de Janeiro e torcedor do Flamengo, que transferiu seu domicílio eleitoral para São José dos Campos em 2022 para poder concorrer ao governo paulista, mudança que chegou a ser investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo, mas foi validada pela Justiça Eleitoral. Na quinta-feira (9), em agenda em Campinas, Marina Silva também rebateu o governador, classificando sua postura como dois pesos e duas medidas e apontando uma atitude de preconceito contra as mulheres na política.
Veículos de esquerda destacaram a hipocrisia do argumento de Tarcísio, ressaltando que ele próprio disputou uma eleição em um estado onde não tinha raízes e chegou a ser chamado de forasteiro em 2022; comentaristas como a jornalista Ana Flor, da GloboNews, classificaram o ataque como hipócrita e misógino, e ligaram o episódio a dificuldades do campo governista estadual em apresentar resultados na segurança pública. Nessa linha, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, chamou a fala de Tarcísio de agressão gratuita contra duas ex-senadoras com serviços prestados.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma factual, contextualizando que a legislação eleitoral brasileira não exige que um candidato tenha nascido ou iniciado carreira política no estado onde disputa uma vaga, bastando domicílio eleitoral registrado com pelo menos seis meses de antecedência, e citou como exemplo outros políticos, como Eduardo e Carlos Bolsonaro, que também construíram carreiras fora dos estados onde disputam atualmente.
Já veículos de direita enfatizaram a disputa eleitoral em si, reproduzindo as críticas fiscais de Tarcísio ao ex-ministro Fernando Haddad, a quem chamou de Taxad, e o discurso de defesa das pré-candidaturas de aliados como Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), sem aprofundar a acusação de misoginia levantada pelas adversárias.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (6) mostrou Marina Silva com 18% das intenções de voto ao Senado por São Paulo e Simone Tebet com 16%, à frente de Ricardo Salles (Novo), com 13%, André do Prado (PL), com 11%, e Derrite, com 10%.
Ainda não está claro se o ataque de Tarcísio sobre a origem das candidatas vai reforçar ou enfraquecer os candidatos que ele apoia na disputa pelo Senado, nem como o eleitorado paulista vai reagir à acusação de preconceito de gênero levantada por Marina Silva nas semanas finais da campanha.
Todos os lados concordam que Tarcísio criticou Marina e Tebet por não terem iniciado a carreira política em São Paulo, e que o próprio governador só transferiu seu domicílio eleitoral para o estado em 2022. Também há consenso sobre os números do Datafolha mostrando Marina e Tebet na liderança da disputa ao Senado.
Ainda não há dados sobre como o eleitorado paulista vai reagir à acusação de preconceito de gênero feita por Marina, nem se o ataque de Tarcísio vai fortalecer ou enfraquecer os candidatos que ele apoia ao Senado.
14 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Centra a matéria na reação de Haddad, que chama o ataque de 'agressão gratuita', e reforça o bloco editorial fixo do veículo sobre 'ameaça bolsonarista' e 'extrema-direita', configurando enquadramento de esquerda.
Artigo constrói a narrativa em torno da opinião da comentarista Ana Flor, que classifica o ataque como 'hipócrita e misógino' e associa a fala de Tarcísio à fragilidade eleitoral da direita em segurança pública; forte enquadramento editorial de esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Reporta números do Datafolha de forma factual, mas o texto incorpora bloco editorial fixo do veículo classificando o campo de Tarcísio como 'ameaça bolsonarista' ligada à 'extrema-direita', evidenciando enquadramento ideológico de esquerda.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Reporta as falas de Tebet e Marina e o discurso de Tarcísio com citações diretas dos três lados, sem adjetivação própria do veículo; inclui pesquisa Datafolha como contexto.
Perspectivas omitidas
Uso de linguagem valorativa forte ('ataque sem sentido', 'disparou o carioca Tarcísio') e ênfase recorrente na hipocrisia do governador, com múltiplos links reforçando narrativa de misoginia; enquadramento editorial de esquerda evidente.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Formato explicativo factual sobre a legislação eleitoral, sem juízo de valor, citando exemplos de outros políticos que concorrem fora de seus estados de origem.
Veículos com viés à direita
Reproduz a fala de Tarcísio sobre 'cartão vermelho' e sua crítica fiscal a Haddad extensivamente, mas não inclui nenhuma resposta de Tebet ou Marina nem menciona a controvérsia sobre o próprio domicílio eleitoral do governador, favorecendo seu enquadramento.
Perspectivas omitidas

O governador, que é carioca, criticou as ex-ministras por disputarem o Senado em São Paulo

Ana Flor rebateu Tarcísio após ataque a Marina Silva e Simone Tebet e apontou hipocrisia e misoginia na fala do governador.

