Operação Unha e Carne
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Briefing
O que importa para você
- Investigação apura R$ 7,6 bilhões lavados via rede de postos na região metropolitana do Rio.
- Justiça bloqueou bens e suspendeu atividades de empresas ligadas ao grupo.
- Entre os alvos há um pré-candidato ao Senado (União Brasil) e um delegado ligado ao governo estadual.
Onde os lados divergem
- Direita (O Antagonista) enfatiza os vínculos político-partidários dos alvos, nomeando o pré-candidato ao Senado Márcio Canella e o delegado que serviu ao governo Cláudio Castro.
- Esquerda destaca a força das instituições de controle (Coaf, PF, STF) e o dano coletivo do crime organizado, sem centrar na filiação partidária dos investigados.
Onde os lados concordam
Esquerda, centro e direita concordam nos fatos centrais: a PF deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, com 19 mandados no Rio, contra um esquema de lavagem via postos de combustíveis que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, com participação de agentes públicos.
O que ainda está incerto
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 7 de julho de 2026, a sexta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. O alvo é uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana fluminense para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos. Segundo a corporação, o grupo teria movimentado mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos, estimativa que consta de um relatório de inteligência financeira do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, encaminhado aos investigadores.
Os policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Os alvos podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que venham a ser identificados no curso das apurações. A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas no estado, seguindo as diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635.
A cobertura de centro, representada pela Agência Brasil, apresentou o caso de forma factual: descreveu o valor apurado, os mandados, a base jurídica no Supremo e recuperou o histórico da quinta fase, deflagrada em 2 de julho, quando foram presos o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar e o empresário e pastor Márcio Poncio, além de mandado de busca contra Marco Antônio Cabral, ex-deputado e filho do ex-governador Sérgio Cabral.
Veículos de direita, como O Antagonista, enfatizaram a dimensão político-partidária dos novos alvos. Destacaram que entre os investigados desta fase estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e hoje pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, que atuou na secretaria de Polícia Civil do governo de Cláudio Castro. Para essa cobertura, o caso ilustra a proximidade entre estruturas políticas e o esquema criminoso, com foco na responsabilização individual dos agentes públicos envolvidos.
Veículos de esquerda tendem a ler o episódio pela ótica da força das instituições de controle. Nessa leitura, a atuação coordenada de Coaf, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal evidencia a importância de um Estado capaz de fiscalizar fluxos financeiros e conter o crime organizado que se apropria de recursos públicos e privados, com dano coletivo à sociedade. A conexão da operação com a ADPF 635 reforça o vínculo entre a apuração e o esforço mais amplo de reduzir a violência no Rio de Janeiro.
Fontes
Esquema criminoso teria “movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Coaf.
Entre os alvos desta terça-feira estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcos Amim
