Senado disputa redução da maioridade penal para 16 anos na PEC da Segurança
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 3 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 3 veículos de direita

O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou na quarta-feira uma emenda à PEC da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal para 16 anos, com responsabilização a partir dos 14 em crimes graves. Na quinta-feira, o líder do PT, Camilo Santana, reagiu com uma emenda de 16 anos apenas para crimes hediondos. A votação da PEC foi retirada de pauta, e Lula disse ser favorável a reduzir para 16 anos nos hediondos, mas fora da PEC.
Na cobertura de esquerda e de centro, a redução da maioridade penal aparece como pauta de endurecimento empurrada pela oposição em plena campanha. O governo tenta limitar o dano, restringindo a mudança aos crimes hediondos e deixando a discussão para depois da PEC, enquanto parte do PT teme a associação com o bolsonarismo e a perda de proteção a adolescentes.
Na cobertura de direita e de centro, a emenda de Rogério Marinho responde ao clamor popular por punição a adolescentes em crimes graves e coloca o governo na defensiva. O fato de o PT apresentar proposta semelhante é lido como reconhecimento de que a oposição tinha razão, embora a resposta petista seja vista como mais limitada.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O senador Rogério Marinho apresentou emenda à PEC da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal a 16 anos, e a 14 em crimes graves. O líder do PT, Camilo Santana, propôs 16 anos apenas para crimes hediondos, e Lula disse ser favorável, mas fora da PEC. A votação no Senado foi retirada de pauta.
O Senado entrou, nesta semana, numa disputa sobre a redução da maioridade penal que cruzou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a reta final da campanha presidencial. Na quarta-feira (14), o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou uma emenda para baixar a idade penal de 18 para 16 anos como regra geral. Para adolescentes de 14 e 15 anos, a responsabilização valeria em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização criminosa. A cobertura de centro relatou que o texto principal da PEC havia acabado de ser concluído na Comissão de Constituição e Justiça e seguia para o plenário, sem tratar do tema.
Na quinta-feira (15), o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), também coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu com uma emenda própria, que fixa 16 anos apenas para crimes hediondos, como homicídio qualificado, latrocínio, estupro e extorsão mediante sequestro. A emenda reuniu 28 assinaturas, a maioria de aliados do governo, com apoio de líderes do MDB, do PSD e do PSB. Os líderes do governo no Senado e no Congresso não assinaram. A votação da PEC, marcada para o mesmo dia, foi retirada de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por falta de entendimento. Ainda na quinta, em sabatina, Lula disse ser favorável a reduzir para 16 anos nos crimes hediondos, mas afirmou que o assunto não deve ser discutido na PEC: primeiro se aprova o texto, depois se debate a maioridade.
Há consenso sobre o rito. A mudança do artigo 228 da Constituição exige aprovação por três quintos dos parlamentares, em dois turnos, em cada Casa, e as emendas não alteram a regra atual. Os adolescentes seguem sujeitos às medidas socioeducativas do Estatuto da Criança e do Adolescente. A Câmara dos Deputados aprovou a PEC em março sem a redução, e há uma PEC específica sobre o tema, aprovada em junho na comissão de constituição da Câmara por 44 votos a 18.
Os enquadramentos divergem. Veículos de esquerda destacaram o gesto de Lula como um aceno a eleitores indecisos e deram espaço à fala do presidente de que a extrema direita quer atacar o ministro Alexandre de Moraes. A cobertura de centro enfatizou o incômodo de parte do PT, que teme associar o presidente a pautas ligadas ao bolsonarismo, e lembrou que governistas sempre se opuseram à redução por risco de sobrecarregar presídios e aproximar jovens de facções. Veículos de direita enfatizaram a justificativa de Marinho, que cita homicídio, latrocínio e estupro e sustenta que as medidas atuais não bastam, além do vídeo em que Flávio Bolsonaro defende a mudança. Uma pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira, com 2.154 entrevistados, aponta a redução da maioridade para 16 anos entre as propostas de campanha com maior aprovação.
O que ainda não se sabe é se a PEC será pautada de novo antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e se alguma das emendas terá os votos necessários. Os relatos também divergem sobre o desenho exato da emenda de Marinho, e não há confirmação de que Lula apoiou formalmente a articulação de Camilo Santana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (15) que é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração foi feita durante sabatina na TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete. Questionado sobre a PEC da Segurança Pública, […]

Redução da maioridade penal divide o Senado: líder do PT sugere 16 anos para crimes hediondos, enquanto oposição propõe 14 anos para crimes graves.

Presidente disse ser favorável para redução para 16 anos, porém, que não é assunto para Pec da Segurança Pública

Em entrevista à TV Globo, presidente também sinaliza manutenção da atual política fiscal e diz que crescimento econômico é o caminho para resolver o problema das contas públicas

Emenda foi apresentada após oposição pressionar debate sobre o tema

Parte dos congressistas da sigla de Lula vê de forma negativa emenda à PEC da Segurança defendida por Camilo Santana. Leia no Poder360.

Sugestão de Camilo Santana é uma reação à proposta de Rogério Marinho, que prevê idade penal de 16 anos para a maioria dos crimes e de 14 anos em casos específicos. PEC da Segurança está na pauta do Senado nesta quinta (15).

O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou nesta quarta-feira (14) uma emenda à PEC da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta também prevê responsabilização criminal

O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou nesta quarta-feira (14) uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança

Nesta matéria: perspectiva omitida.