Kassio Nunes Marques dá 24 horas para Lula excluir vídeo do caso Master
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou em 22 de setembro de 2026 que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retire das redes sociais, em até 24 horas, um vídeo sobre o escândalo do Banco Master gravado no Palácio da Alvorada em 3 de setembro. A liminar atende a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e aponta indício de uso de bem público e de símbolos do cargo em benefício eleitoral: o ministro escreveu que o cenário, em exame preliminar, não se apresenta neutro, como exige a resolução do tribunal sobre gravações em residência oficial. A decisão também proíbe o uso do material na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão e dá cinco dias para que a Presidência da República, a Secretaria de Comunicação Social e o Gabinete de Segurança Institucional informem quem participou da gravação e quem custeou a produção. No mesmo dia, o ministro mandou o Instagram remover em 24 horas um vídeo que atribuía a Flávio e a Eduardo Bolsonaro envolvimento em lavagem de dinheiro ligada ao Banco Master, e negou o pedido da coligação de Lula para retirar do ar um vídeo de Flávio que associava a vitória petista de 2022 a uma comemoração de presos. As três decisões são liminares e ainda serão submetidas ao plenário do TSE.
Veículos de esquerda leram o dia 22 de setembro como um par de decisões de sinais opostos assinadas pelo mesmo magistrado: Kassio Nunes Marques mandou retirar em 24 horas o vídeo que ligava Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao Banco Master, e no mesmo dia manteve no ar o vídeo do candidato do Partido Liberal que associava a vitória de Lula em 2022 à comemoração de presos.
Veículos de direita centraram a cobertura na conduta vedada atribuída a Lula: o presidente gravou no Palácio da Alvorada, com a bandeira nacional e o estandarte presidencial ao fundo, um vídeo de campanha sobre o caso Banco Master, e por isso recebeu ordem de remoção em 24 horas do presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
22 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Esquerda, centro e direita relatam os mesmos fatos: o presidente do Tribunal Superior Eleitoral deu 24 horas para a campanha de Lula apagar o vídeo sobre o Banco Master gravado no Palácio da Alvorada, apontou cenário não neutro por causa da bandeira e do estandarte presidencial, vedou o uso do material na propaganda eleitoral gratuita e cobrou da Presidência a origem do custeio em cinco dias. Todos registram que a decisão é liminar e será referendada pelo plenário.
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, mandou a campanha de Lula apagar em 24 horas o vídeo sobre o escândalo do Banco Master gravado no Palácio da Alvorada, a pedido de Flávio Bolsonaro. No mesmo dia, o ministro derrubou vídeo que ligava o senador ao caso e manteve no ar peça que associava Lula à criminalidade. As três decisões são liminares.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou em 22 de setembro de 2026 que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, retire das redes sociais, em até 24 horas, um vídeo sobre o escândalo do Banco Master gravado no Palácio da Alvorada em 3 de setembro. A decisão é liminar, atende a pedido do senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, e alcança YouTube, Instagram, Facebook e X. O ministro também proibiu o uso do material na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão.
O fundamento é a resolução do próprio tribunal que trata de gravações em residência oficial. A norma permite que presidente, governadores e prefeitos candidatos à reeleição produzam conteúdo eleitoral em suas residências oficiais, desde que o ambiente seja neutro, sem símbolos ligados ao poder público ou ao cargo, e desde que não sejam usados servidores, equipamentos ou recursos do Estado. Para Nunes Marques, o vídeo não cumpriu a exigência, porque Lula aparece com a bandeira nacional e um estandarte institucional ao fundo. O ministro registrou que a irregularidade não decorre do simples fato de a gravação ter ocorrido no Alvorada, e sim da incorporação de elementos que associem o cenário ao exercício da Presidência. A decisão abriu ainda uma frente de apuração sobre o custeio: a Presidência da República, a Secretaria de Comunicação Social e o Gabinete de Segurança Institucional têm cinco dias para identificar a equipe técnica, apresentar registros de acesso e comprovar quem pagou a produção, a edição e a divulgação. Lula e o vice Geraldo Alckmin terão cinco dias para defesa, e a liminar será submetida ao plenário.
A cobertura de centro convergiu na descrição do que a decisão determina e no que o vídeo dizia. Na gravação de um minuto e vinte segundos, Lula afirma que o escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do país, diz que o banqueiro líder do esquema tem relações com gente poderosa, cobra que se investigue todo mundo sem blindagem de ninguém e declara que a democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Essa cobertura também lembrou que o tema tem precedente: em 2022, o mesmo tribunal restringiu transmissões eleitorais do então presidente Jair Bolsonaro em palácios oficiais e, no ano seguinte, fixou os parâmetros hoje aplicados.
As divergências aparecem no entorno do caso. Veículos de esquerda destacaram que, no mesmo 22 de setembro, o ministro assinou uma decisão de sinal oposto: mandou o Instagram remover em 24 horas um vídeo que atribuía a Flávio e a Eduardo Bolsonaro envolvimento em lavagem de dinheiro ligada ao Banco Master e ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, e no mesmo dia negou o pedido da coligação de Lula para derrubar um vídeo de Flávio que associava a vitória petista de 2022 a uma comemoração atribuída a presos. Para esse campo, o conteúdo derrubado tratava de fatos sob apuração oficial, com inquérito determinado pelo Supremo Tribunal Federal e investigação da Polícia Federal, o que transformaria a ordem de remoção em restrição à divulgação de informação de interesse público em plena campanha. Essa cobertura acrescenta que o próprio Nunes Marques foi citado em material extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Veículos de direita enfatizaram a conduta vedada atribuída ao presidente: gravar propaganda com bandeira e estandarte presidencial ao fundo, dentro de bem público, seria uso da estrutura do Estado em benefício de candidatura, e o pedido de comprovação de custeio é o teste dessa hipótese. Esse campo também valorizou a liminar que protegeu Flávio Bolsonaro, sublinhando o ponto registrado na decisão de que o senador não figurava como réu, indiciado ou investigado na operação citada na publicação removida, e que imputar crime sem prova produz rejeição eleitoral antecipada.
O que ainda não se sabe é o desfecho. As três decisões são provisórias e dependem de referendo do plenário do tribunal. Não há informação pública sobre a origem do custeio do vídeo gravado no Alvorada, que é justamente o objeto do prazo de cinco dias, nem sobre eventual multa por descumprimento. Também não está esclarecido se o material foi efetivamente retirado de todas as plataformas dentro das 24 horas, e as apurações sobre o Banco Master seguem em curso, sem conclusão sobre as imputações que motivaram cada pedido de remoção.
Presidente do TSE proibiu que emissoras de rádio façam inserção da campanha do petista. Leia no Poder360.


