Moraes barra tentativa de Flávio Bolsonaro de interferir em inquérito por calúnia contra Lula
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

O STF, pela decisão de Moraes, freou nova tentativa do senador Flávio Bolsonaro de interferir num inquérito que apura calúnia contra o presidente Lula, reafirmando que o investigado não pode direcionar a própria investigação. A negativa ocorre num momento de desgaste do filho do ex-presidente: pesquisas mostram Lula ampliando vantagem no segundo turno e o Centrão recuando do apoio ao PL diante da crise do Banco Master, que aproximou Flávio do banqueiro preso Daniel Vorcaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou nesta terça-feira um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que a Polícia Federal adotasse diligências num inquérito que apura calúnia do senador contra o presidente Lula.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Todos os lados reconhecem que Moraes negou o pedido de diligências de Flávio Bolsonaro no inquérito por calúnia e que a pesquisa MDA/CNT mostra Lula à frente em eventual segundo turno.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, um pedido do senador Flávio Bolsonaro para que a Polícia Federal adotasse uma série de diligências em um inquérito que investiga o próprio senador por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o ministro, os requerimentos do investigado representariam interferência na condução da apuração. Segundo a decisão citada na cobertura, não cabe ao investigado pretender pautar a atividade investigativa.
O inquérito tem origem em uma publicação de Flávio Bolsonaro no início de janeiro, em que ele associou o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao presidente Lula. Na semana anterior à decisão, o pré-candidato do PL à Presidência havia solicitado a Moraes a oitiva de políticos da Venezuela e dos Estados Unidos, além da expedição de ofício ao Tribunal Distrital de Nova York para obter cópia das investigações norte-americanas contra Maduro. Foram exatamente esses pedidos que o ministro recusou.
Veículos de esquerda destacaram que a decisão preserva a independência da investigação e barra uma tentativa de obstrução: na leitura dessas publicações, o senador buscava usar o caso Maduro e atores estrangeiros para tumultuar uma apuração que recai sobre ele próprio. A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta, reproduzindo o teor da decisão, as datas e os atores envolvidos, sem juízo de valor sobre o mérito político. Já a chave interpretativa que veículos de direita tendem a enfatizar é a de que decisões como essa limitam a produção de provas pela defesa de um adversário do governo, num padrão de cerceamento atribuído ao STF.
A decisão chega num momento delicado para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. No mesmo dia, a pesquisa MDA/CNT apontou o presidente Lula com 49,3% das intenções de voto contra 36,8% do senador em um eventual segundo turno, ampliando a vantagem registrada em abril, quando o petista tinha 45% ante 40%. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais. A cobertura de esquerda relacionou esse cenário ao desgaste provocado pela crise do Banco Master, que aproximou Flávio do banqueiro Daniel Vorcaro, preso em investigação sobre fraude no sistema financeiro. O senador nega irregularidade e afirma ter tratado apenas de patrocínio privado para um filme sobre o pai.
Veículos de esquerda enfatizaram ainda o recuo do Centrão: a Federação União Progressista, que reúne União Brasil e Progressistas, teria esfriado o apoio à pré-candidatura do PL, e a Polícia Federal apontou suspeita de pagamentos de Vorcaro ao senador Ciro Nogueira, peça central do bloco. A mesma cobertura registrou a defesa, por aliados de Flávio, da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, tratada como ponto de fricção que pode custar votos do eleitorado moderado, sobretudo no agronegócio e nas cooperativas.
Há, porém, divergência nos números das pesquisas. A própria cobertura de centro registrou que o Big Data apontou Flávio à frente de Lula no primeiro e no segundo turnos no estado de São Paulo, o que sugere um quadro menos consolidado do que os levantamentos nacionais indicam.
O que ainda não se sabe é como Flávio Bolsonaro reagirá formalmente à negativa de Moraes, se haverá recurso e qual será o desfecho do inquérito por calúnia. Também permanece em aberto o efeito eleitoral concreto da crise do Banco Master e do tarifaço dos Estados Unidos sobre a corrida presidencial, que só será decidida nas urnas em 4 de outubro de 2026.
O senador solicitava, entre outras diligências, um ofício a tribunal de Nova York para a Justiça brasileira obter dados de investigações contra Maduro

Na pesquisa anterior, feita em abril, Lula tinha 45% contra 40% de Flávio Bolsonaro. Vantagem ultrapassa 12 pontos percentuais

Flávio Bolsonaro perde apoio no Centrão após crise do Banco Master; pesquisa mostra Lula à frente no segundo turno.
