Supremo Tribunal Federal reforça segurança no 7 de Setembro sob crise interna
5 veículos de centro · 4 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
O Supremo Tribunal Federal informou que ampliaria o esquema de segurança em torno da sede, em Brasília, para o 7 de Setembro, com planejamento integrado entre o tribunal, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional e a Agência Brasileira de Inteligência. Segundo a Corte, o dispositivo é o mesmo de anos anteriores e já estava desenhado antes da crise interna entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. No dia da cerimônia, Edson Fachin foi ao desfile na Esplanada dos Ministérios ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, enquanto candidatos à Presidência transformaram a crise do tribunal no tema central de seus atos.
Pela leitura de accountability institucional, o reforço da segurança em torno do Supremo Tribunal Federal chega quando a própria Corte está sob suspeita, e o que chama atenção é o contraste entre a proteção do prédio e a falta de resposta às denúncias que atingem seus integrantes.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
9 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Toda a cobertura registra que o reforço de segurança da sede do Supremo Tribunal Federal já estava planejado antes da crise, que o protocolo integrado com forças de segurança e órgãos de inteligência se intensificou após 8 de janeiro de 2023, e que Edson Fachin acompanhou o desfile do 7 de Setembro ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.
O Supremo Tribunal Federal ampliou o aparato de segurança em torno da sede, em Brasília, para o desfile do 7 de Setembro, com planejamento integrado a forças de segurança e órgãos de inteligência. A medida veio no auge do conflito entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, que dominou também os discursos de candidatos à Presidência nos atos daquele dia.
O Supremo Tribunal Federal informou que reforçaria o esquema de segurança em torno da sede, em Brasília, para as comemorações do 7 de Setembro. Segundo o próprio tribunal, o planejamento foi feito de forma integrada com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional do Palácio do Planalto e a Agência Brasileira de Inteligência, e previa compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos, definição coordenada de efetivos, revistas, bloqueios, restrição do espaço aéreo e monitoramento de drones. A Corte afirmou que o dispositivo é o mesmo adotado em anos anteriores e em grandes eventos, e que já estava desenhado antes de a crise interna se instalar.
A cobertura de centro relatou que o anúncio chegou no auge do conflito entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. No início daquela semana, Mendonça, relator do caso do Banco Master, encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório da Polícia Federal com indícios de contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes respondeu pedindo a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por supostas irregularidades na condução do caso. Fachin retirou o pedido do Inquérito das Fake News, abriu um procedimento sob sua supervisão e fixou prazo de cinco dias úteis para manifestações de Moraes, de Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ainda na cobertura de centro, apareceu uma segunda medida de segurança: o tribunal restringiu pontos de acesso visual usados por fotógrafos depois da repercussão de uma imagem, feita por uma fresta, que mostrava Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin sorrindo pouco antes de uma sessão, com Edson Fachin de costas.
O protocolo de segurança tem origem datada e reconhecida por toda a cobertura. Ele se intensificou a partir de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas na tentativa de golpe de Estado. Também há convergência sobre o desenho do dia da cerimônia: por recomendação da Advocacia-Geral da União, o desfile manteve caráter estritamente institucional, sem discursos de autoridades, para evitar irregularidade em período de campanha eleitoral. Na tribuna de honra estiveram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Veículos de direita enfatizaram outro recorte do mesmo dia: Fachin foi o único integrante do Supremo Tribunal Federal presente na solenidade, e Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin não compareceram. Essa cobertura sublinhou a cobrança de responsabilização sobre a Corte, registrou que Luiz Inácio Lula da Silva havia defendido uma reforma do Judiciário dias antes e deu destaque ao papel de André Mendonça como relator do caso do Banco Master. Nos atos de rua, candidatos à Presidência transformaram a crise no tema central: Flávio Bolsonaro reuniu cerca de 28,5 mil pessoas na Avenida Paulista e chamou Moraes de laranja podre; Renan Santos defendeu a saída imediata de Dias Toffoli, de Moraes, do diretor-geral da Polícia Federal e do procurador-geral da República; Romeu Zema cobrou posicionamento de Cármen Lúcia sobre a continuidade das investigações; Augusto Cury pediu a pacificação do tribunal.
Nenhum veículo de esquerda do acervo cobriu este episódio, o que caracteriza um ponto cego da cobertura: a leitura que enquadraria o reforço do aparato como proteção da instituição que julgou a tentativa de golpe não aparece com fonte própria nesta story.
Ainda não se sabe qual será o efetivo empregado nem o alcance real das restrições, já que o tribunal não detalhou números. Também segue em aberto se Edson Fachin levará o conflito entre Moraes e Mendonça ao plenário, qual foi o teor integral do relatório da Polícia Federal e se a restrição ao acesso visual de fotógrafos é permanente ou temporária.
Aliomar era um pensador, homem de ação, inteligência inquieta, presença marcante, um vulcão intelectual sempre pronto para entrar em erupção

Quando uma sociedade começa a depender excessivamente da prudência pessoal de onze homens e mulheres para preservar o equilíbrio entre seus Poderes, o problema deixou de estar apenas nas pessoas
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, chegou nesta segunda-feira (7) à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para

Interações nos bastidores da cerimônia reuniram integrantes do Executivo, Congresso e Judiciário em meio a um momento de tensão política em Brasília.

Críticas e pedidos de afastamento de ministros foram feitos por candidatos à Presidência

O planejamento de segurança está sendo realizado de forma integrada entre o tribunal, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as forças de segurança do DF e outros órgãos

Em meio à crise interna protagonizada por André Mendonça e Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai reforçar a segurança em torno da sede, em

Esquema será o mesmo utilizado em anos anteriores e em grandes eventos que possam colocar as instalações da Corte em risco

Registro feito por uma fresta mostrou Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin sorrindo antes de uma sessão

Nesta matéria: viés de centro.