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O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um selo de acurácia eleitoral para premiar institutos de pesquisa cujas estimativas mais se aproximem dos resultados das urnas. A minuta foi apresentada a 16 institutos nesta terça-feira, com prazo até sexta-feira para envio de sugestões. A proposta surge após o TSE suspender o julgamento sobre a censura que Kassio impôs a uma pesquisa da AtlasIntel que mostrava queda nas intenções de voto do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, apresentou nesta terça-feira, 14 de julho, uma minuta de proposta para criar um selo de acurácia eleitoral, destinado a premiar institutos de pesquisa cujas estimativas mais se aproximarem dos resultados oficiais das urnas. A proposta foi entregue a representantes de 16 institutos, reunidos no tribunal em Brasília, que terão até sexta-feira, dia 17, para enviar sugestões. O selo contemplaria duas categorias: pesquisas de boca de urna e levantamentos feitos nos sete dias anteriores ao pleito, com critérios de avaliação ainda a serem definidos em regulamento específico.
A cobertura de centro relatou que a reunião buscou construir um consenso em torno da regulamentação das pesquisas eleitorais, depois da controvérsia gerada pela censura que Kassio impôs, em maio, a um levantamento do instituto AtlasIntel. Esse levantamento apontava queda nas intenções de voto do pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, após a divulgação de um áudio em que ele pedia recursos ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. O PL alegou que o questionário induzia respostas negativas sobre Flávio; o caso segue parado no plenário do TSE desde que a ministra Estela Aranha pediu vista, em junho, com retomada ainda sem data definida.
Diante da proposta, veículos de esquerda destacaram as críticas de especialistas e da própria indústria de pesquisa: a diretora do Datafolha, Luciana Chong, chamou a iniciativa de 'inaceitável' e afirmou que pesquisas não têm o objetivo de prever resultados, mas de retratar intenções de voto em um dado momento. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) argumentou que exigir 'acerto' de uma pesquisa é confundir ciência com bola de cristal e alertou para incentivos perversos, como institutos sem rigor metodológico ajustando números na reta final da campanha só para conquistar o selo. Cientistas políticos como Antonio Lavareda e Bruno Bolognesi reforçaram essa leitura, classificando a proposta como uma 'jabuticaba' que ignora fatores como abstenção, clima e comportamento do eleitor.
Já veículos de direita enfatizaram o contexto institucional por trás da iniciativa: segundo fontes ligadas ao Supremo Tribunal Federal, colegas do próprio Judiciário veem na proposta uma tentativa de Kassio de superar o desgaste da censura ao levantamento da AtlasIntel, e questionam a lógica de colocar institutos com metodologias distintas para concorrer entre si por um mesmo selo. Essa vertente da cobertura também deu mais peso ao histórico do caso AtlasIntel, incluindo a nota do instituto informando que respeitava a decisão do ministro e confiava que o colegiado confirmaria a consistência técnica da pesquisa.
Apesar das divergências de ênfase, as coberturas convergem sobre os fatos centrais: a proposta ainda é uma minuta sujeita a alterações, o prazo para sugestões dos institutos termina nesta sexta-feira, e Kassio afirmou publicamente que o objetivo não é discutir pesquisas específicas nem interferir na autonomia técnica das empresas. Ainda não se sabe quais serão os critérios definitivos do regulamento, nem quando o plenário do TSE vai retomar o julgamento sobre a censura à pesquisa da AtlasIntel. Também não está claro se a proposta de restringir o uso de áudios e vídeos em questionários, citada como outra frente de regulamentação em debate, será incorporada ao texto final.
Todas as coberturas concordam que a proposta ainda é uma minuta sujeita a alterações, que os institutos têm até sexta-feira (17 de julho) para enviar sugestões, e que a iniciativa foi apresentada por Kassio Nunes Marques a 16 institutos de pesquisa em reunião no TSE nesta terça-feira.
2 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
A reportagem da Folha traz cobertura factual e detalhada da minuta apresentada por Kassio Nunes Marques, com citações diretas de múltiplas fontes, mas o equilíbrio pende para as críticas: dá voz à diretora do Datafolha, à Abep, a dois cientistas políticos e a fontes do STF questionando a medida, sem contrapor vozes técnicas favoráveis além da fala do próprio Kassio. O texto é factual e bem sustentado por citações, porém a seleção de fontes cria um enquadramento predominantemente crítico à iniciativa, mesmo sem linguagem valorativa do repórter.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
A reportagem da Revista Oeste descreve a proposta de forma factual e direta, com mais espaço para o histórico do caso AtlasIntel envolvendo Flávio Bolsonaro do que para reações contrárias à medida. O texto inclui a nota do instituto e o argumento do PL sobre o questionário, sem adicionar juízo de valor evidente, o que mantém a cobertura próxima da neutralidade apesar do perfil editorial de direita do publisher.

Texto prevê premiar empresas que divulgarem resultados mais parecidos com os do pleito

Proposta prevê reconhecer empresas cujas projeções apresentarem maior proximidade com os resultados oficiais das urnas
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Perspectivas omitidas



