Moraes autoriza Polícia Civil a ouvir Bolsonaro sobre arma encontrada com militar em blitz
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A apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro, em poder de um militar do GSI, expõe os limites da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente condenado. A defesa admitiu que ele manuseou a pistola antes de entregá-la para reparo, sem comunicar à Justiça, o que, segundo veículos de esquerda, pode caracterizar descumprimento das cautelares e justificar o retorno à Papuda, como pede o vice-líder do governo na Câmara.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou em 19 de junho de 2026 que a Polícia Civil do Distrito Federal ouça o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome e apreendida em uma blitz.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
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Todos os lados confirmam que a pistola é registrada em nome de Bolsonaro, estava com um militar do GSI ligado à sua segurança, foi apreendida em blitz por falta do certificado de registro e que Moraes autorizou a oitiva presencial para 23 de junho.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na sexta-feira, 19 de junho de 2026, que a Polícia Civil do Distrito Federal ouça o ex-presidente Jair Bolsonaro em um inquérito sobre uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome. A arma foi apreendida no início da semana, durante uma blitz, no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional encarregado da segurança do ex-presidente. O depoimento ficou marcado para a tarde de terça-feira, 23 de junho, e deverá ocorrer de forma presencial, na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A cobertura de centro relatou que a Polícia Civil havia pedido para ouvir Bolsonaro por videoconferência, mas Moraes determinou o depoimento presencial porque há restrição legal ao uso de comunicações eletrônicas no caso. Segundo o ofício citado pela imprensa, a intimação pessoal não pôde ser cumprida antes porque a equipe de escolta não permitiu a efetivação do ato. A arma, de acordo com os relatos, foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro e estava com o sargento Estácio Leite da Silva Filho, do GSI, que afirmou transportá-la para conserto.
Os três lados convergem nos fatos centrais: a pistola é registrada em nome de Bolsonaro, estava com um militar de sua segurança, foi apreendida em blitz e gerou a autorização para a oitiva. Também há acordo de que o prazo inicial de noventa dias da prisão domiciliar humanitária, concedida em março por motivo de saúde, está perto do fim, momento em que o ministro deve reavaliar as cautelares.
É no enquadramento que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram que a própria defesa admitiu ao Supremo que Bolsonaro manuseou a arma antes de entregá-la para reparo, sem comunicar à Justiça, e enfatizaram o pedido do deputado Lindbergh Farias, do PT, para que o ex-presidente retorne ao Complexo da Papuda. Para essa leitura, o episódio sinaliza possível descumprimento das condições da domiciliar. Já o ângulo defendido pela defesa, e que veículos de direita tendem a enfatizar, sustenta que a decisão de Moraes não proibiu a posse de arma na residência, que o armamento estava inoperante e que a sucessão de exigências judiciais configura pressão concentrada sobre um único alvo.
O que ainda não se sabe é como Moraes avaliará as circunstâncias após o depoimento e o fim do prazo, se concluirá que houve descumprimento das cautelares e se isso levará Bolsonaro de volta à prisão. Também segue em aberto o desfecho do inquérito da 15ª Delegacia sobre a apreensão e as respostas que a defesa terá de prestar no prazo de 48 horas fixado pelo ministro sobre o acompanhamento de saúde e a escolta noturna.
Pistola 9mm registrada em nome do ex-presidente condenado estava com militar ligado ao GSI; oitiva pode ser na próxima semana

Bolsonaro prestará depoimento presencial na terça-feira sobre a pistola apreendida com um militar do GSI durante uma blitz realizada em Brasília.

A oitiva deve ocorrer na próxima terça-feira 23 às 15h, na residência do ex-presidente
