André Mendonça pede a Fachin que Alexandre de Moraes seja investigado
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de esquerda.
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Veículos com viés à direita
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: Mendonça pediu a Fachin o arquivamento da representação e a abertura de investigação contra Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa; os relatórios de inteligência usados contra ele não eram assinados por delegado; e a crise nasceu da divulgação de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro no caso Banco Master.
Em manifestação de 76 páginas protocolada em 21 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça pede ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o arquivamento da representação apresentada por Alexandre de Moraes e a abertura de investigação contra o colega por abuso de autoridade e denunciação caluniosa, além da apuração sobre a origem dos relatórios da Polícia Federal.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, protocolou na noite de segunda-feira, 21 de setembro de 2026, uma manifestação de 76 páginas em que pede ao presidente da Corte, Edson Fachin, o arquivamento da representação apresentada contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes. No mesmo documento, Mendonça pede que Moraes passe a ser investigado por abuso de autoridade e denunciação caluniosa, e que se apure quem produziu, e a mando de quem, os relatórios de inteligência da Polícia Federal usados para acusá-lo. O texto se tornou público na terça-feira, 22.
A representação que Mendonça quer arquivar foi apresentada em 3 de setembro, dentro do inquérito das fake news, o processo 4.781, aberto em 2019. Nela, Moraes apontou o que chamou de fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução de duas investigações relatadas pelo colega: a operação Sem Desconto, sobre descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, e a operação Compliance Zero, sobre o Banco Master. Moraes também afirmou que houve quebra de imparcialidade judicial e favorecimento a grupos políticos. Fachin retirou o episódio do inquérito das fake news, abriu procedimento separado e deu prazo para a defesa se manifestar.
A cobertura de centro relatou a peça pelo que ela contém. Mendonça faz seis pedidos: arquivamento sumário, apuração de crimes atribuídos a Moraes, investigação sobre a origem e a autoria dos relatórios, declaração de ilicitude desses documentos, proibição de novos relatórios com o mesmo objeto e acesso à íntegra do inquérito. Ele sustenta que os documentos usados contra ele não foram assinados por delegado, contrariando a praxe, e que os próprios autores advertiam se tratar de relatos unilaterais de policiais sobre o próprio trabalho. Diz ainda que Moraes distorceu o teor desses textos para imputar a ele condutas que os relatórios atribuíam às equipes da Polícia Federal. As reportagens registram também a origem do conflito: a divulgação, no início de setembro, de um relatório policial com 52 mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
Veículos de direita enfatizaram o enquadramento do abuso de autoridade e a anomalia do inquérito das fake news, cujo relator foi nomeado de ofício em 2019, sem sorteio, e que segue aberto, sem prazo e sob sigilo. Nessa leitura, a defesa é um contragolpe legítimo contra uma prática de responder a críticas com investigação, e o recado do ministro é o de que não aceitará ser incluído de forma monocrática em um processo sem submissão prévia ao plenário. A cobrança é de transparência do tribunal ao julgar seus próprios integrantes.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo: o de que o acusador também tem contas a prestar. Apontam os contratos do instituto dirigido por Mendonça com órgãos públicos, recursos recebidos de sócio de Vorcaro e a amizade com o advogado que intermediou seu encontro com o ex-banqueiro. Chamam atenção para o pedido de orações dirigido a fiéis evangélicos em plena disputa judicial e para a transformação do embate em batalha moral, com risco de que o desgaste da Corte sirva a um projeto político pessoal. Nessa leitura, a fatura é institucional: enquanto os ministros se acusam, as apurações sobre fraudes contra aposentados perdem tração.
O que ainda não se sabe é quem determinou a produção dos relatórios de inteligência e em que condições eles chegaram aos autos, se Fachin vai acolher algum dos seis pedidos, e quando o plenário voltará a tratar do caso. A sessão que analisaria a conduta de Moraes foi suspensa por pedido de vista de Flávio Dino, que tem 90 dias para devolver o processo, prazo que termina em dezembro. O julgamento sobre Mendonça foi retirado da pauta e não tem nova data marcada. Moraes não respondeu publicamente às acusações de denunciação caluniosa até o fechamento das reportagens.
Ministro do STF solicitou também o arquivamento do pedido para que ele fosse incluído no inquérito das fake news. Leia no Poder360.

Ao investir contra Moraes, Mendonça mostrou-se cego para as próprias fraquezas


Em documento enviado a Fachin, Mendonça pede o arquivamento da representação contra ele feita por Moraes e a proibição de relatórios da PF voltados a 'escrutinar' ministros do STF.

As cartas estão na mesa: como o STF irá resolver essa questão com transparência?

Em defesa apresentada a Fachin, relator do caso Master pede arquivamento de procedimento aberto contra ele

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, protocolou na noite de 21 de setembro de 2026 uma manifestação de 76 páginas em que pede ao presidente da Corte, Edson Fachin, o arquivamento da representação apresentada contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes. No mesmo documento, pede que Moraes seja investigado por abuso de autoridade e denunciação caluniosa e que se apure quem produziu os relatórios de inteligência da Polícia Federal usados para acusá-lo. A representação de Moraes, apresentada em 3 de setembro dentro do inquérito das fake news, apontava fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto, sobre fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, e Compliance Zero, sobre o Banco Master.
Veículos deste lado: Poder360, Folha de S.Paulo, Notícias ao Minuto Brasil, BBC Brasil e mais 1
Para veículos de direita, a defesa de André Mendonça inverte o jogo e cobra limite a um ministro que acumulou poder sem contrapeso. O argumento central é o do abuso de autoridade: Alexandre de Moraes teria usado o inquérito das fake news, aberto em 2019, sem prazo e sob sigilo, para incluir de forma monocrática um colega de Corte, apoiado em relatórios de inteligência da Polícia Federal que os próprios autores classificavam como sem valor probatório e que não foram assinados por nenhum delegado.
Veículos deste lado: O Estado de S.Paulo
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