
Moraes e Dino dão 2 dias para TJs explicarem violação de ordem do STF sobre penduricalhos
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Como decidimos →Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino (em despachos que, segundo a Folha, também levaram assinatura de Cristiano Zanin e Gilmar Mendes) deram prazo de 48 horas para que os presidentes de sete Tribunais de Justiça expliquem pagamentos de penduricalhos acima do limite fixado pela Corte. A ordem atinge os TJs do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. A medida veio após reportagem da Folha apontar que 616 juízes e desembargadores receberam, em maio, vencimentos acima do teto constitucional de R$ 46,4 mil, chegando a R$ 495 mil. Os presidentes devem detalhar as verbas pagas a cada magistrado, sob pena de afastamento e responsabilização penal, civil e disciplinar. Os tribunais alegam ter seguido resolução conjunta do CNJ e do CNMP.
Veículos com viés à esquerda
O núcleo noticioso é factual, mas o veículo insere framing ideológico: legenda sobre a nomeação de Messias e o 'terrivelmente evangélico' Mendonça, box de assinatura falando em 'ameaça bolsonarista' e 'futuro democrático em jogo', além de matérias relacionadas contra Flávio Bolsonaro. Sinaliza enquadramento à esquerda.
Perspectivas omitidas
O corpo é bastante factual e traz inclusive a versão dos tribunais (pagamentos seguiram resolução conjunta CNJ/CNMP), o que eleva a completude. O viés à esquerda vem do veículo (ICL) e do entorno editorial, não do texto em si, que é de origem Folhapress. Classificado LEFT pelo conjunto veículo + seleção de pauta.
Veículos com viés ao centro
Texto de agência (Estadão Conteúdo) com linguagem neutra, atribuição a fontes e foco nos fatos: determinação, prazo de dois dias, valores acima de R$ 400 mil e ameaça de afastamento. Sem vocabulário valorativo carregado.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Flávio Dino determinaram, nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, que os presidentes de sete Tribunais de Justiça expliquem, em até 48 horas, pagamentos feitos a magistrados acima do limite fixado pela Corte. A ordem atinge os tribunais do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. Sob pena de afastamento do cargo de direção, os presidentes terão de detalhar todas as verbas pagas a cada magistrado da ativa, aposentado e a pensionistas entre abril e julho, com cópias das folhas de pagamento. Os ministros ainda citam a possibilidade de responsabilização penal, civil e disciplinar.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a determinação veio após uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo apontar que 616 juízes e desembargadores receberam, em maio, vencimentos acima do teto constitucional de R$ 46,4 mil, com cifras que chegaram a R$ 495 mil em um único mês. Segundo essa apuração, sete das oito cortes estaduais que enviaram dados completos ao painel de remuneração do Conselho Nacional de Justiça registraram valores acima do limite criado pelo Supremo. Os despachos de Moraes e Dino foram praticamente idênticos, mas Dino foi mais incisivo ao mencionar a possibilidade de destituir presidentes de tribunais que tenham violado as regras, enquanto Moraes reservou o afastamento à hipótese de os dados não serem entregues.
Há convergência entre todos os veículos sobre o núcleo da história: o teto do funcionalismo, os penduricalhos que ultrapassaram esse limite, o prazo de 48 horas e a ameaça de afastamento. Todos também registram a defesa dos tribunais, de que os pagamentos seguiram uma resolução administrativa conjunta do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público, aprovada por unanimidade em abril, que recriou parte dos penduricalhos extintos e abriu brechas para que as verbas ultrapassassem o teto. Em março, o STF havia limitado o pagamento de adicionais a 35% do salário dos magistrados da Corte, o que permitiria vencimentos de até cerca de R$ 78 mil. Em 30 de junho, o Supremo concluiu o julgamento do tema e liberou parte dos penduricalhos antes vedados, elevando o limite salarial.
É na moldura interpretativa que a cobertura diverge. Veículos de esquerda enfatizaram o caráter de privilégio corporativo do episódio, tratando os supersalários como sinal de uma elite do Judiciário que usa resoluções administrativas para driblar o teto constitucional, e destacaram o entorno político do caso, incluindo tensões com o bolsonarismo e ações contra Flávio Bolsonaro. Uma leitura de direita, por sua vez, tende a somar duas preocupações: a sangria de recursos do contribuinte provocada pelos penduricalhos e o risco de o Supremo avançar sobre a autonomia administrativa dos tribunais estaduais, ao impor prazo exíguo e ameaça de afastamento, num cenário em que as regras mudaram três vezes em poucos meses, o que suscita dúvidas sobre segurança jurídica.
O que ainda não se sabe é como os sete tribunais responderão dentro do prazo, se algum presidente será de fato afastado e qual será o efeito prático da decisão de 30 de junho sobre os valores já pagos. Também permanece em aberto se a autorização dada pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, para o pagamento retroativo do Adicional por Tempo de Serviço será revista, e de que modo a resolução do CNJ e do CNMP será harmonizada com o novo entendimento do Supremo.
Todos os veículos convergem em que sete TJs pagaram valores acima do teto constitucional e que Moraes e Dino deram 48 horas para explicações, sob pena de afastamento. Os tribunais alegam ter seguido resolução conjunta do CNJ e do CNMP.

Presidentes deverão detalhar pagamentos a juízes da ativa, aposentados e pensionistas


Folha mostrou drible à tese do STF e pagamento de salários de até R$ 495 mil a juízes

Moraes, do STF, determinou nesta segunda-feira (6) que sete TJs expliquem indícios de descumprimento da tese da corte sobre penduricalhos
Perspectivas omitidas
Reportagem de apuração própria, factual e minuciosa, com cronologia completa das decisões do STF, valores individualizados, versão dos tribunais e detalhamento das regras de março e do julgamento de 30 de junho. Linguagem neutra, múltiplas fontes. Padrão de referência CENTER.



