Vereadora Iara Pimentel é agredida em carreata de Lula e PF abre inquérito
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A violência contra uma parlamentar em ato legal de campanha é vista como ataque à democracia e à livre manifestação, e a esquerda cobra punição rigorosa dos responsáveis.
A vereadora Iara Pimentel, do PT, foi agredida na noite de sábado durante uma carreata de apoio a Lula em Montes Claros (MG). A Polícia Federal abriu inquérito no domingo.
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A vereadora Iara Pimentel, do PT, foi agredida na noite de sábado (24) durante carreata de apoio a Lula em Montes Claros (MG). A Polícia Federal instaurou inquérito. PT e PL repudiam a violência, mas divergem sobre a origem do confronto.
A vereadora Iara Pimentel, do Partido dos Trabalhadores, foi agredida na noite de sábado (24) durante uma carreata de apoio ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, em Montes Claros, em Minas Gerais. No domingo (25), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, informou, no balanço da corporação sobre o segundo turno das eleições, que será instaurado inquérito para investigar o ataque. Ele classificou o caso como de maior gravidade.
A cobertura de centro relatou que a vereadora e outros manifestantes foram agredidos e que o carro de som em que ela estava teria sido atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. Iara Pimentel foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência a um hospital, onde passou por exames. A Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte confirmou que ela prestou depoimento na delegacia de Montes Claros e que um inquérito foi aberto. O deputado federal Paulo Guedes, do PT, que também participava da carreata, cobrou apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
Veículos de esquerda detalharam as lesões: corte no supercílio, fratura no nariz e escoriações pelo corpo. Também destacaram que a carreata era legalizada, com trajeto informado à Justiça Eleitoral, à empresa municipal de trânsito e à Polícia Militar, e que os agressores usavam roupas amarelas, com bandeira do Brasil e o número 22, associados à campanha de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. A presidente estadual do PT, deputada Leninha, pediu punição dos responsáveis. O partido disse repudiar a violência por parte de qualquer um dos envolvidos.
Não há, no material reunido, cobertura própria de veículos de direita. A versão do campo aparece apenas na nota da Comissão Provisória Municipal do PL, reproduzida pela cobertura de esquerda. O partido repudiou a violência, lamentou a agressão à vereadora e disse que a Polícia Militar foi avisada previamente da concentração de apoiadores na avenida. Afirmou ainda que a carreata petista, com trio elétrico, optou por atravessar o local onde estavam os adversários, apesar de haver vias alternativas. O PL relatou que um apoiador seu foi agredido por pessoas com roupas associadas ao PT, com corte no lábio e relato de fratura em três dentes, e pediu responsabilização de todos.
A Polícia Militar informou que o conflito começou após o encontro de duas carreatas, com arremesso de objetos e agressões físicas. A Polícia Civil disse acompanhar a ocorrência, registrada na avenida Deputado Esteves Rodrigues.
O que ainda não se sabe: os agressores não foram identificados até a última atualização, e não há esclarecimento sobre quem iniciou o confronto. Também não há detalhamento sobre o estado do assessor de vereador internado para exames nem sobre a extensão das lesões do apoiador do PL.
Iara Pimentel foi atingida durante carreata pró-Lula na noite de sábado e teve fratura no nariz; PL também repudia a violência e relata agressão a apoiador

Parlamentar foi atingida no rosto e encaminhada para hospital; Polícia Federal instaurou inquérito para apurar caso
