PF prende o deputado estadual eleito Márcio Canella na Operação Unha e Carne
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A Polícia Federal prendeu na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), segundo mais votado do Rio de Janeiro, com 197.178 votos, na 8ª fase da Operação Unha e Carne. Foi preso também o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim. A investigação apura lavagem de R$ 7,6 bilhões em seis anos por rede de postos de combustíveis.
A prisão de Márcio Canella, aliado de Flávio Bolsonaro, expõe a proximidade do bolsonarismo fluminense com políticos ligados a milícias e ao crime organizado, segundo a Polícia Federal. Mesmo preso, ele foi eleito com a segunda maior votação do estado.
O caso é tratado como questão de legalidade e devido processo: Márcio Canella foi preso por suspeitas ainda em apuração, e a defesa nega as acusações. A leitura destaca que a Justiça Eleitoral validou a candidatura e que a responsabilidade é individual.
15 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
O deputado estadual eleito Márcio Canella, do União Brasil, foi preso pela Polícia Federal na 8ª fase da Operação Unha e Carne. Segundo mais votado do Rio, ele ainda pode ser diplomado em 18 de dezembro, mas um recurso no Tribunal Superior Eleitoral pode anular o registro e redistribuir os votos.
A Polícia Federal prendeu na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, o deputado estadual eleito Márcio Canella, do União Brasil. Ele é ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e teve 197.178 votos para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a segunda maior votação do estado. A prisão ocorreu na oitava fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Também foi preso o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim, além de quatro inspetores da Polícia Civil.
Segundo a cobertura de centro, a Polícia Federal investiga uma organização criminosa armada que teria usado uma rede de postos de combustíveis para lavar mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, valor apontado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca, com sequestro de bens e suspensão de 112 empresas. A corporação descreve Canella como patrono político e articulador de alto escalão do grupo, com conexões com milícias e traficantes. A investigação cita ainda um suposto acordo com integrantes do Comando Vermelho para retirar barricadas em áreas de Belford Roxo onde a prefeitura faria obras. A defesa nega envolvimento com organizações criminosas e disse ainda não ter tido acesso aos autos.
Esta é a segunda prisão do político neste ano. Em 7 de julho, na sexta fase da mesma operação, ele foi preso em flagrante depois que um fuzil de uso restrito foi achado em seu carro. Moraes o soltou três dias depois, com tornozeleira eletrônica e outras medidas. Canella tinha apoio de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, para o Senado, com Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, como primeira suplente. Ele desistiu da disputa e se candidatou à Assembleia. A cobertura de centro lembra que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro liberou o registro por seis votos a um, cinco dias antes da eleição, mesmo depois de a Procuradoria Regional Eleitoral pedir o indeferimento por indícios de ligação com milícias.
Veículos de esquerda destacaram a relação política de Canella com o bolsonarismo e usaram o caso para retomar o histórico de Flávio Bolsonaro com milícias, incluindo homenagens, em 2003 e 2005, a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime. Também enfatizaram as nomeações de pessoas barradas pelo Tribunal Superior Eleitoral por ligação com milícias. A cobertura de centro deu mais peso ao efeito jurídico e eleitoral, com advogados eleitorais ouvidos sobre a diplomação.
No conjunto analisado, não houve enquadramento próprio de veículos de direita. O que aparece nos textos de perfil mais factual é a ênfase na defesa de Canella, que nega as acusações, e no fato de que a Justiça Eleitoral validou a candidatura.
O desfecho eleitoral é incerto. Advogados ouvidos avaliam que, mesmo preso, Canella poderá ser diplomado por procuração em 18 de dezembro. Um recurso do Ministério Público contra o registro está no Tribunal Superior Eleitoral, com o ministro Sebastião Reis Júnior à espera do parecer do procurador-geral Paulo Gonet. Se o registro for anulado, os votos serão redistribuídos e a lista de eleitos pode mudar. A decisão de Moraes pode ainda servir de fato novo para ações contra o mandato. Não está claro quando o recurso será julgado nem como a Assembleia Legislativa tratará um deputado preso, que, se faltar a um terço das sessões em 2027, pode perder o mandato.

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), apontado como o segundo parlamentar estadual

Ele é suspeito de lavar dinheiro do crime em postos de combustíveis. A Polícia Federal afirma que o esquema movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos.

OUTRO LADO: defesa de Canella afirma que não teve acesso à decisão; reportagem busca advogado de Marcus Amim

Segundo deputado estadual mais votado do Rio nestas eleições e ex-chefe da Polícia Civil foram detidos após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (15), o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio

Flávio apoiou a candidatura de Canella ao Senado, que teria Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, como primeira suplente.

TSE analisa recurso contra a candidatura do político, deferida pelo TRE cinco dias antes da eleição, em que ele recebeu 197.178 votos

Segundo mais votado para a Alerj em 2026, político do União Brasil é aliado de Flávio Bolsonaro e construiu carreira na Baixada Fluminense

Preso hoje, Márcio Canella foi pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio UOL Notícias
Márcio Canella (União), preso na manhã desta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, foi eleito como o segundo deputado estadual mais votado no RJ

Canella, preso hoje, foi o responsável pela eleição de Rueda a deputado federal

PF prende Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado no Rio UOL Notícias
Rogéria Bolsonaro estava na chapa de pré-candidatura ao Senado; Canella foi preso por suspeita de lavagem de dinheiro Leia no Poder360.

O político, que é ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso nesta quinta-feira (15/10), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne

Nesta matéria: viés de centro.