Nova viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA amplia crise interna no PL; entenda
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O PL busca estabilizar seus palanques às vésperas das convenções, num momento em que operações da Polícia Federal atingem sucessivamente aliados do bolsonarismo e o racha entre Flávio e Michelle Bolsonaro ameaça um ativo eleitoral estratégico. Michelle é apontada como principal puxadora de votos e liderança do eleitorado feminino conservador, e aliadas como Damares Alves e Celina Leão atuam para mantê-la na disputa. No Rio, a queda de nomes atingidos por investigações é vista por dirigentes como parte de um padrão de operações que recai sobre a oposição a Lula, exigindo do senador rapidez para fechar uma chapa competitiva.
A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, às vésperas das convenções, expôs a desorganização da pré-campanha do PL e a centralização das decisões na família Bolsonaro. Enquanto dirigentes reclamam de indefinições em pelo menos dez palanques estaduais, o senador prioriza uma agenda internacional para se aproximar do governo Trump e do Partido Republicano.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Esquerda, centro e direita concordam que o PL vive uma crise de definição a poucos dias das convenções, com palanques estaduais indefinidos, impasse na vaga ao Senado pelo Rio e decisões ainda centralizadas em Jair Bolsonaro.
A viagem do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, às vésperas das convenções partidárias, ampliou a crise interna do PL num momento decisivo para a definição de candidaturas. Nesta terça-feira, Flávio participou de uma audiência pública em Washington, no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, para tratar da proposta americana de sobretaxar produtos brasileiros em 25%, cuja decisão está prevista para 15 de julho. No Brasil, dirigentes cobram definições sobre palanques considerados estratégicos a poucos dias do início das convenções, marcadas para 20 de julho, quando os partidos precisam formalizar candidaturas, registrar coligações e anunciar chapas.
Há convergência entre os veículos de que o PL vive um impasse real. Ao menos dez palanques estaduais tratados como prioritários pela direção nacional seguem indefinidos, a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro não foi resolvida e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro mantém dúvidas sobre disputar o Senado pelo Distrito Federal. Todos os lados registram também que Jair Bolsonaro continua sendo consultado antes das decisões finais e que a lista de apoios preparada pelo ex-presidente atrasou anúncios.
Veículos de esquerda destacaram o que classificaram como uma pré-campanha confusa, lenta e desorganizada, marcada pela centralização das decisões na família Bolsonaro. Nessa leitura, a prioridade dada por Flávio a uma agenda internacional, para se aproximar do governo de Donald Trump e do Partido Republicano, contrasta com o comando fragilizado dos palanques dentro do país, incluindo o próprio estado do candidato.
A cobertura de centro relatou, em tom factual, que uma operação da Polícia Federal atingiu o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, cotado ao Senado com aval de Flávio, e que o PL avalia uma substituição. Foi o segundo nome da chapa fluminense alcançado por uma investigação em menos de dois meses, num quadro em que a definição da vaga oscila hoje entre os parlamentares Carlos Portinho e Carlos Jordy, após a desistência de Cláudio Castro. Essa cobertura registrou ainda que a operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de 7,6 bilhões de reais em seis anos.
Veículos de direita enfatizaram o racha entre Flávio e Michelle Bolsonaro e o valor eleitoral da ex-primeira-dama, apresentada como principal puxadora de votos e liderança do eleitorado feminino conservador. Nessa perspectiva, aliadas como a senadora Damares Alves e a governadora Celina Leão atuam para mantê-la na disputa, e dirigentes do partido reclamam que operações da PF recaem de forma recorrente sobre aliados do bolsonarismo, exigindo do senador rapidez para fechar um palanque competitivo no Rio.
Após a audiência em Washington, Flávio deve retornar ao Brasil e seguir para agendas em Pernambuco e no Ceará, com a missão de tentar destravar negociações locais. Ainda não se sabe se Michelle confirmará a candidatura, quem será o indicado do PL ao Senado pelo Rio, se a federação substituirá Canella nem qual será o resultado da audiência comercial e da decisão americana sobre as tarifas.
Aliados do senador esperam que a federação União Brasil-PP troque o nome de Márcio Canella

Em meio ao racha com Flávio Bolsonaro, ex-primeira-dama mantém dúvidas sobre disputa, enquanto aliados tentam convencê-la a permanecer no jogo

Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA ocorre sob pressão de aliados do PL, que cobram definição de chapas antes das convenções.
