Procuradoria-Geral Eleitoral defende manter o canal Exército do Lula no WhatsApp
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilMP Eleitoral se manifesta contra bloqueio do canal “Exército do Lula”Procirador diz que mobilização de pessoas reais não configura irregularidade e que procedimento administrativo e liminar do TSE não permitem a derrubada do grupo(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- G1Ministério Público Eleitoral se manifesta contra suspensão do 'Exército do Lula'A Procuradoria-Geral Eleitoral defendeu ao TSE que o Exército do Lula é uma mobilização voluntária de eleitores e não configura fraude automática.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Notícias ao Minuto BrasilMinistro do TSE atende PT e proíbe decisão que tire canal 'Exército do Lula' do ar (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- O canal segue no ar no segundo turno, de 25 de outubro, por causa da liminar de 23 de outubro.
- A multa diária por descumprimento é de R$ 50 mil.
- Só o ponto do anúncio pago foi acolhido pela Procuradoria.
Onde os lados divergem
- Esquerda: a mobilização é voluntária e legítima, e o parecer a protege.
- Direita: dados do X apontam inautenticidade em parte das contas, o que sustenta a suspeita da campanha de Flávio.
Onde os lados concordam
- A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou contra suspender o canal.
- A Meta deve explicar como um anúncio pago, sem anunciante identificado, foi aprovado.
- O canal é coordenado por André Janones e reúne milhões de pessoas.
O que ainda está incerto
- Quando o plenário do TSE julgará o mandado de segurança.
- O que dirá o relatório técnico pedido à Meta.
- Como o anúncio da página Preembarque passou pela verificação de identidade.
A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou no TSE contra a suspensão do canal de WhatsApp Exército do Lula, pedida pela campanha de Flávio Bolsonaro. O órgão defendeu apenas que a Meta explique como um anúncio pago sobre o canal foi aprovado.
A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou no sábado, 24 de outubro, no Tribunal Superior Eleitoral, contra a suspensão do canal de WhatsApp Exército do Lula. O pedido foi apresentado pela campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, em processo administrativo movido contra a Meta, empresa responsável pelo aplicativo. O canal é coordenado pelo deputado André Janones e tem mais de 10,7 milhões de inscritos.
Segundo a cobertura de centro, o parecer, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa, afirma que o processo tem natureza administrativa, voltada a verificar se as plataformas cumprem seus planos de integridade. Por isso, não seria o instrumento adequado para julgar a conduta de eleitores ou candidatos, nem para ordenar bloqueio do canal ou fornecimento de endereços IP. A Procuradoria também sustenta que a lei eleitoral não proíbe pessoas reais de combinarem hashtags e horários de publicação. Para o órgão, a irregularidade dependeria de robôs, automação, contas falsas ou compra irregular de engajamento.
O parecer recomenda acolher apenas uma parte do pedido: que a Meta explique como um anúncio pago da página Preembarque, sem responsável identificado e com link direto para o canal, foi aprovado, já que a empresa se comprometeu a verificar a identidade de anunciantes políticos. Os demais pedidos, como bloqueio, punição de administradores, suspensão de contas e entrega de dados de usuários, devem ser rejeitados.
O contexto vem dos dias anteriores. Em 22 de outubro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas à Meta para entregar relatório técnico sobre o canal, e pediu ao Google e ao X que informassem se identificaram ações coordenadas de hashtags. Em 23 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques atendeu a um pedido da coligação de Lula e vedou decisões que suspendam ou restrinjam o canal, inclusive pela Presidência do tribunal, até o julgamento do mandado de segurança, sob multa diária de R$ 50 mil.
Veículos de direita destacaram os dados das plataformas citados no parecer. O Google não identificou tráfego automatizado e a Meta não encontrou irregularidades. O X, porém, mapeou 58 hashtags com 8,2 milhões de publicações de cerca de 476 mil contas, apontou sinais de inautenticidade em parte delas e suspendeu 12.454 contas. Esse recorte reforça o argumento da campanha de Flávio de que houve impulsionamento artificial.
Veículos de esquerda, por sua vez, trataram o canal como instrumento legítimo de mobilização. A cobertura de esquerda registrou que Janones fez uma live de 24 horas, iniciada após o debate presidencial de sexta-feira, para distribuir missões aos apoiadores e ampliar o alcance de mensagens pela reeleição de Lula na véspera do segundo turno, marcado para domingo, 25.
O que ainda não se sabe é se o plenário do TSE vai julgar o mandado de segurança antes da votação, qual será o conteúdo do relatório pedido à Meta e como o anúncio da página Preembarque passou pela verificação de identidade.
Fontes
Procirador diz que mobilização de pessoas reais não configura irregularidade e que procedimento administrativo e liminar do TSE não permitem a derrubada do grupo

A Procuradoria-Geral Eleitoral defendeu ao TSE que o Exército do Lula é uma mobilização voluntária de eleitores e não configura fraude automática.



Parecer enviado ao TSE considera legítima a mobilização de apoiadores em grupo administrado por Janones

André Janones faz transmissão de 24 horas na live da Virada do Exército do Lula, assista ao vivo a live da virada do Lula
Órgão defende rejeição da maior parte dos pedidos de Flávio Bolsonaro e afirma que atuação coordenada de pessoas reais não configura irregularidade

Parecer reconhece decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques impedindo medidas para sustar grupo
