Kassio Nunes Marques quer julgar revisão criminal de Bolsonaro após o 2º turno
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

4 fontes políticas
Como decidimos →A cobertura de esquerda trata a revisão criminal como peça do calendário político da família Bolsonaro. Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro ao STF e hoje presidente do TSE, teria segurado a análise até depois do 2º turno e avalia até uma liminar para soltar o ex-presidente, condenado pela trama golpista. A decisão interessa diretamente a Flávio Bolsonaro, que quer o pai livre em uma eventual posse, enquanto a PGR e a maioria dos ministros que julgaram o caso defendem a condenação.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem dito a interlocutores que pretende julgar logo após o 2º turno, marcado para 25 de outubro, o pedido de revisão criminal da defesa de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, pretende analisar depois do 2º turno de 25 de outubro o pedido de revisão criminal de Jair Bolsonaro. Ele vê exageros na condenação, a Procuradoria-Geral da República é contra, e a decisão pesa sobre a promessa de indulto de Flávio Bolsonaro.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, tem dito a interlocutores que pretende julgar logo depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e, segundo os relatos, cumpre a pena em regime domiciliar. O pedido busca suspender e rever essa condenação.
As informações vêm de auxiliares e pessoas próximas ao ministro, ouvidos por jornais. Segundo esses relatos, Nunes Marques vê exageros na ação relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, em especial no amplo direito de defesa e no rigor da pena. Ele também teria evitado decidir antes do fim da eleição para afastar críticas de que poderia influenciar o resultado. Nunes Marques preside hoje o Tribunal Superior Eleitoral.
A revisão está há meses no gabinete do ministro. O primeiro pedido foi distribuído a ele em maio. Em junho, a Procuradoria-Geral da República se posicionou pela rejeição, e o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a condenação se apoiou em um "vigoroso conjunto probatório". Depois, a defesa apresentou um novo pedido, alegando não ter acessado a íntegra das provas e questionando a cadeia de custódia das provas digitais. Nesse segundo processo, os advogados pedem a suspensão da pena até o julgamento do mérito. A Procuradoria ainda não se manifestou sobre ele.
O caso cruza com a disputa presidencial. Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, promete conceder indulto ao pai se derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Mas só poderia fazer isso depois de empossado. Por isso, o desejo de ver o pai na cerimônia de posse depende de uma decisão anterior da Justiça.
A cobertura de centro relatou que ainda não se sabe se o ministro decidirá por liminar e que a tendência é levar o pedido ao plenário do Supremo. Destacou ainda que Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que acompanharam Moraes na condenação na Primeira Turma, devem discordar de Nunes Marques, e que o decano Gilmar Mendes demonstrou apoio à condenação.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo. Enquadraram o caso como parte da trama golpista e afirmaram que o ministro avalia inclusive uma liminar que permita a soltura do ex-presidente. Ressaltaram o impacto direto nos planos de Flávio Bolsonaro e relataram que os ministros André Mendonça e Luiz Fux tenderiam a acompanhar Nunes Marques em algum tipo de revisão da pena. Segundo essa cobertura, a defesa pede a anulação da sentença por erro judiciário, prejuízo ao direito de defesa e falta de individualização das condutas.
Veículos de direita não haviam publicado cobertura própria sobre o assunto até o momento, o que deixa sem registro, neste conjunto de fontes, a leitura desse campo sobre a revisão.
O que ainda não se sabe é se Nunes Marques decidirá sozinho, por liminar, ou levará o caso direto ao plenário, e quando isso ocorrerá exatamente. Também falta a manifestação da Procuradoria sobre o segundo pedido. E nenhum relato indica, até agora, se há maioria no Supremo para rever a condenação.
Senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno; Kassio quer julgar soltura de Bolsonaro


Ministro do STF pode decidir libertar ex-presidente via liminar ou levar o caso ao plenário. Leia no Poder360.

Kassio Nunes Marques pretende levar ao STF, logo depois do segundo turno, o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para rever sua condenação pela trama golpista e
