União Brasil e Progressistas exigem o Senado para apoiar Flávio Bolsonaro
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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, procurou os presidentes do Progressistas, o senador Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda, para pedir apoio em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As duas siglas formam uma federação e precisam decidir em conjunto. A adesão está atrelada a duas condições: espaço em um eventual governo e a permanência de Davi Alcolumbre na presidência do Senado a partir de fevereiro de 2027, o que colide com o plano do PL de eleger um presidente da Casa alinhado ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão deve sair de uma reunião marcada para 6 de outubro, em Brasília, com a bancada eleita. No mesmo período, Romeu Zema sinalizou em debate que estará contra o Partido dos Trabalhadores em um segundo turno, e Ronaldo Caiado recusou escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A articulação em torno de Flávio Bolsonaro é lida como um leilão de cargos: o apoio do União Brasil e do Progressistas não vem por programa, e sim pela garantia de espaço em um eventual governo e pela preservação do controle do Congresso, com Davi Alcolumbre na presidência do Senado.
A movimentação é lida como consolidação do campo que quer tirar o Partido dos Trabalhadores do poder. Flávio Bolsonaro chega à reta final apontado por lideranças do centrão como favorito, e a aproximação do União Brasil e do Progressistas é vista como reconhecimento de que a alternância depende de uma frente ampla.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram que nenhum apoio foi formalizado e que a decisão ficou para depois do primeiro turno, e todos situam a negociação no mesmo cenário: crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, escândalo do Banco Master e pacote econômico do governo em setembro. Há convergência também na expectativa de que a disputa presidencial vá ao segundo turno.
A federação formada por União Brasil e Progressistas discute apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, mas cobra espaço em um eventual governo e a manutenção de Davi Alcolumbre na presidência do Senado. A definição ficou para uma reunião em 6 de outubro, com a bancada eleita, enquanto Romeu Zema é pressionado a antecipar seu gesto.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, procurou na última semana os presidentes do Progressistas, o senador Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda, para pedir o apoio das duas siglas em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como as legendas formam uma federação, a decisão tem de ser conjunta. A resposta chegou em forma de condição: espaço em um eventual governo e a permanência de Davi Alcolumbre na presidência do Senado a partir de fevereiro de 2027.
A cobertura de centro relatou que a reaproximação tem duas engrenagens. A primeira é eleitoral: Ciro Nogueira mantinha uma espécie de pacto de não agressão com o governo e disputa a reeleição ao Senado pelo Piauí, estado em que o presidente é forte, mas se irritou depois de Lula apoiar adversários seus na corrida estadual. A segunda é institucional: lideranças do centrão voltaram a apontar favoritismo do candidato do PL e passaram a calcular a formação da bancada que decidirá o comando do Congresso. Aí está o nó do acordo. O PL avalia que conseguirá maioria para eleger um presidente do Senado disposto a levar adiante pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto o União Brasil quer manter Alcolumbre, que é contra esse caminho e conta com apoio do governo e do próprio centrão. A reunião que deve fixar a posição nacional da federação está marcada para 6 de outubro, em Brasília, com a bancada eleita, ou seja, depois do primeiro turno de 4 de outubro.
Os três blocos de cobertura convergem em alguns pontos. Ninguém trata o apoio como fechado, todos registram que a decisão ficou para depois da votação, e todos situam a negociação no mesmo contexto: a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o escândalo do Banco Master e o pacote de medidas econômicas anunciado pelo governo em setembro, incluindo o reajuste do Bolsa Família e ações sobre o preço dos combustíveis. A leitura de que a disputa presidencial deve ir ao segundo turno também é comum a todos.
A divergência começa no significado do movimento. Veículos de esquerda destacaram que o apoio está sendo negociado em troca de cargos e de controle do Legislativo, e apresentaram o caso do Banco Master, com o vínculo entre o candidato do PL e o empresário Daniel Vorcaro, como fator que o fragiliza num confronto direto; nessa leitura, o reajuste do Bolsa Família devolve a eleição ao terreno da vida material do eleitor, e uma pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro, com Lula em 40% contra 36% do adversário no primeiro turno e empate técnico de 47% a 45% no segundo, sustenta a expectativa de crescimento do governo na etapa final. Veículos de direita enfatizaram o oposto: a aproximação seria reconhecimento do favoritismo de Flávio Bolsonaro e passo natural da unificação do campo que quer tirar o Partido dos Trabalhadores do poder. Nessa cobertura ganharam relevo a declaração de Romeu Zema, em debate de 23 de setembro, de que estará sempre contra o Partido dos Trabalhadores, as articulações nos bastidores do Novo para que ele retire a candidatura antes do primeiro turno e o apoio declarado por Sebastião Coelho ainda na primeira volta. A cobertura de centro registrou o mesmo debate sem esse enquadramento, anotando que Ronaldo Caiado recusou escolher entre os dois primeiros colocados e que a segurança pública dominou as discussões, com propostas de cooperação policial entre países vizinhos e de novos presídios federais.
Restam lacunas relevantes. Não se sabe se a federação vai fechar apoio formal, nem qual seria o preço exato em cargos, porque a decisão depende do tamanho da bancada eleita e do resultado do primeiro turno. Não há confirmação oficial de que Romeu Zema retirará a candidatura, e nem a campanha dele nem a do candidato do PL se pronunciaram sobre isso. Também segue em aberto quem comandará o Senado a partir de 2027, e o Republicanos mantém distância da disputa presidencial enquanto o PSD permanece dividido entre a tendência de apoio de Ronaldo Caiado e a neutralidade defendida por Gilberto Kassab.
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