Alexandre Knoploch exibe arma diante de comitê de Flávio Serafini no Rio
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
O deputado estadual Alexandre Knoploch, do PL, candidato à reeleição no Rio de Janeiro, exibiu uma arma de fogo durante uma discussão com militantes que faziam campanha para o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, na manhã de segunda-feira, na Tijuca, zona norte da capital. Knoploch admitiu, por meio da assessoria e em vídeo nas redes sociais, que mostrou a arma e usou spray de pimenta, mas afirmou que a arma é legalizada e que não a utilizou. Ele diz que reagiu depois de pedir que fosse desligado um jingle com ofensas a Flávio Bolsonaro e de ser cercado por cinco pessoas. Serafini registrou boletim de ocorrência na 19ª Delegacia de Polícia e classificou o episódio como ameaça armada. Os dois anunciaram que vão à Justiça Eleitoral.
Para a leitura de esquerda, o episódio da Tijuca é violência política em estado puro, a poucos dias do primeiro turno: um parlamentar armado foi até o comitê de um adversário e recorreu a spray de pimenta e à exibição de uma pistola para calar uma música de campanha.
Pela leitura de direita, o que ocorreu na Tijuca começou com uma provocação e terminou com uma reação desproporcionalmente noticiada. Alexandre Knoploch afirma que pediu o desligamento de um jingle com ofensas de baixo calão ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, tocado em via pública com mulheres, crianças e idosos passando, e diz que foi cercado por cinco pessoas ao fazer a reclamação.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Texto não analisado: o veículo bloqueia leitura automática.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados confirmam que Alexandre Knoploch esteve em frente ao comitê de Flávio Serafini, discutiu com a militância, usou spray de pimenta e exibiu uma arma de fogo que carregava na cintura, e que o episódio foi filmado. O próprio parlamentar admitiu ter mostrado a arma. Também há convergência de que o caso foi levado à polícia e à Justiça Eleitoral pelos dois lados.
O episódio ocorrido na Tijuca, a poucos dias do primeiro turno, colocou frente a frente dois deputados estaduais candidatos à reeleição no Rio de Janeiro. Alexandre Knoploch, do PL, admite ter mostrado uma arma legalizada e usado spray de pimenta; Flávio Serafini, do PSOL, classifica o ato como ameaça armada e pediu à Justiça Eleitoral que o adversário seja mantido longe de seus comitês.
O deputado estadual Alexandre Knoploch, do PL, candidato à reeleição no Rio de Janeiro, exibiu uma arma de fogo durante uma discussão com militantes que faziam campanha para o também deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, na manhã de segunda-feira, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. O episódio foi filmado pela equipe do parlamentar do PSOL, que registrou boletim de ocorrência na 19ª Delegacia de Polícia e entregou as imagens às autoridades.
Os fatos centrais não são contestados por nenhum lado da cobertura. Knoploch esteve em frente ao comitê de campanha do adversário, discutiu com integrantes da campanha, usou spray de pimenta e, em determinado momento, levou a mão à pistola que carregava na cintura, exibindo-a. Por meio da assessoria, ele confirmou que mostrou a arma, afirmou que o objeto é legalizado e sustentou que não chegou a usá-lo. A assessoria não explicou por que o candidato fazia campanha armado. Serafini declarou considerar o ato uma ameaça armada e anunciou notícia-crime na Justiça Eleitoral, além de pedido para impedir que o adversário se aproxime de seus comitês e de sua militância. A deputada federal Talíria Petrone, do PSOL, acionou a Justiça Eleitoral e o Ministério Público. Knoploch, por sua vez, afirmou que também recorrerá ao Tribunal Regional Eleitoral, alegando uso de palavras de baixo calão em via pública contra Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de esquerda trataram o caso como violência política associada ao bolsonarismo, destacaram que o parlamentar usava boné com o número do candidato do PL durante a confusão e dedicaram espaço à relação política de longa data entre os dois, sem apresentar a versão de Knoploch sobre a origem da discussão. A cobertura de centro deu peso equivalente às duas versões, alternando as declarações de cada deputado, marcando como alegação o que não está comprovado e cobrando explicitamente a explicação que não veio sobre o porte de arma em campanha. Veículos de direita mantiveram tom factual e descritivo, apoiaram-se no que as imagens mostram e abriram espaço para a versão do parlamentar acusado, que em um dos casos não respondeu aos contatos. Nessa leitura, o ponto de partida do conflito é o jingle com ofensas ao candidato à Presidência, tocado em logradouro público, e o desfecho deve ser decidido pelas instituições eleitorais.
As reportagens também recuperam contexto sobre o parlamentar do PL: ele tem histórico de embates com deputados do PSOL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o mais recente na articulação para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, cargo antes ocupado por Dani Monteiro, do PSOL. Em julho, seu pai, Maurício Silva Knoploch dos Santos, foi preso sob suspeita de direcionar licitações do Instituto Rio Metrópole, autarquia vinculada ao governo estadual. Alexandre Knoploch não estava entre os investigados.
O que ainda não se sabe é decisivo para o desfecho. Nenhuma fonte confirmou de forma independente o teor da música que teria motivado a reclamação, nem se houve, de fato, o cerco de cinco pessoas descrito pelo deputado do PL. Também não há informação sobre por que ele circulava armado durante a campanha, se houve agressão física além do uso do spray de pimenta, e se a Justiça Eleitoral vai conceder a medida que afastaria o parlamentar dos comitês do adversário. As apurações da polícia, do Ministério Público e da Justiça Eleitoral seguem em aberto, a poucos dias do primeiro turno.
Alexandre Knoploch admite ter usado spray de pimenta e mostrado o revólver em frente ao comitê de Flávio Serafini, na Tijuca

Deputado estadual e candidato a reeleição pelo PL, Alexandre Knoploch, exibiu uma arma em confusão envolvendo o comitê de campanha de Flavio Serafini (PSOL), também candidato a reeleição para deputado estadual, na manhã desta segunda-feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Serafini afirma que Knoploch utilizou spray de pimenta e mostrou a arma após pedir que seus militantes parassem de tocar músicas no comitê, enquanto Knoploch alega que foi intimidado ao questionar música "de baixo calão" com ofen

OUTRO LADO: Alexandre Knoploch diz que discussão começou após pedir para desligar música que ofende Flávio Bolsonaro

Alexandre Knoploch ameaçou puxar a arma diante do comitê de Flávio Serafini no Rio, que registrou boletim de ocorrência; procurado, parlamentar não retornou os contatos

Deputado do PL exibe arma em frente a comitê de candidato do PSOL no Rio UOL Notícias
O deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch (PL-RJ) foi filmado armado durante uma confusão com militantes da campanha de Flávio Serafini