Segundo a legislação, candidatos não precisam ter nascido nem iniciado a carreira política no estado em que pretendem concorrer. Entre as exigências está ter domicílio eleitoral na circunscrição há pelo menos seis meses.

Segundo a legislação, candidatos não precisam ter nascido nem iniciado a carreira política no estado em que pretendem concorrer. Entre as exigências está ter domicílio eleitoral na circunscrição há pelo menos seis meses.

As ex-ministras do governo Lula lideram as intenções de voto, segundo o Datafolha

Governador critica origem das ex-ministras, mas elas lembram domicílio eleitoral dele e lideram disputa ao Senado em SP

Governador de SP diz que ex-ministras não seriam eleitas ao Senado pelo Acre e Mato Grosso do Sul. Leia no Poder360.

Pré-candidata ao Senado, a ex-ministra Simone Tebet rebateu fala do governador Tarcísio de Freitas por ser do MS mas disputar eleição em SP

Simone Tebet rebateu críticas de Tarcísio à sua candidatura ao Senado em SP. Marina Silva acusou o governador de agir com preconceito.

Tarcísio ataca Tebet e Marina por não serem de SP, mas ele próprio é carioca e mudou-se para concorrer

Durante evento do Republicanos, Tarcísio também teceu críticas a gestão de Haddad enquanto ministro da Fazenda

ELEIÇÕES 2026: A ex-ministra Simone Tebet (PSB) rebateu críticas do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos),

Tarcísio afirmou que Marina, do Acre, e Tebet, do Mato Grosso do Sul, levaram

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entrou de vez no debate eleitoral de 2026 ao questionar as candidaturas das ministras Simone Tebet e Marina

O atual governador de São Paulo disse, nesta quarta-feira (8/7), que Marina e Tebet

Marina Silva, que também foi criticada por Tarcísio, afirmou que o governador adota ‘dois pesos e duas medidas’ e que suas falas denunciam mais a ele do que a ela e a companheira de chapa, Simone

Pré-candidata ao Senado, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil Simone Tebet (PSB) rebateu o ataque sem sentido do carioca Tarcísio de Freitas
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Réplica em AMP do mesmo conteúdo explicativo sobre a legislação eleitoral, com marcação técnica adicional de anúncios; conteúdo editorial idêntico ao original, factual e sem adjetivação, incluindo exemplos de Eduardo e Carlos Bolsonaro.
Cobertura extensa e factual, com trajetória das candidatas, citações diretas das três partes e dados do Datafolha, sem adjetivação perceptível.
Reproduz extensamente a fala de Tarcísio, incluindo o apelido 'Taxad' para Haddad, sem contextualizar a resposta das candidatas nem a investigação sobre o domicílio eleitoral do governador; factual mas unilateral na escolha de quem é citado.
Perspectivas omitidas
Detalha a trajetória de Marina e Tebet e o histórico de investigação sobre o domicílio eleitoral de Tarcísio, citando as falas de forma direta e sem juízo de valor.
Cobertura extensa e equilibrada que traz o histórico completo: a crítica de Tarcísio, o precedente de 2022 quando ele foi chamado de forasteiro, outras críticas de aliados do governador (Nunes, Lucas Sanches) às candidatas, e a resposta de Marina sobre misoginia.
Explicita a investigação da PF e do MP-SP sobre o domicílio eleitoral de Tarcísio, contextualizando a acusação de hipocrisia com dado factual verificável; apresenta as falas das três partes sem adjetivação.
Reporta números do Datafolha e a trajetória eleitoral das candidatas de forma neutra, com citações diretas de Tarcísio, Tebet e Marina.
Perspectivas omitidas



