Janones chama Flávio Bolsonaro de criminoso em live às vésperas do segundo turno
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilQuem é Mariana? Janones promete revelação sobre Flávio Bolsonaro hoje (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
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Briefing
O que importa para você
- A votação do segundo turno é no domingo, com o Datafolha apontando empate de 50% a 50% nos votos válidos.
- As acusações de crime e de milícia vêm de um deputado em campanha, sem decisão judicial citada nas fontes.
- O caso das rachadinhas contra Flávio foi arquivado em 2022, sem julgamento do mérito.
Onde os lados concordam
As fontes concordam que Janones, aliado de Lula, intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro nos dias finais do segundo turno e que o canal Exército do Lula é a principal plataforma dessa mobilização.
O que ainda está incerto
- Quem é a mulher chamada Mariana e qual seria sua ligação com Flávio Bolsonaro.
- Qual a resposta de Flávio Bolsonaro e de sua campanha às acusações feitas na live.
O deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais, afirmou em live no sábado (24) que o senador Flávio Bolsonaro é um criminoso que entrou na política. A fala veio depois de dias de suspense sobre uma mulher chamada Mariana, sem provas apresentadas, a um dia da votação do segundo turno contra Lula.
A última semana do segundo turno da eleição presidencial, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, foi marcada por uma escalada de ataques do deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais. O parlamentar, que comanda o canal Exército do Lula, primeiro criou suspense em torno de uma mulher chamada Mariana e, depois do debate da TV Globo, afirmou em uma transmissão ao vivo que Flávio é um criminoso que entrou na política.
A cobertura de centro relatou que o episódio começou na quarta-feira (21), quando Janones publicou a pergunta "Quem é Mariana?" e incentivou os integrantes do canal a compartilhar a hashtag #QuemEMarianaFlavio. Reportagens chegaram a associar o nome à ex-chefe de gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, citada no caso das rachadinhas, arquivado em 2022 depois de decisões que anularam provas, sem julgamento do mérito. O deputado negou que fosse ela. Na quinta-feira (22), ele escreveu que alguém desmaiaria no debate ao ver quem estaria na plateia. O relato centrista ressalta que, até então, ele não havia apresentado provas sobre a identidade da mulher nem sobre a ligação com o candidato, e que não há confirmação independente de que a pessoa mencionada por um aliado de Bolsonaro seja a mesma. Esse relato também lembra que o Datafolha divulgado na quinta-feira mostrava empate de 50% a 50% nos votos válidos, a três dias da votação de domingo (25).
Os veículos de esquerda destacaram a fala seguinte. No sábado (24), durante a Live da Virada, iniciada após o debate, Janones disse que Flávio "não é um político que cometeu um crime, mas um criminoso que entrou na política", chamou-o de "miliciano" e de "duas caras". A apresentadora Luísa Mell, que reafirmou o voto em Lula, lembrou o assassinato da juíza Patrícia Acciolli por milicianos em 2011 e a declaração de Flávio na época, que sugeriu que a atuação dela contribuiu para ter muitos inimigos. O deputado também acusou o senador de incoerência na pauta do fim da jornada 6x1, dizendo que ele era contra, votou a favor e depois teria avisado empresários, por meio do líder do PL, que tentaria revogar a medida se fosse eleito. A cobertura de esquerda ainda sublinha a audiência, com quase 470 mil pessoas ao mesmo tempo ao meio-dia, e informa que a Meta, o Google e o X não viram descumprimento de regras no canal Exército do Lula.
Não há, neste conjunto de fontes, cobertura de veículos de direita sobre o episódio. Por isso não é possível atribuir a esse campo um enquadramento próprio. O que as fontes permitem dizer é que as acusações de crime e de milícia partem do deputado, em tom de campanha, e que o relato de centro registra a ausência de provas públicas sobre Mariana. Nenhuma das fontes traz resposta de Flávio Bolsonaro ou de sua campanha.
Ainda não se sabe quem é a mulher que Janones associa a Flávio, se ela apareceu na plateia do debate ou se existe de fato o material que o deputado disse guardar. Também não está claro se as acusações feitas na live terão desdobramento formal, nem qual o efeito dessa troca de ataques sobre um eleitorado dividido ao meio nas pesquisas.
Fontes

Na Live da Virada, deputado diz que Flávio “não é um político que cometeu um crime”, mas “um criminoso que entrou na política” e que senador tem “duas caras”
