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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, a 6ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro, contra uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos. Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, conforme relatório do Coaf.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 7 de julho de 2026, a sexta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. O alvo é uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana fluminense para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos. Segundo a corporação, o grupo teria movimentado mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos, estimativa que consta de um relatório de inteligência financeira do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, encaminhado aos investigadores.
Os policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Os alvos podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que venham a ser identificados no curso das apurações. A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas no estado, seguindo as diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635.
A cobertura de centro, representada pela Agência Brasil, apresentou o caso de forma factual: descreveu o valor apurado, os mandados, a base jurídica no Supremo e recuperou o histórico da quinta fase, deflagrada em 2 de julho, quando foram presos o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar e o empresário e pastor Márcio Poncio, além de mandado de busca contra Marco Antônio Cabral, ex-deputado e filho do ex-governador Sérgio Cabral.
Veículos de direita, como O Antagonista, enfatizaram a dimensão político-partidária dos novos alvos. Destacaram que entre os investigados desta fase estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e hoje pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, que atuou na secretaria de Polícia Civil do governo de Cláudio Castro. Para essa cobertura, o caso ilustra a proximidade entre estruturas políticas e o esquema criminoso, com foco na responsabilização individual dos agentes públicos envolvidos.
Veículos de esquerda tendem a ler o episódio pela ótica da força das instituições de controle. Nessa leitura, a atuação coordenada de Coaf, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal evidencia a importância de um Estado capaz de fiscalizar fluxos financeiros e conter o crime organizado que se apropria de recursos públicos e privados, com dano coletivo à sociedade. A conexão da operação com a ADPF 635 reforça o vínculo entre a apuração e o esforço mais amplo de reduzir a violência no Rio de Janeiro.
O que ainda não se sabe é o desfecho jurídico dos investigados: até o momento, nenhum dos veículos traz manifestação da defesa de Márcio Canella, do delegado Marcus Amim ou do governo estadual. Também não há detalhamento sobre quais agentes públicos específicos teriam participado do esquema, o eventual número de indiciados nesta fase, nem o cronograma das próximas etapas da força-tarefa.
Esquerda, centro e direita concordam nos fatos centrais: a PF deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, com 19 mandados no Rio, contra um esquema de lavagem via postos de combustíveis que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, com participação de agentes públicos.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto de agência pública com enquadramento factual: descreve a 6ª fase, o valor de R$ 7,6 bilhões apurado pelo Coaf, os 19 mandados, a base na ADPF 635 do STF e recapitula a 5ª fase citando nomes (Adilsinho, Rodrigo Bacellar, Márcio Poncio, Marco Antônio Cabral). Vocabulário neutro, sem juízo de valor, sinaliza CENTER apesar do publisher LEFT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O Antagonista dá destaque à dimensão político-partidária: nomeia Márcio Canella (ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil) e o delegado Marcus Amim (que atuou na Polícia Civil do governo Cláudio Castro). O enquadramento de accountability sobre atores ligados ao poder estadual, com foco nos vínculos políticos dos alvos, caracteriza viés RIGHT.
Perspectivas omitidas
Esquema criminoso teria “movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Coaf.

Entre os alvos desta terça-feira estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcos Amim
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