Procura de brasileiros por visto nos Estados Unidos dispara após reeleição de Lula
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A cobertura de centro relatou que escritórios de advocacia de imigração na Flórida registraram uma explosão de consultas de brasileiros no dia seguinte à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno de 25 de outubro. Os números vêm dos próprios escritórios: 700 consultas num dia em um deles, contra 500 a 600 por mês, e 643 avaliações em outro, que costuma receber 20 contatos diários. Os advogados disseram que o movimento se repete após eleições desde 2014, mas nunca nessa intensidade, e um deles relatou insatisfação das famílias com o Supremo Tribunal Federal.
O veículo de direita do conjunto apoiou a matéria em dado da empresa D4U Immigration, que registrou alta de 2.154% nos contatos em relação à média diária e manteve a equipe de plantão na segunda-feira após a eleição.
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e o veículo de direita concordam que a procura de brasileiros por imigração para os Estados Unidos disparou logo após a reeleição de Lula, e que os números medem interesse inicial, não processos aprovados.
Escritórios de imigração nos Estados Unidos relataram uma explosão de consultas de brasileiros no dia seguinte à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro. Um escritório de Miami recebeu 700 consultas num só dia, e uma empresa informou alta de 2.154% nos contatos. Os números medem interesse inicial, não processos abertos.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato, no segundo turno de 25 de outubro, foi seguida por uma corrida de brasileiros a escritórios de imigração nos Estados Unidos. Os números vêm das próprias empresas do setor, que relataram centenas de consultas num único dia.
A cobertura de centro relatou que um escritório de advocacia de Miami recebeu 700 consultas de potenciais clientes na segunda-feira seguinte à votação, quando o fluxo normal é de 500 a 600 por mês. Um escritório de Orlando registrou 643 avaliações no mesmo dia, contra uma média de 20 novos contatos diários. Os fundadores dos dois escritórios, Alexandre Piquet e Vinícius Bicalho, disseram que o pico pós-eleitoral se repete desde a eleição de 2014, mas nunca nesta intensidade. Bicalho afirmou ouvir das famílias não apenas divergência com o projeto eleito, mas insatisfação com o Supremo Tribunal Federal.
Os veículos de direita destacaram o dado de outra empresa, a D4U Immigration, que informou aumento de 2.154% nos contatos em relação à média diária e disse ter mantido a equipe de plantão na segunda-feira, 26 de outubro. O texto registrou ainda que o senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno, viajou aos Estados Unidos na terça-feira, 27.
As duas coberturas convergem no essencial: a procura cresceu logo após o resultado, e ela mede interesse inicial, não imigração efetiva. A cobertura de centro informou que, dos 700 contatos de um escritório, 150 foram avaliados com potencial para visto, e que no outro cerca de 10% dos clientes seguem com o processo. O veículo de direita ressalvou que o interesse não garante o green card, documento de residência permanente. A demanda se concentra em vistos de investidor, como o EB-5, que exige investimento de US$ 800 mil, e em vistos para profissionais com habilidades extraordinárias ou excepcionais.
As diferenças estão na moldura. A cobertura de centro lembrou que o governo de Donald Trump mantém campanha contra a imigração irregular, mas que, segundo os escritórios, nada mudou para quem migra de forma regular. Também citou dados do Itamaraty, segundo os quais ao menos 2 milhões de brasileiros vivem nos Estados Unidos, e o voto da diáspora no segundo turno: 61,45% para Flávio Bolsonaro e 36,63% para Lula. Já o veículo de direita enfatizou uma norma em vigor desde 18 de setembro de 2026, que ampliou a análise de renda, economias, saúde e uso de benefícios sociais dos solicitantes. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 27 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia dado oficial sobre pedidos de visto de brasileiros após a eleição. Todos os números vinham de empresas que vendem o serviço, e nenhuma delas informou quantos processos foram de fato abertos. A cobertura de centro também trouxe uma conversão incorreta do valor do EB-5 e uma data inconsistente para a segunda-feira, o que reforça a necessidade de cautela com os números.

O resultado das eleições provocou uma corrida por informações sobre como morar legalmente nos Estados Unidos. A empresa D4U Immigration,
