
Davi Alcolumbre trava PEC da escala 6x1 no Senado até depois do 1º turno
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pautou no plenário, antes do primeiro turno da eleição presidencial de 4 de outubro, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. A PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, com quatro votos contrários e votação simbólica, mas depende de uma etapa final no plenário, onde precisa do apoio de 49 dos 81 senadores em dois turnos. O governo Luiz Inácio Lula da Silva tentou quebrar o rito regimental para acelerar a deliberação e não obteve o acordo político necessário. A aposta agora é convencer Alcolumbre a marcar a votação entre o primeiro e o segundo turno.
Esquerda
Uma proposta que reduz a jornada e retira milhões de trabalhadores da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, com apoio de 71% dos brasileiros segundo pesquisa citada na cobertura, foi novamente empurrada para depois da eleição.
Centro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pautou no plenário, antes do primeiro turno da eleição presidencial de 4 de outubro, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
A base factual é de agência e traz contraditório real, com falas da líder do governo, do líder no Congresso e do coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro. A inclinação aparece no enquadramento: o título trata o adiamento como frustração imposta ao governo, o texto destaca que a oposição fez pressão para impedir a votação antes da eleição e que senadores achariam constrangedor votar contra uma medida popular. A ausência de manifestação de Flávio Bolsonaro e sua viagem no dia do debate são registradas como fato relevante. O eixo é a jornada de trabalho como conquista de trabalhadores, marcador típico de cobertura à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração com vocabulário descritivo ('articuladores políticos', 'rito regimental', 'esforço concentrado') e sem adjetivação valorativa sobre a proposta. Descreve o cálculo eleitoral dos dois lados com paridade: registra que a votação poderia render bônus a Lula e, no mesmo movimento, que forçaria a oposição a se expor. Cita nominalmente Alcolumbre, Eliziane Gama e Omar Aziz e ancora o apoio popular em pesquisa citada com percentual. Enquadramento factual, sem defesa nem crítica do mérito da PEC.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1 passou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas não foi ao plenário. Davi Alcolumbre recusou quebrar o rito regimental a pedido do governo, e a etapa final ficou para depois do primeiro turno da eleição presidencial. O Planalto agora tenta emplacar a votação antes do segundo turno.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu não levar ao plenário, antes do primeiro turno da eleição presidencial, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. A decisão encerrou uma semana de pressão do Palácio do Planalto e empurrou a etapa final da tramitação para depois de 4 de outubro. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva passou a trabalhar por uma votação entre o primeiro e o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O texto avançou até a penúltima etapa. Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a proposta de forma simbólica, sem registro individual de voto, com apenas quatro manifestações contrárias. Falta a deliberação no plenário, onde uma emenda à Constituição precisa do apoio de 49 dos 81 senadores em dois turnos. O rito ordinário ainda prevê cinco sessões de discussão antes da primeira votação e três sessões entre um turno e outro, prazos que só encolhem por acordo político. Era exatamente essa quebra de rito que a articulação governista tentava costurar, e é a ela que o comando da Casa resistiu. Em nota, Alcolumbre afirmou que se tratava de matérias de alta complexidade, que seguiriam o rito ordinário e regimental.
As coberturas convergem na descrição do tabuleiro. Esta era a última semana de funcionamento do Congresso antes do pleito, com parlamentares em suas bases eleitorais e retorno a Brasília apenas em semanas de esforço concentrado. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), optou por não alterar o texto vindo da Câmara, o que evita devolver a proposta para nova votação entre deputados. A tramitação havia ficado parada enquanto Lula e Alcolumbre estavam de relações rompidas, situação revertida em agosto, depois de o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
A cobertura de centro concentrou a reportagem no cálculo da articulação política do governo e nos limites regimentais da proposta, registrando que uma votação antes do segundo turno poderia render bônus eleitoral ao presidente e, ao mesmo tempo, que a proximidade da eleição forçaria a oposição a se expor diante do próprio eleitorado. Também destacou a ressalva feita por governistas: depois do primeiro turno, senadores já reeleitos ou derrotados enfrentam custo menor para votar contra uma medida popular, e a PEC pode perder força.
Veículos de esquerda enfatizaram o adiamento como frustração imposta ao Planalto e como resultado de pressão organizada da oposição e de uma ala do centrão, apontando que a votação simbólica na comissão poupou senadores de aparecer publicamente contra a medida e que nenhum dos quatro votos contrários veio de parlamentar que disputa a eleição deste ano. Essa cobertura também sublinhou o silêncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário na corrida presidencial, que não se manifestou sobre o tema e viajou no dia em que o Senado o debateu, e registrou a vigília de trabalhadores diante da Casa.
Veículos de direita não deram destaque próprio ao episódio, e o argumento que circula nesse campo aparece nas próprias reportagens pela voz do coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN): em vez da redução compulsória da jornada, a defesa é de livre negociação entre patrões e empregados para pagamento por hora trabalhada. A esse eixo se soma a leitura de que a recusa do presidente do Senado preserva o rito da Casa contra um calendário ditado pela conveniência eleitoral do Executivo.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há compromisso público de data para a votação em plenário, e aliados do presidente tentavam justamente extrair esse compromisso. Também não está claro se o governo reúne hoje os 49 votos necessários, nem qual seria o desfecho de uma deliberação nominal, que expõe cada senador. Permanece em aberto se a proposta chega ao plenário antes do segundo turno, como pretende o Planalto, ou se fica para depois de encerrado o ciclo eleitoral, cenário em que o cálculo político dos parlamentares muda por completo.
As coberturas concordam nos fatos centrais: a PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada na CCJ do Senado em 2 de setembro, Davi Alcolumbre recusou levá-la ao plenário antes do primeiro turno, e a proposta ainda precisa de 49 dos 81 votos em dois turnos. Também há convergência de que o calendário do Congresso, esvaziado pela campanha, empurra qualquer deliberação para depois de 4 de outubro.

Presidente do Senado possibilitou deliberação da proposta em comissão, mas hesita em acelerar decisão do plenário

(Folhapress) - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), frustrou o governo e deixou para depois do primeiro turno da eleição a conclusão da
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