
O impacto da operação contra Jaques Wagner nas eleições da Bahia, segundo a Paraná Pesquisas
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Uma nova pesquisa da Paraná Pesquisas mediu o impacto da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, sobre o cenário eleitoral de 2026 na Bahia. O senador Jaques Wagner (PT), alvo da ação no âmbito do caso Banco Master, recuou de 40,6% para 36,7% na disputa ao Senado, mas segue em segundo lugar, atrás de Rui Costa (50,6%) e à frente dos nomes de centro-direita. No governo estadual, ACM Neto (União Brasil) lidera com 49,2% contra 37,5% de Jerônimo Rodrigues (PT), que mantém 52% de aprovação na gestão. Paralelamente, o presidente Lula esteve na Bahia para inaugurações ao lado de Wagner, mas faltou ao desfile popular do 2 de Julho pela primeira vez em cinco anos.
Esquerda
Mesmo sob a pressão da Operação Compliance Zero, o campo liderado pelo PT resiste na Bahia, segundo a Paraná Pesquisas. Jaques Wagner, alvo de uma ação judicial que sua defesa acusa de conter 'erros graves' da Polícia Federal, recuou pontos, mas segue firme na faixa das duas vagas ao Senado, e a direita não conseguiu converter o desgaste em avanço.
Centro
Uma nova pesquisa da Paraná Pesquisas mediu o impacto da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, sobre o cenário eleitoral de 2026 na Bahia. O senador Jaques Wagner (PT), alvo da ação no âmbito do caso Banco Master, recuou de 40,6% para 36,7% na disputa ao Senado, mas segue em segundo lugar, atrás de Rui Costa (50,6%) e à frente dos nomes de centro-direita.
Direita
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, abriu uma fratura no principal reduto eleitoral do PT. Jaques Wagner, ex-líder de Lula no Senado, foi obrigado a deixar o cargo após a apuração expor sua relação com Augusto Lima, sócio do Banco Master, e começa a sentir o desgaste: perdeu quatro pontos na disputa ao Senado, segundo a Paraná Pesquisas.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto é majoritariamente factual ao reportar os números da pesquisa, mas o enquadramento favorece o campo petista: subtítulo 'Wagner recua, mas direita não toma a vaga' e a ênfase na manutenção da liderança de Rui Costa e na aprovação de Jerônimo minimizam o desgaste. Veículo de esquerda cobrindo aliados do PT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de agência (Folhapress) com relato equilibrado: apresenta tanto a ala que defendeu o afastamento de Wagner quanto a que quer fortalecê-lo, cita falas do governador e do senador, contextualiza o peso eleitoral da Bahia. Vocabulário neutro, sem valoração ideológica clara.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Enquadramento típico de direita: foca no desgaste do PT, no 'campo minado' petista, na percepção de que 74% acham que Wagner recebeu vantagens indevidas, e na manobra de Lula para evitar aliados. Vocabulário valorativo ('escândalo', 'enrolada com o caso', 'campo minado'). Cobre também ACM Neto e Master de forma mais branda, mas o alvo central é o petismo.
Perspectivas omitidas
Uma nova pesquisa da Paraná Pesquisas colocou em números a pergunta que domina a política baiana neste início de campanha de 2026: quanto a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, afeta o campo liderado pelo PT no estado. O senador Jaques Wagner, alvo da ação no âmbito do caso Banco Master, recuou na disputa ao Senado, mas continua na faixa das duas vagas. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 64 municípios entre 27 e 30 de junho, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-04848/2026.
No cenário para o Senado, Rui Costa aparece na liderança com 50,6%, seguido por Wagner, com 36,7%. O dado mais sensível está no comparativo: em maio, Wagner tinha 40,6%, uma queda de quase quatro pontos. No mesmo período, Rui Costa subiu de 48,8% para 50,6%. Na disputa pelo governo, ACM Neto, do União Brasil, lidera com 49,2% contra 37,5% do governador Jerônimo Rodrigues, do PT, uma distância de 11,7 pontos. Apesar da desvantagem eleitoral, Jerônimo mantém 52% de aprovação na gestão, ante 53,9% em maio, enquanto a desaprovação subiu para 45,1%.
O pano de fundo é comum a todas as coberturas. Wagner foi obrigado a deixar a liderança do governo no Senado depois que a Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, apontou sua relação com Augusto Lima, sócio do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O enteado do senador, Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia, também foi alvo da investigação, mas o governador garantiu sua permanência no cargo. Durante uma agenda de inaugurações, Lula esteve ao lado de Wagner, mas faltou ao tradicional desfile popular do 2 de Julho pela primeira vez em cinco anos.
É na leitura desses fatos que a cobertura se divide. Veículos de esquerda destacaram que, mesmo com o recuo, Wagner permanece na faixa das duas vagas e a direita não conseguiu tomar a vaga, enfatizando a manutenção da liderança de Rui Costa e a aprovação de Jerônimo como sinais de resiliência do campo petista. Nessa leitura, a defesa do senador, que acusa a Polícia Federal de erros graves e pediu anulação ao STF, ganha relevo, assim como a solidariedade pública do governador ao aliado. A cobertura de centro, de perfil mais factual e de agência, relatou o afastamento de Wagner e a agenda de Lula sem tomar partido, apresentando tanto a ala governista que defendeu o afastamento por temer contaminação da imagem do presidente quanto os setores que queriam fortalecer o senador para não abalar o palanque na Bahia, reduto que deu a Lula a maior vantagem de votos em 2022.
Veículos de direita enfatizaram o desgaste e o embaraço ao PT. Nessa chave, o não comparecimento de Lula ao desfile foi lido como manobra para evitar aparecer ao lado de aliados enrolados no escândalo, e ganharam destaque os números de uma pesquisa Atlas segundo a qual 74% dos brasileiros acreditam que Wagner recebeu vantagens indevidas, com parcela relevante enxergando contaminação da imagem do próprio governo. Essa cobertura lembrou ainda que o escândalo não poupa a oposição: ACM Neto recebeu 3,6 milhões de reais do Master e da gestora Reag, segundo relatório do Coaf, e o petista Rui Costa também sofre arranhão de imagem por suspeitas de favorecimento.
O que ainda não se sabe é o tamanho real do impacto eleitoral do caso Banco Master ao longo da campanha. Um antigo aliado de Rui Costa apostou que o tema pode virar um não assunto nos debates, já que envolve políticos de vários espectros, mas as apurações seguem em curso e os desdobramentos judiciais contra Wagner e os demais citados ainda não estão concluídos.
As três coberturas concordam nos números da Paraná Pesquisas: Wagner recuou na disputa ao Senado mas segue em segundo, Rui Costa lidera e ACM Neto está à frente de Jerônimo no governo. Todas reconhecem que Wagner deixou a liderança no Senado após a operação da PF ligada ao Banco Master.

Presidente tenta impedir que o escândalo do Master afete votação no Nordeste


Paraná Pesquisas mostra Rui Costa na liderança ao Senado, Jaques Wagner em segundo e ACM Neto à frente de Jerônimo na Bahia.
Falácias identificadas
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