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Presidente afirmou, em evento com artistas no Rio, que produção sobre caso envolvendo Vorcaro é importante para mostrar o que está acontecendo no país

Publicação combina imagens manipuladas e música sobre tarifaço contra o Brasil.

Vídeo atribui recebimento de dinheiro ilícito, emissão de notas fiscais falsas, vínculos com organização criminosa e outras condutas ilícitas ao presidenciável.

O ministro entendeu que o conteúdo ultrapassa os limites da crítica política ao sugerir a prática de crimes

As queixas de ministros do STF a Lula sobre Kassio Nunes Marques

Cercado por acusações que envolvem de diárias no Hotel Fasano a contrato milionário do filho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral atua abertamente para favorecer a candidatura do grupo político que lhe deu o cargo. O post Sob suspeita no caso Banco Master, Kassio Nunes usa a caneta no TSE para blindar a extrema direita apareceu primeiro em Intercept Brasil.

Para o presidente do TSE, elementos apresentados pela coligação Prontos pra Mais não eram suficientes.

Presidente do TSE afirma que publicação ultrapassou os limites da crítica política.

Por Cleber Lourenço

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o Instagram retire do ar, no prazo

O ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, determinou que o Instagram retire, em até 24 horas, um vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao Banco Master e ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A liminar, concedida a pedido do PL, sustenta que associar o senador a fatos criminosos sem comprovação concreta pode atingir […]
Nunes Marques atende pedido de Flávio Bolsonaro e ordena remoção de vídeo de Lula sobre o caso Master.

Decisão aponta possível uso irregular de símbolos ligados à Presidência; em 2022, Corte restringiu gravações eleitorais de Bolsonaro na residência

Decisão do ministro Nunes Marques, presidente do tribunal, determina que vídeo seja excluído das redes em 24 horas

Nunes Marques deu 24 horas para retirada de conteúdo gravado no Alvorada e vetou uso na propaganda eleitoral. Leia no Poder360.

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