
Nunes Marques propõe certificação para institutos de pesquisa eleitoral
Toque num lado para ler o resumo dele.
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Toque num lado para ler o resumo dele.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um selo de acurácia eleitoral para premiar institutos de pesquisa cujas estimativas mais se aproximem dos resultados das urnas. A minuta foi apresentada a 16 institutos nesta terça-feira, com prazo até sexta-feira para envio de sugestões. A proposta surge após o TSE suspender o julgamento sobre a censura que Kassio impôs a uma pesquisa da AtlasIntel que mostrava queda nas intenções de voto do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Análise editorial
A reportagem da Folha traz cobertura factual e detalhada da minuta apresentada por Kassio Nunes Marques, com citações diretas de múltiplas fontes, mas o equilíbrio pende para as críticas: dá voz à diretora do Datafolha, à Abep, a dois cientistas políticos e a fontes do STF questionando a medida, sem contrapor vozes técnicas favoráveis além da fala do próprio Kassio. O texto é factual e bem sustentado por citações, porém a seleção de fontes cria um enquadramento predominantemente crítico à iniciativa, mesmo sem linguagem valorativa do repórter.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Análise editorial
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
A reportagem da Revista Oeste descreve a proposta de forma factual e direta, com mais espaço para o histórico do caso AtlasIntel envolvendo Flávio Bolsonaro do que para reações contrárias à medida. O texto inclui a nota do instituto e o argumento do PL sobre o questionário, sem adicionar juízo de valor evidente, o que mantém a cobertura próxima da neutralidade apesar do perfil editorial de direita do publisher.
Perspectivas omitidas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, apresentou nesta terça-feira, 14 de julho, uma minuta de proposta para criar um selo de acurácia eleitoral, destinado a premiar institutos de pesquisa cujas estimativas mais se aproximarem dos resultados oficiais das urnas. A proposta foi entregue a representantes de 16 institutos, reunidos no tribunal em Brasília, que terão até sexta-feira, dia 17, para enviar sugestões. O selo contemplaria duas categorias: pesquisas de boca de urna e levantamentos feitos nos sete dias anteriores ao pleito, com critérios de avaliação ainda a serem definidos em regulamento específico.
A cobertura de centro relatou que a reunião buscou construir um consenso em torno da regulamentação das pesquisas eleitorais, depois da controvérsia gerada pela censura que Kassio impôs, em maio, a um levantamento do instituto AtlasIntel. Esse levantamento apontava queda nas intenções de voto do pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, após a divulgação de um áudio em que ele pedia recursos ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. O PL alegou que o questionário induzia respostas negativas sobre Flávio; o caso segue parado no plenário do TSE desde que a ministra Estela Aranha pediu vista, em junho, com retomada ainda sem data definida.
Diante da proposta, veículos de esquerda destacaram as críticas de especialistas e da própria indústria de pesquisa: a diretora do Datafolha, Luciana Chong, chamou a iniciativa de 'inaceitável' e afirmou que pesquisas não têm o objetivo de prever resultados, mas de retratar intenções de voto em um dado momento. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) argumentou que exigir 'acerto' de uma pesquisa é confundir ciência com bola de cristal e alertou para incentivos perversos, como institutos sem rigor metodológico ajustando números na reta final da campanha só para conquistar o selo. Cientistas políticos como Antonio Lavareda e Bruno Bolognesi reforçaram essa leitura, classificando a proposta como uma 'jabuticaba' que ignora fatores como abstenção, clima e comportamento do eleitor.
Já veículos de direita enfatizaram o contexto institucional por trás da iniciativa: segundo fontes ligadas ao Supremo Tribunal Federal, colegas do próprio Judiciário veem na proposta uma tentativa de Kassio de superar o desgaste da censura ao levantamento da AtlasIntel, e questionam a lógica de colocar institutos com metodologias distintas para concorrer entre si por um mesmo selo. Essa vertente da cobertura também deu mais peso ao histórico do caso AtlasIntel, incluindo a nota do instituto informando que respeitava a decisão do ministro e confiava que o colegiado confirmaria a consistência técnica da pesquisa.
Apesar das divergências de ênfase, as coberturas convergem sobre os fatos centrais: a proposta ainda é uma minuta sujeita a alterações, o prazo para sugestões dos institutos termina nesta sexta-feira, e Kassio afirmou publicamente que o objetivo não é discutir pesquisas específicas nem interferir na autonomia técnica das empresas. Ainda não se sabe quais serão os critérios definitivos do regulamento, nem quando o plenário do TSE vai retomar o julgamento sobre a censura à pesquisa da AtlasIntel. Também não está claro se a proposta de restringir o uso de áudios e vídeos em questionários, citada como outra frente de regulamentação em debate, será incorporada ao texto final.
Todas as coberturas concordam que a proposta ainda é uma minuta sujeita a alterações, que os institutos têm até sexta-feira (17 de julho) para enviar sugestões, e que a iniciativa foi apresentada por Kassio Nunes Marques a 16 institutos de pesquisa em reunião no TSE nesta terça-feira.

Texto prevê premiar empresas que divulgarem resultados mais parecidos com os do pleito

Proposta prevê reconhecer empresas cujas projeções apresentarem maior proximidade com os resultados oficiais das urnas
Receba o recorte de amanhã.
Todo dia útil, as principais histórias com a divisão entre esquerda, centro e direita, e o ponto cego que um dos lados deixou passar.
Um e-mail por dia útil. Cancelar é um clique, em qualquer edição.



