Chico Buarque leva ameaça de morte online à Delegacia de Crimes de Informática
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →A ameaça de morte contra Chico Buarque é lida como mais um capítulo de uma perseguição política a artistas que se posicionam à esquerda. A mensagem apareceu sob um texto que tratava do apoio do compositor a candidaturas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a atos em favor de Luiz Inácio Lula da Silva, e a cobertura recupera a censura sofrida por ele durante a ditadura militar e o ataque à peça Roda Viva, em 1968, para sustentar que o ataque não é um episódio isolado. A abertura de inquérito na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática é apresentada como resposta necessária do Estado a um ambiente digital em que o anonimato protege quem ameaça.
O cantor e compositor Chico Buarque acionou a Polícia Civil do Rio de Janeiro após ser alvo de um comentário com ameaça de morte publicado na área de participação do site de um jornal. A mensagem, de autor não identificado, dizia que ele “adoraria abreviar a vida” do artista.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Toda a cobertura converge no essencial: o comentário com ameaça de morte existiu e foi publicado por internauta anônimo na área de participação do site de um jornal, a advogada Maíra Fernandes apresentou notícia-crime, o caso está na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática e o site removeu a mensagem por violar as regras de participação.
Um comentário publicado por internauta anônimo na área de participação do site de um jornal dizia que o autor “adoraria abreviar a vida” de Chico Buarque. O compositor apresentou notícia-crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação e o site retirou a mensagem do ar. A cobertura de esquerda liga o episódio a uma trajetória de ataques políticos ao artista; a de centro o mantém no plano criminal.
O cantor e compositor Chico Buarque, de 82 anos, acionou a Polícia Civil do Rio de Janeiro depois de ser alvo de um comentário com ameaça de morte publicado na área de participação do site de um jornal. A mensagem, escrita por um internauta que não se identificou, dizia que ele “adoraria abreviar a vida” do artista. A notícia-crime foi apresentada pela advogada Maíra Fernandes, que pediu a abertura de inquérito para identificar e responsabilizar o autor da publicação.
O caso foi comunicado à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, especializada em crimes cometidos pela internet, na tarde de segunda-feira, 28 de setembro de 2026. A corporação confirmou a comunicação e abriu investigação formal. O site que hospedava o comentário retirou a mensagem do ar depois de concluir que o conteúdo contrariava as regras de participação da plataforma.
Esse núcleo factual é idêntico em toda a cobertura disponível. A cobertura de centro registrou o episódio em formato de nota, com o teor exato da mensagem, o nome da advogada responsável pela notícia-crime e a delegacia acionada, sem enquadrar o caso em qualquer disputa política. Veículos de esquerda confirmaram os mesmos elementos e acrescentaram a informação de que a Polícia Civil abriu investigação formal, além de descrever o texto sob o qual a ameaça foi publicada: uma reportagem sobre o apoio do compositor a candidaturas lançadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e sobre a participação dele em ato de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro.
A divergência aparece no alcance dado ao episódio. Para veículos de esquerda, a ameaça não é um caso isolado, e sim mais um item de uma trajetória de perseguição política ao artista: a cobertura recupera a censura sofrida por ele durante a ditadura militar, quando deixou o país temporariamente, o ataque do Comando de Caça aos Comunistas à peça Roda Viva em 1968, e o aumento de ataques de setores da direita nas redes sociais durante a ascensão do bolsonarismo, com menções ao apoio dele a Fernando Haddad em 2018 e a Lula em 2022. Nessa leitura, o anonimato nas áreas de comentário funciona como escudo para violência política e a resposta do Estado é obrigatória. A cobertura de centro fica no recorte policial, tratando o episódio como crime a ser apurado, sem projetá-lo sobre um campo político.
Veículos de direita não registraram o caso até o momento, e esse silêncio é em si um dado da cobertura. Pelo enquadramento que esse campo costuma dar a episódios semelhantes, a leitura provável seria a de responsabilidade individual: ameaça de morte é crime tipificado em lei, cabe à polícia identificar o autor anônimo e puni-lo com devido processo legal, sem estender a conduta de um internauta a todos os críticos do artista, e a remoção rápida do comentário pelo próprio site demonstraria que a moderação privada funciona sem necessidade de nova regulação estatal sobre plataformas.
O que ainda não se sabe pesa sobre o desfecho. Nenhuma fonte informa quem publicou a mensagem, nem se a investigação já dispõe dos registros de conexão necessários para identificá-lo. Também não há informação sobre a tipificação penal que será adotada no inquérito, sobre o prazo de conclusão da apuração, nem sobre o procedimento pelo qual o site fornecerá à polícia os dados do autor do comentário. Não houve manifestação pública do artista além do registro da ocorrência.
Compositor foi ameaçado no comentário de um postagem

O caso está sob investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática no Rio de Janeiro

O cantor e compositor Chico Buarque, de 82 anos, acionou a Polícia Civil do Rio de Janeiro após ser alvo de um comentário com ameaça de morte em uma
