MP de Santa Catarina cobra PM sobre atropelamento de motociclista em Florianópolis
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Uma viatura da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina atropelou um motociclista de 24 anos na noite de domingo, no bairro Ingleses, em Florianópolis, durante comemorações da reeleição de Lula. O Ministério Público de Santa Catarina pediu informações à corporação sobre as apurações.
A cobertura de esquerda enfatiza que uma viatura policial atropelou um jovem que celebrava a vitória de Lula, e que o vídeo contradiz a versão do comando da corporação. O foco é o abuso de força contra cidadãos reunidos em uma festa popular.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O Ministério Público de Santa Catarina pediu informações à Polícia Militar Rodoviária sobre o atropelamento de um motociclista de 24 anos durante comemoração eleitoral em Florianópolis. A corporação enviou duas notas diferentes e remeteu o caso à Corregedoria.
Uma viatura da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina atropelou um motociclista de 24 anos na noite de domingo (25), no bairro Ingleses, no norte da ilha de Florianópolis. O caso ocorreu durante comemorações da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta segunda-feira (26), o Ministério Público de Santa Catarina pediu informações à corporação sobre o andamento das apurações.
A cobertura de centro relatou que o pedido partiu da 42ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, que atua perante a Vara de Direito Militar e acompanha o caso. A Polícia Militar informou que, até a última atualização das reportagens, não havia recebido comunicação do órgão. O episódio aconteceu por volta das 22h, na rodovia SC-403. Um vídeo feito por testemunhas mostra a viatura em alta velocidade, com a sirene ligada, atravessando o canteiro central e atingindo a moto na lateral. O piloto cai, o capacete rola pela via e um policial desce do carro. É possível ouvir pessoas questionando a atitude dos agentes.
O motociclista deu entrada no Hospital Governador Celso Ramos à 1h20 de segunda-feira, acompanhado pela polícia. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, passou por exames e por cirurgia e está clinicamente estável. A pasta preservou outros detalhes com base na Lei Geral de Proteção de Dados.
A versão da corporação mudou ao longo da manhã. Em uma primeira nota, enviada às 7h51, a Polícia Militar Rodoviária disse ter sido acionada por manobras perigosas e aceleração excessiva do motociclista. Afirmou que a viatura transpôs o canteiro para tentar conter a moto, que o freio não respondeu como esperado e que o condutor não tentou desviar. Também disse que moradores avançaram contra a equipe e arremessaram objetos, e que os agentes usaram balas de borracha e chamaram reforços. Pouco depois, o texto foi apagado. Uma nova nota, às 9h33, afirma que a guarnição, ao retornar de um atendimento de trânsito, viu motociclistas em manobras perigosas e iniciou a intervenção. Segundo ela, durante a abordagem ocorreu uma colisão com a viatura. A corporação disse que os fatos seguirão para a Corregedoria do Comando de Polícia Militar Rodoviária.
Veículos de esquerda destacaram a distância entre o vídeo e a versão do comando. Enfatizaram que a corporação não detalhou as circunstâncias da colisão nem a gravidade dos ferimentos, e que o episódio atingiu pessoas reunidas para celebrar o resultado eleitoral. Na leitura desses veículos, o caso mostra o risco do uso da força contra a população e justifica a cobrança por transparência e responsabilização dos agentes.
Na cobertura de centro, o foco ficou nas fontes oficiais e na cronologia das duas notas, sem atribuir intenção política aos policiais. Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre o caso, de modo que não é possível relatar como esse campo o enquadra. A versão da corporação, de que atuava contra manobras perigosas e foi alvo de objetos arremessados por moradores, aparece nas reportagens de centro e de esquerda, atribuída à própria polícia.
O que ainda não se sabe: a velocidade e a dinâmica exatas da colisão, o motivo da mudança entre as duas notas, se o freio da viatura falhou, como a corporação afirmou, e qual será o resultado da apuração da Corregedoria. Também não há informação sobre eventual responsabilização dos agentes nem sobre o que o Ministério Público fará após receber a resposta da Polícia Militar. Moradores organizam uma manifestação de repúdio para o fim da tarde de segunda-feira.
Viatura da Polícia Militar Rodoviária atropelou motociclista de 24 anos durante comemoração pela reeleição de Lula em Florianópolis

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