Quaest registra empate técnico no 2º turno: Lula 42%, Flávio Bolsonaro 41%
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Na leitura de direita, o dado central não é a liderança numérica e sim o encolhimento da vantagem do governo: a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro caiu de três pontos para um em duas semanas, e o presidente chega à reta final com desaprovação de 48% contra aprovação de 45%, saldo negativo que o executivo-chefe do instituto associa a dificuldade histórica de reeleição. O senador cresce entre homens, evangélicos e eleitores do Sul, e em levantamentos de outros institutos aparece numericamente à frente, como na sondagem contratada por aliados do governo norte-americano. A ascensão de Augusto Cury, que saiu de 2% para 10% em um mês, é lida como demanda por alternativa fora do arranjo governista, e a rejeição praticamente empatada entre os dois principais nomes indica que a eleição se decidirá pelo voto de recusa.
Para a leitura de esquerda, o retrato das pesquisas é o de um presidente que segue à frente em todos os cenários testados, sustentado pela base social que mais depende de política pública: mulheres, eleitores pretos e pardos, famílias que ganham até dois salários mínimos e o eleitorado do Nordeste.
Pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 aponta empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL), 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
29 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todos os lados reconhecem que a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno está dentro da margem de erro, que o presidente vence os demais adversários testados e que Augusto Cury cresceu de 2% para 10% no primeiro turno em cerca de um mês.
A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 registrou Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41% num eventual segundo turno, empate técnico dentro da margem de dois pontos. Abaixo, o que a cobertura de centro, de esquerda e de direita destacou dos mesmos números, e o que os levantamentos ainda não medem.
A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, em empate técnico numa eventual disputa de segundo turno, com 42% e 41% das intenções de voto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 30 de agosto e 1º de setembro, em entrevistas presenciais, e registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026. Na rodada anterior, de 14 de agosto, o presidente tinha 43% e o senador, 40%: as duas oscilações ficaram dentro da margem.
Nos outros quatro cenários de segundo turno testados, o presidente aparece numericamente à frente. Contra Romeu Zema, do Novo, vence por 44% a 33%. Contra Renan Santos, do Missão, por 43% a 36%. Contra Ronaldo Caiado, do PSD, por 42% a 37%. E contra o escritor Augusto Cury, do Avante, testado pela primeira vez, por 40% a 34%. No primeiro turno, o presidente soma 37% e o senador, 29% no cenário com treze nomes e 30% no cenário sem Pablo Marçal. Cury aparece em terceiro lugar, com 10%, depois de marcar 2% em agosto.
Outros institutos reforçaram o quadro apertado na mesma semana. O Datafolha, divulgado em 3 de setembro com 2.002 entrevistados, apontou 46% para o presidente e 44% para o senador. A Futura Inteligência, contratada pela 100% Cidades, mediu 45,6% a 45,2%. O Atlas em parceria com a Bloomberg registrou 47,1% a 42,6%. E uma sondagem do instituto norte-americano McLaughlin & Associates, encomendada por aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou Flávio Bolsonaro com 44,7% e Lula com 43,3%.
A cobertura de centro relatou os números com detalhamento metodológico, listando os cinco cenários, a margem de erro, o período de campo e o registro na Justiça Eleitoral, e acrescentou os indicadores complementares do mesmo estudo: 55% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro e 53% dizem o mesmo sobre Lula, enquanto 48% desaprovam e 45% aprovam a gestão federal. Essa cobertura também registrou que 71% dos eleitores consideram a escolha definitiva e 29% admitem mudar de voto até a eleição.
Veículos de esquerda destacaram que o presidente segue à frente em todos os cenários testados e que sua base social permanece firme: ele lidera entre mulheres, entre eleitores pretos e pardos, entre quem ganha até dois salários mínimos e no Nordeste. Nessa leitura, o empate técnico é resultado de uma polarização já cristalizada, e não de uma virada do adversário. Parte dessa cobertura tratou ainda como interferência externa a decisão de aliados do governo norte-americano de encomendar sondagem própria sobre a eleição brasileira para informar a Casa Branca e o Departamento de Estado.
Veículos de direita enfatizaram o desgaste do governo e o encurtamento da distância entre os dois: a vantagem numérica do presidente caiu de três pontos para um, a desaprovação da gestão federal supera a aprovação, e o senador cresce entre homens, evangélicos e eleitores da região Sul. Essa cobertura deu relevo à avaliação do executivo-chefe do instituto, Felipe Nunes, de que um presidente dificilmente se reelege com saldo negativo de aprovação, e ao crescimento de Augusto Cury, que passou de 2% para 10% em um mês, lido como demanda por uma alternativa fora dos dois polos.
O que ainda não se sabe é se o equilíbrio se sustenta até a votação, marcada para 4 de outubro. Os levantamentos foram a campo antes ou durante a repercussão da quebra de sigilo das mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro e da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal, e nenhum deles mede o efeito desse episódio sobre o eleitorado. Também não há dado público sobre para onde iriam os votos de Augusto Cury num eventual segundo turno, nem sobre o comportamento dos eleitores que admitem mudar de escolha. A Quaest não divulga a íntegra do estudo, o que limita a checagem independente dos recortes apresentados.
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Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, presidente pontuava 43% contra 40% do senador em eventual cenário. Leia no Poder360.

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Foram ouvidos 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

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