Michelle lidera disputa ao Senado com 40,8%; Bia tem 30,9%, e Leila, 29%
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Resumo da cobertura
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- Revista OesteA briga dos sobrenomes na disputa pelo Senado da PBA briga dos sobrenomes na disputa pelo Senado da PB revistaoeste.com(abre em nova aba)
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Briefing
O que importa para você
- O Distrito Federal elege dois senadores em 4 de outubro de 2026, e cada eleitor vota em dois nomes.
- Michelle Bolsonaro (PL) tem 40,8%; Bia Kicis (PL), 30,9%; e Leila do Vôlei (PDT), 29,0%, com empate técnico entre as duas últimas pela segunda vaga.
- Com 43,2% de indecisos, quase metade do eleitorado ouvido ainda não tinha escolha definida a uma semana da votação.
- O levantamento tem registro DF-00171/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, condição para divulgação legal de pesquisa eleitoral.
O que ainda está incerto
- Não há série histórica do próprio instituto, então não se sabe se a liderança cresceu ou encolheu.
- O cenário de primeiro voto isolado não foi divulgado, apenas a soma com o segundo voto.
- Faltam índices de rejeição e recortes por região administrativa, renda e escolaridade.
- Nenhum outro instituto com pesquisa registrada para a mesma disputa aparece para comparação.
A uma semana da votação de 4 de outubro, levantamento do instituto Igape mede a disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado Federal. Michelle Bolsonaro lidera com 40,8%, Bia Kicis e Leila do Vôlei aparecem em empate técnico pela segunda cadeira, e os indecisos somam 43,2% do eleitorado ouvido.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 40,8% das intenções de voto para o Senado Federal pelo Distrito Federal, segundo levantamento do instituto Igape divulgado no domingo, 27 de setembro de 2026. O percentual considera a soma dos cenários de primeiro e segundo voto, recorte que faz sentido porque, nesta eleição, dois terços do Senado são renovados e cada eleitor do Distrito Federal escolhe dois nomes. A votação está marcada para 4 de outubro.
Na sequência aparecem Bia Kicis (PL), com 30,9%, e Leila do Vôlei (PDT), com 29,0%. A diferença entre as duas é menor que a margem de erro da pesquisa, o que as coloca em empate técnico na briga pela segunda cadeira. Erika Kokay (PT) é indicada como preferida de 23,0% dos entrevistados e Sebastião Coelho (Novo) soma 8,6%. Os demais nomes testados ficam abaixo de 4%: Marley com 3,5%, Avenir Rosa com 2,4%, David Horn com 2,2%, e Ronaldo Fonseca, Professor Guilherme Amorim e Guto Felício dos Santos com 2,1% cada, além de Tiago, com 1,8%, e Zanata, com 0,7%.
O dado que mais relativiza a fotografia é o de indecisos: 43,2% dos entrevistados não sabem ou não opinaram. Brancos e nulos somam 7,6%. Do ponto de vista metodológico, o levantamento ouviu 2 mil pessoas entre 22 e 26 de setembro, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo DF-00171/2026, condição legal para divulgação de pesquisa em período eleitoral.
Até o momento, apenas um veículo cobriu especificamente este levantamento no Distrito Federal, e a cobertura é de perfil factual: apresenta a tabela de percentuais, a ficha técnica e o registro no tribunal, sem ouvir as campanhas citadas nem submeter os números a leitura de nenhum dos campos políticos. Por isso, não há aqui contraste de enquadramento entre veículos de esquerda, de centro e de direita sobre o mesmo dado, e este texto não atribui interpretação a lados que não escreveram sobre o caso.
O que os números permitem observar sem interpretação partidária é a concentração no topo: as duas primeiras colocadas pertencem ao mesmo partido, o PL, e a terceira, do PDT, está numericamente colada na segunda. Em eleição de duas vagas, esse arranjo torna o resultado sensível à forma como o eleitor distribui os dois votos, e não apenas à ordem de preferência declarada.
O que ainda não se sabe é considerável. A divulgação não traz série histórica do próprio instituto, de modo que não é possível afirmar se a vantagem da líder cresceu ou diminuiu em relação a rodadas anteriores. Também não há o cenário de primeiro voto isolado, apenas a consolidação com o segundo, o que impede medir quem é a escolha prioritária de cada eleitor. Não há divulgação de índices de rejeição, nem recorte por região administrativa, faixa de renda ou escolaridade, variáveis que costumam explicar deslocamento de voto no Distrito Federal. O material também apresenta duas margens de erro diferentes, dois pontos no corpo do texto e 2,2 pontos na ficha técnica, sem explicar a divergência. Por fim, nenhum outro instituto com pesquisa registrada para a mesma disputa aparece no material para comparação, o que deixa a leitura dependente de uma única medição a uma semana da votação.
Fontes
A briga dos sobrenomes na disputa pelo Senado da PB revistaoeste.com

Levantamento considera primeiro e segundo votos. Pesquisa divulgada neste domingo mostra que a quantidade de indecisos é grande e soma 43,2%