Ex-secretário de Polícia Civil e pré-candidato ao Senado são alvos de operação da PF; veja quem são
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A nova fase da Operação Unha e Carne expõe a captura de estruturas públicas de segurança no Rio de Janeiro por interesses criminosos e milicianos. Entre os alvos estão Márcio Canella, pré-candidato ao Senado apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e com vínculos históricos a milícias da Baixada Fluminense, e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim, nomeado na gestão de Cláudio Castro (PL). A investigação, autorizada pelo STF, revela como agentes públicos teriam blindado o crime organizado e movimentado bilhões em lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou em 7 de julho de 2026 a sexta fase da Operação Unha e Carne, contra uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
A Polícia Federal avança contra uma organização criminosa que teria usado postos de combustíveis para lavar mais de R$ 7,6 bilhões no Rio de Janeiro, num exemplo de ação institucional firme contra o crime organizado.
4 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados reconhecem que a PF deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne, que o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, e que Márcio Canella e o ex-secretário Marcus Amim estão entre os alvos, com autorização do STF.
A Polícia Federal deflagrou na manhã de 7 de julho de 2026 a sexta fase da Operação Unha e Carne, voltada a desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. Segundo relatório de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviado à PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além do sequestro de bens e da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II.
Entre os alvos estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio. Também foram citados um policial civil, o ex-PM Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, e o inspetor Pablo Russo, apontado como dono de postos de gasolina por meio de laranjas. Na casa de um dos alvos, em Niterói, a PF apreendeu revólveres, um fuzil, munição, joias, dinheiro em real, dólar, libra e euro e veículos de luxo. Os investigados podem responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
A cobertura de centro, como a da agência pública e a apuração da Folha, relatou os fatos com detalhamento das apreensões, reproduziu a nota da Polícia Civil, que abriu investigação disciplinar interna, e registrou que as defesas dos alvos não foram localizadas. Esses veículos também reconstituíram o perfil dos investigados, incluindo o histórico de nomeações e as condenações anteriores de Jura por homicídio e associação criminosa.
Veículos de esquerda enfatizaram o vínculo dos alvos com o campo político da direita: destacaram que Canella é pré-candidato ao Senado apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e que Amim foi nomeado na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), após mudança na Lei Orgânica da Polícia Civil. Ressaltaram ainda as ligações históricas de Canella com milicianos da Baixada Fluminense e o pano de fundo da ADPF 635, do STF, sobre o controle das polícias fluminenses. Já veículos de direita apresentaram a operação sobretudo como um caso de combate ao crime organizado, com foco na materialidade do esquema e na responsabilização individual dos envolvidos, sem sublinhar o vínculo dos alvos com o PL e com Flávio Bolsonaro, ângulo que os demais veículos colocaram em primeiro plano.
O caso se soma às fases anteriores da Operação Unha e Carne, iniciada em dezembro de 2025 para apurar vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho. Na quinta fase, em 2 de julho, a PF prendeu o pastor Márcio Poncio e cumpriu mandados contra o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilsinho.
O que ainda não se sabe: a extensão exata do envolvimento de agentes públicos, se haverá denúncia formal e novas prisões nas próximas etapas, e qual a versão das defesas, que até o momento não se manifestaram sobre as acusações.
Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e Rio de Janeiro.
Márcio Canella é pré-candidato ao Senado na chapa do político do PL

Ação mira organização criminosa que movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos em lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa
