Ministério Público de São Paulo investiga Lucas Pavanato por fala sobre minorias
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

A cobertura de esquerda trata a fala de Lucas Pavanato como ameaça a grupos vulneráveis: logo depois de se tornar o deputado federal mais votado de São Paulo, ele prometeu colocar as minorias 'no devido lugar'. O inquérito do Ministério Público de São Paulo aparece como resposta institucional necessária para proteger gays, lésbicas e mulheres, enquanto a reação da defesa, que ataca o promotor como militante, é vista como tentativa de desviar o foco do conteúdo da declaração.
O Ministério Público de São Paulo abriu, em 26 de outubro, um inquérito contra o vereador Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal mais votado da história do estado, para apurar possível discriminação e incitação ao ódio em entrevista dada após o primeiro turno.
A cobertura de direita enfatiza a negativa de crime e o questionamento à imparcialidade do promotor Ricardo Manuel Castro. Segundo a defesa de Lucas Pavanato, ao falar em minorias ele se referia ao PT, que passaria a ser minoria na Câmara dos Deputados, sem relação com pautas identitárias.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O Ministério Público de São Paulo abriu, em 26 de outubro, inquérito contra Lucas Pavanato, do PL, deputado federal mais votado da história do estado, por dizer em entrevista que colocaria as minorias no devido lugar. A defesa nega crime, diz que falava do PT e acusa o promotor de parcialidade.
O Ministério Público de São Paulo abriu, na segunda-feira, 26 de outubro, um inquérito para investigar o vereador paulistano Lucas Pavanato, do Partido Liberal, o PL. Eleito no início do mês o deputado federal mais votado da história do estado, com 3.038.438 votos, Pavanato é investigado por possível discriminação e incitação ao ódio contra minorias.
O caso parte de uma entrevista concedida depois do primeiro turno. Nela, Pavanato disse que ele e sua bancada eram uma ameaça aos adversários e afirmou: "Vocês são a minoria, e como minoria a gente vai colocar vocês no devido lugar". O inquérito é conduzido pelo promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos. Ele cita a proteção constitucional contra o racismo, a discriminação e a intolerância, e define intolerância como desrespeito ou desprezo à dignidade de pessoas por serem diferentes. O procedimento pede a análise do contexto das falas, a identificação dos grupos atingidos e a verificação de eventual responsabilização civil, eleitoral ou penal.
Todas as coberturas registram a reação da defesa. O gabinete do vereador afirma que ele ainda não foi formalmente citado, considera o promotor suspeito por alinhamento ideológico à esquerda e diz ter apresentado representação ao Conselho Nacional do Ministério Público, órgão que fiscaliza promotores, por suposto uso do cargo para perseguição política e vazamento de documentos à imprensa.
A cobertura de centro foi a mais detalhada. Relatou que se trata de um inquérito civil público, que o promotor vê ofensa a gays, lésbicas e mulheres e que ele sinaliza um possível pedido de indenização por danos morais coletivos, dano que atinge valores da coletividade mesmo sem prejuízo direto a uma pessoa. Também publicou a íntegra da nota da defesa e o perfil eleitoral de Pavanato, ex-integrante do Movimento Brasil Livre que superou a marca de Eduardo Bolsonaro em 2018.
Veículos de esquerda destacaram a frase sobre colocar as minorias "no devido lugar", falaram em suspeitas de injúria e discriminação e repercutiram a reação de movimentos culturais nas redes. Esses textos não registraram a explicação da defesa sobre o sentido da fala.
Veículos de direita enfatizaram justamente essa explicação. Segundo a defesa, ao falar em minorias, Pavanato se referia ao PT, que passaria a ser minoria na Câmara dos Deputados, sem relação com pautas identitárias. Essa cobertura abriu com a negativa de crime e deu destaque à contestação da imparcialidade do promotor.
Ainda não se sabe se a investigação ficará na esfera civil ou se haverá desdobramento criminal ou eleitoral, já que as coberturas descrevem a natureza do procedimento de formas diferentes. Também não há informação sobre prazos, sobre a data em que Pavanato será notificado nem sobre a resposta do Conselho Nacional do Ministério Público à representação contra o promotor.
MPSP abriu inquérito para investigar Lucas Pavanato por injúria e discriminação após fala sobre colocar minorias “no devido lugar”.

Segundo o promotor Ricardo Manuel Castro, a Constituição Federal preconiza que “todo ser humano é igual perante a lei e tem direito à igual proteção contra o racismoe discriminação

Defesa alega que não foi formalmente notificado sobre o inquérito e que houve atuação política do promotor que abriu o inquérito; deputado eleito nega crime

Ainda não há outra notícia sobre Ricardo Manuel Castro.